quarta-feira, 20 de maio de 2026

Triste quadra enfrentamos, desarmados - De elementos primários de enfrentamento

Triste quadra enfrentamos, desarmados 

De elementos primários de enfrentamento 


Alder Júlio Ferreira Calado


De atalho em atalho, Brasil se afoga

Só mirando a raíz, virá saída


A política de frente se esgotou 

A essência do “Centrão”: pilhar o Estado


O Congresso do crime se agiganta 

A saída nos vem pelos “de baixo”...


Com os “de baixo”, sigamos com esperança

Superando embusteiros e a Direita


Sucessivos gestores do Rio de Janeiro 

Na prisão, pelos crimes cometidos 


Eleitores do Rio são cobrados 

Maioria responde por tais fatos… 


É recorde a insania Sionista

De matança contínua dos Palestinos


Quase 80 são os anos do massacre 

De Israel contra o Povo Palestino 


Longa vida à Flotilha da Liberdade!

A Tiago e a todos os companheiros 


A Flotilha de volta à Palestina

Novamente é barrada por sionistas


Israel pagará pelos seus crimes 

Que, impune, inflige aos Palestinos 


Genocídio e massacre em Palestina 

Sionistas não cessam seus massacres  


Veja “Medo e Delírio em Brasília”

“Podcast” que traz o número 30  


Um dos planos necrófilos da Direita 

É votar anistia pros Golpistas 


Parlamento legisla pras elites 

As migalhas destina ao povo pobre 


Prioriza Projetos ou emendas

Que seus “lobbies” lhes ditam, sem rodeios 


Bem o ilustra o caso Ciro Nogueira

Cuja emenda foi ditada pelo Master  


Parlamento representa seus lobistas 

não ao Povo, que diz representar…


No enésimo escândalo do Banco Master 

Senador Bolsonaro é a “estrela”...


Cumprimentos a todo o magistério

Por vitória no piso salarial


Falta agora ao Senado confirmá-la

‘Inda é pouco, mas é passo importante


Não são todos os congressistas embusteiros

Exceções também há, embora poucas…


João Pessoa, 20 de Maio de 2026.



  

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Militância anti - sionista em escala internacional: o alcance da Flotilha da Liberdade

Militância anti - sionista em escala internacional: o alcance da Flotilha da Liberdade 


Alder Júlio Ferreira Calado 


Domingo próximo passado, dia 10/05, após 9 dias de prisão e torturas sofridas nas masmorras do Sionismo em Israel foram libertados Thiago Ávila e Saif Abu Keshek. Ambos foram presos pelas forças repressoras de Israel por integrarem a tripulação de uma cinquentena de embarcações que formam a Flotilha da Liberdade com cerca de duzentos integrantes, mais uma vez empenhados em transportar víveres e medicamentos como doação ao Povo Palestino. Trata - se de uma militância que podemos chamar de não violência ativa.      


Em mais uma edição, a gloriosa Flotilha da Liberdade retoma sua ação revolucionária molecular, testemunhando, ao mesmo tempo, sua profunda solidariedade ao Povo Palestino e seu incessante combate ao Estado genocida de Israel. No final do mês passado, acompanhamos mais uma investida de solidariedade às vítimas Palestinas do genocídio cometido pela tirania sionista com a extrema cumprincidade do Governo do Estados Unidos. Reunindo várias dezenas de militantes internacionalistas, procedentes de diversos países, cujo objetivo tem sido o de coletar e transportar uma boa quantidade de mantimentos e medicamentos para o sofrido Povo de Gaza, como um gesto de solidariedade internacionalista. 


Importa ter sempre presentes os principais traços desta iniciativa revolucionária molecular. Um primeiro elemento a sublinhar: o efetivo gesto de solidariedade internacionalista ao Povo Palestino, vítima a mais de 8 décadas, do genocídio sionista agravado nos últimos anos, com a cumpricidade das potências imperialistas. Outro traço a merecer destaque é o rompimento do silenciamento e da passividade com que o mundo “civilizado” assiste a este genocídio, a infelicitar milhões de Palestinos, seja pelo assassinatos de mais de 70 mil pessoas, parte expressiva de crianças e mulheres, além de centenas de milhares de feridos, de inúmeras destruições de Hospitais, de Escolas, de Universidades, do extremo racionamento de água e de comida… tudo isto é quase silenciado pela mídia hegemônica. 


Enquanto isto, os canais de televisão e de rádio, além de grande parte das redes digitais, continuam sendo meras correias de transmissão das informações repassadas pelo Sionismo. Contamos, felizmente, com a cobertura de canais e blogs alternativos, a exemplo de “Opera Mundi”, “Brasil de Fato”, “ICL”, “Farol Brasil”, “Brasil 247”, além de figuras perseguidas pelo Sionismo, a exemplo de Breno Altman. 


Cuidamos de reconhecer, de público, a relevância de iniciativas como a da Flotilha da Liberdade, inclusive da densa contribuição de integrantes brasileiros, como Thiago Ávila, a quem felicitamos pela tão fecunda e corajosa militância. 


João Pessoa, 14 de Maio de 2026


    

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Continuidade Golpista: o protagonismo do Congresso



Alder Júlio Ferreira Calado 


A sanha golpista, na história da sociedade brasileira, a persegue desde os inícios da chamada República. No centro das iniciativas golpistas, os militares. Ao se constituírem em forças armadas - Marinha, Exército e Aeronaútica - sempre se empenharam em passar como donas do País, atribuindo-se inclusive o papel de “Poder moderador”. Ainda que isto não estivesse inscrito nas constituições do País, mesmo assim nunca deixaram de ameaçar a ordem constitucional. O que temos visto ao longo de mais de um século é uma vasta sequência de tentativas de golpe, algumas das quais - como em 1964 - resultaram certeiras, infelicitando-nos por mais de 20 tenebrosos anos. 


Mesmo após a frágil retomada democrática, as principais lideranças das Forças Armadas trataram de minar, ao seu modo, as instâncias civis do Estado brasileiro, algo que se tornou mais explícito após as manifestações de Junho de 2013 durante o Governo Dilma Rousseff. Tais lideranças militares, em conluio com forças imperialistas, e apoiadas por lideranças de setores entreguistas dominantes brasileiros - de claro perfil escravagista -, voltam a ameaçar a vida democrática da sociedade brasileira, valendo-se de múltiplos expedientes, um dos quais servindo-se de um mal militar - assim chamado inclusive pelo ex-Presidente General Geisel -, empenham-se em fazer oposição crescente a presidenta Dilma, acusando-a artificialmente de crime de responsabilidade, jamais comprovado pelos fatos. 


O que se tem visto desde então é o ascenso no Brasil e no mundo de um ruidoso movimento ultra-direitista, de perfil fascistizante. No caso específico do Brasil, o retrocesso institucional, permitindo toda uma sucessão de arbítrios de perseguições, por meio de instrumentos tais como o “Lavajatismo” -  do qual se tornou símbolo execrável a figura do Juiz Sérgio Moro -, cuja atuação Judicial de parcialidade, além de ter sido responsável pela gravíssima crise da Petrobrás e de importantes empresas petroleiras do Brasil cuja quebradeira implicou além de altíssimo desemprego, na condenação do ex presidente Luiz Inácio da Silva, principal concorrente à eleição de Presidente naquele ano (2018).


Tal a parcialidade do então Juiz Moro que, havendo decretado a prisão de Lula, não exitou em aceitar o convite do então candidato Jair Bolsonaro a ser seu futuro Ministro da Justiça, numa demonstração inequívoca de parcialidade política… Estava, então, escancarada a porta para a vitória do Bolsonarismo, cujo Governo empregou milhares de militares, com a clara intenção de fazer retornar - agora pelo voto! - o regime militar que tanto infelicitou o povo brasileiro. 


Usurpação de Poderes pelo Congresso, como estratégia golpista 


Desde a perseguição ao Governo Dilma Rousseff, notadamente  no início de sua segunda gestão, o congresso brasileiro reforçou sua pretensão hegemônica de ação legislativa, sobretudo graças à atuação do então Presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Desde então e prosseguindo com Temer e Bolsonaro, tal investida de usurpação dos Poderes da República tomaria contornos cada vez mais ameaçadores aos demais poderes (o Executivo e o Judiciário). E de forma intencional, haja vista reiteradas declarações de Bolsonaro e seus apoiadores, da crescente aposta na força usurpadora do Congresso. 


O principal mecanismo que potencializou -  e continua favorecendo exponencialmente - tal pretensão hegemônica é a farra das emendas secretas e mesmo as demais emendas parlamentares tornadas possíveis graças à usurpação pelo congresso da prerrogativa de execução do orçamento pelo Presidente da República. Este mecanismo de usurpação têm anulado os efeitos práticos da chamada Frente Ampla, cujos integrantes ligados ao “Centrão” não hesitam em “trair o Governo”, para aliar-se a ultra-Direita. É isto o que têm sucedido repetidamente. 


É neste contexto que também situamos as mais recentes e esdrúxulas deliberações tomadas pelo Senado - a rejeição de Jorge Messias como indicado pelo Presidente Lula como Ministro do STF - e, sobretudo, e pela aprovação pelo Congresso da derrubada do veto do Presidente Lula ao insano Projeto impropriamente chamado de Projeto da dosimetria, escandalosa tentativa de anistiar os golpistas legitimamente condenados. 


Fracassada a política de frente ampla   


Parece claramente esgotada a política de frente ampla, ilusória tentativa de se governar com o apoio do “centrão”, verdadeiro covil da extrema Direita, composta, em sua maioria, de representantes dos segmentos dominantes, descendentes e continuadores do regime escravocrata. Resta, em vão, seguir apostando nesta via, em vez de se fazer o que se deve: retomar o diálogo com os movimentos populares, sem os quais em vão se procura mendigar apoio de traidores da Pátria. Com efeito, as sucessivas e amargas derrotas do Governo por conta desta mal fadada aliança com representantes dos grandes monopólios do Capitalismo (brasileiro e internacional), salvo poucas exceções, só tem agravado as condições de vida da maioria do povo brasileiro. Não se trata de ignorar ou de negar avanços pontuais, arrancados a duras penas, em alguns setores de nossa vida econômica e social, mas de reconhecer, diante das privilegiadas condições do solo, do subsolo, da diversidade e grandeza das riquezas do nosso País, o quanto deixamos de avançar…               


João Pessoa, 6 de maio de 2026