terça-feira, 1 de novembro de 2022

REFREADA A BARBÁRIE PELO VOTO CABE, AGORA, VENCÊ-LA NA RAIZ

 REFREADA A BARBÁRIE PELO VOTO 

CABE, AGORA, VENCÊ-LA NA RAIZ


Alder Júlio Ferreira Calado


Nordestinos decidem votação

Na vitória de Lula presidente


Cometendo evidentes transgressões

Bolsonaro abusou do nosso erário 


Paridade de armas desprezada

Ultrajante foi o pleito eleitoral


Claramente golpista é o bloqueio

PRF  se omite, complacente 


Um grupelho fascista, trogrodita

Faz bloqueios em estradas federais


As instâncias do Estado utilizadas 

Em favor da figura oficial

É urgente rever (re)eleição: 

Faz estragos profundos no erário


Neste vale de lágrimas militamos:

Conjurando a barbárie a duras penas


Engenheiros do caos bolsonarista

Só confirmam ser fruto de árvore má


Ameaçam a Lei, bolsonaristas

Só merecem prisão e alta multa


De recantos plurais chegam mensagens 

Solidárias a Lula presidente


Distopia maior Brasil não tem

Desgoverno produz crimes em série


A mentira tem sempre pernas curtas

A seu tempo, a Verdade a desmascara


A esperança saiu vitoriosa

Sobre o medo, a mentira e a violência


Absurdo pro mundo democrático 

Presidente indispor-se à alternância


Como podem cristãos não refutarem

Quem só prega discórdia e violência?!


João Pessoa, 01 de novembro de 2022


sexta-feira, 28 de outubro de 2022

DESAFIO DE MONTA PRO BRASIL: DERROTAR A BARBÁRIE PELO VOTO

Alder Júlio Ferreira Calado



Derrotar a barbárie pelo voto

Constitui tão somente primeiro passo


A barbárie campeia no país

Derrotá-la é urgente, pelo voto!


Episódio de Jefferson é emblemático

Terrorismo é prática de aliados

https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2022/10/23/roberto-jefferson-resiste-a-ordem-de-prisao-do-stf-e-fere-a-tiros-policiais-federais.ghtml


Desgoverno a espalhar, multiplamente

Na raiz, é urgente derrotá-lo!


Qual cizânia se espalha no País

O gemido da Terra a denuncia!

 

As mulheres a sofrem, em sua pele

Seu racismo atacando Negros, Índios


As ações neofascistas correm soltas

Retrocesso aprofunda no País


O exemplo de Jefferson é emblemático

Põe a nu quem se alia a Bolsonaro


Combater essa praga é dever nosso

Nosso voto será primeiro passo


Constatamos com dor que tanta gente

Se dizendo cristão apoia à barbárie


Conferência dos Bispos lança carta

Alertando do risco de retrocesso

https://www.cnbb.org.br/bispos-reunidos-na-59a-assembleia-geral-da-cnbb-divulgaram-a-mensagem-da-cnbb-ao-povo-brasileiro-sobre-o-momento-atual/#:~:text=Brasil%3A%20pa%C3%ADs%20envolto%20em%20crise%20complexa%20e%20sist%C3%AAmica&text=Constatamos%20os%20alarmantes%20descuidos%20com,harmonioso%20e%20pac%C3%ADfico%20na%20sociedade.


Entre tantos profetas a clamarem

João Batista e Luis dão seu recado

https://www.youtube.com/watch?v=fsF8r1dJO28


Muito além do Domingo, segue a luta

Perseguimos uma nova sociedade


Se incumbe à coruja interpretar

Cabe ao galo a mudança anunciar!



João Pessoa, 28 de outubro de 2022


terça-feira, 25 de outubro de 2022

O Evangelho dissipa nossas trevas / Só nos basta cumprir os seus conselhos

Alder Júlio Ferreira Calado



Antes de prosseguir estas linhas, trato de justificá-las, brevemente. O País se acha profundamente ameaçado, em sua gente e demais viventes. Qualquer atitude de silenciamento ou de omissão compromete nosso agir de cidadã(os) e de cristã(os), pela raiz. Diante de tantas e tão graves ameaças de aprofundamento da barbárie, não temos o direito de hesitar, de nos omitir. Diante dos ataques à Mâe-Natureza, aos povos originários, às mulheres, às crianças, às comunidades quilombolas, aos agricultores, aos trabalhadores em geral, entre outros alvos da barbárie, só nos cabe enfrentar esses riscos de aprofundamento.

Neste sentido, considerando a nociva eficácia do fundamentalismo religioso - tema sobre o qual já tivemos a oportunidade de refletir (cf. “A leitura popular da Bíblia: vacina contra o fundamentalismo religioso - http://textosdealdercalado.blogspot.com/2022/10/a-leitura-popular-da-biblia-vacina.html) -, tomamos a liberdade de rememorar alguns princípios evangélicos tão violentamente afrontados, em nossos dias.


‘’Esta gente Me louva com seus lábios 

quão distante de Mim seu coração?’’ (Mt 15:8)


‘’ Não quem diz.. oh,Senhor! Oh,Senhor!

Mas quem cumpre a vontade de Meu Pai’’ (Mt 7:21)


’O maior testemunho de Amor

É de quem se dedica aos mais sofridos’


‘’Feroz lobo persegue Minha Gente 

Por seus frutos vocês o reconhecem’’ (Mt 7:15)


Há quem fala em nome da verdade

Mas de dentro só saem mentiras graves


‘’Eu vim para que todos tenham vida

E a tenho, para todos,em abundância.''[Jo 10,10]


Grave risco ameaça nossa Gente 

De quem mente e ataca os viventes


A mentira elevada ao seu extremo

Esvazia o caráter dos humanos


As mentiras que grassam sem controle

Do Maligno procedem, nâo de Deus  


Quem à Mâe Natureza devastou,

Só demonstra desprezo aos viventes


Qual foi mesmo a atitude do Gestor

No período da trágica pandemia?


Que respeito devota o candidato

às Mulheres, aos Negros, aos Indígenas?


Quem acusa corrupto o adversário

O quê tem a dizer dos próprios crimes?


Quem tem mais condição de governar:

Quem respeita nossa Gente, ou quem é pária?


Quem descumpre tantas regras democráticas

Se eleito, desfará Democracia…


Votar mal uma vez, até se entende

Mas, querer o inferno u´a vez mais??!!...




João Pessoa, 25 de outubro de 2022


quarta-feira, 12 de outubro de 2022

DISJUNÇÃO INSOLÚVEL NOS CONVOCA A OPTAR PELA VIDA E CONTRA A MORTE

 DISJUNÇÃO INSOLÚVEL NOS CONVOCA

A OPTAR PELA VIDA E CONTRA A MORTE


ALDER JÚLIO FERREIRA CALADO



Quem da Mãe-Natureza se diz parte

Não apoia quem destrói o Ambiente


Quem respeita a Mulher e seus direitos

Não apoia misógino contumaz


Quem respeita os direitos dos Indígenas

Não defende ou apoia quem os maltrata


Quem persegue os homossexuais

Só merece prisão, não ser votado


Como pode o ecocida R. Salles

Ser eleito, e com mais votos que Marina?


Quê dizer da eleição de Pazuello

Em sequência à gestão tão desastrada?


Violência, mentira e hipocrisia:

Eis a tríade do perfil bolsonarista


Quem defende a vacina, ama a vida

E se opõe ao deboche bolsonarista


Quem defende os direitos trabalhistas

Não elege quem destrói os sindicatos


E não vale dizer que é cristão

Se as práticas indicam o seu oposto


Enche a boca de expressões desrespeitosas

A respeito do povo Nordestino


Estes dão pelo voto sua resposta

Reeditando o já feito, no passado


Candidato delinque impunemente 

Mau exemplo espalhou aos seguidores


É urgente assinar e difundir

Petição pra cassar a vil Damares

https://chng.it/ZTZWCd7C


Nunca mais ditadura, no Brasil

Nem à força, tão pouco pelo voto!


Quem apoia o vil caquistocrata

Só reforça a mentira e a hipocrisia


Nordestino honrado e consciente

Não defende quem o humilhe e o oprime


Diga não ao racismo estrutural

Não apoie quem devasta a Natureza


Diga não a quem faz Religião

Trampolim, em proveito pessoal


João Pessoa, 12 de outubro de 2022


quinta-feira, 6 de outubro de 2022

A LEITURA POPULAR DA BÍBLIA - VACINA CONTRA O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO: Notas sobre o método CEBI

A LEITURA POPULAR DA BÍBLIA - VACINA CONTRA O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO: Notas sobre o método CEBI


Alder Júlio Ferreira Calado


O fundamentalismo religioso, presente no Brasil e na América Latina, protagonizado pelas igrejas neopentecostais, inclusive em sua versão católica, segue fazendo profundos estragos nas esferas sócio-políticas e culturais. Há mais de meio século tendo descido dos Estados Unidos (cf. o célebre livro de autoria de Delcio Monteiro de Lima. "Os Demônios descem do Norte". Editora Francisco Alves, Rio de Janeiro, 1988), diversas igrejas foram criadas, desde então para difundirem, também, pela televisão, sua doutrina que, falando em nome de Deus, comove parcelas significativas da população. Constituem alvo preferencial os segmentos mais vulneráveis pelas precárias condiçoes de vida, ao tempo que as convertem em presas fáceis para esquemas de arrecadações de dinheiro, por meio da cobrança de dízimo e ofertas a tais igrejas, vulpinamente controladas por pastores inescrupulosos, fortemente condenados pelos profetas (cf. Isaias, Jeremias, Amós, Oséias, Miquéias, entre outros). 


Outro traço espalhado pelo neopentecostalismo (que alguns autores preferem chamar de pós-Pentecostalismo) se manifesta pela sua obsessão de tornar uma teocracia, uma corrente política obcecada pelo poder político, investindo sem cessar no comando direto dos três poderes (no executivo, no legislativo e no judiciário). Para tanto, suas principais lideranças não hesitam em apoiar o golpe midiático institucional de 2016 para a deposição da presidenta Dilma Roussef, resultando no governo golpista de Temer e no desgoverno de Bolsonaro, marcado pelo desmonte das políticas públicas, pelos crescentes ataques ambientais, pela desastrosa condução no enfrentamento da crise sanitária da Covid-19, pela sistemática perseguição aos povos originários, comunidades quilombolas e tradicionais, comunidade LGBTQIA, aos direito das mulheres, etc.


Mas o que isto tem a ver com a leitura popular da bíblia, método trabalhado pelo Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI)? O CEBI compõe uma extensa rede de instâncias do que se costuma chamar de “Igreja na Base” (as CEBs, CIMI, Pastorais sociais, serviços eclesiais tais como a Comissão Justiça e Paz, Comunidades Religiosas inseridas no meio popular, centros de defesa dos Direitos Humanos, além da Teologia da Libertação).


Note-se que, antes, durante e depois da fundação do CEBI, tem lugar uma significativa confluência de iniciativas e experiências ecumênicas, por parte de distintas Igrejas Cristãs, em especial os integrantes da Congregação Evangélica do Brasil, criada por diversos membros evangélicos, afastados de suas respectivas Igrejas, em razão de sua firme oposição ao golpe empresarial-militar implantado no Brasil, em 1964. Importa, igualmente, ressaltar a contribuição ecumênica que, a partir de 1982, a Igreja Católica Romana passaria a exercitar com outras Igrejas Cristãs, reunidas no CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs): Igreja Católica Romana, Igreja Católica Ortodoxa Siriana, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Igreja Metodista, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e Igreja presbiteriana Unida (IPU), envolvendo, além da Igreja Católica, relevantes parcerias, desde meados dos anos 60, com a participação de membros evangélicos. 


Uma leitura atenta à realidade social, da qual partem os membros destas Igrejas cristãs, deve ser especialmente destacada nas linhas que seguem em virtude das fecundas experiências e iniciativas por elas protagonizadas, seja no campo de uma nova interpretação comum da Bíblia, seja em seu posicionamento e de seu compromisso com a causa libertadora dos oprimidos, seja ainda no campo da Educação Popular.


Neste sentido, começam a prosperar trabalhos investigativos e formativos com perspectiva ecumenica, tais como:


  1. Desde meados dos anos 60, um grupo de teólogos e teólogas (José Comblin, Juan Luis Segundo, Segundo Galileia, Gustavo Gutierrez, Gilberto Gorgulho, Ana Flora, Anderson, entre outros) tomou a iniciativa de se reunir, a cada ano: primeiro em São Paulo em 1964; em 1965 estes teólogos realizaram seu encontro em Cuernavaca (México), acolhidos que foram por Ivan Illich; em 1966, reuniram-se no Chile, acolhidos por, Segundo Galileia; no ano seguinte, no Uruguai, na companhia de Juan Luis Segundo… E assim, esses teólogos e teólogas, sempre partindo de uma leitura concreta da realidade social, trataram de trabalhar temas bíblicos e a compartilhá-los, exercitando uma leitura popular da Bíblia, desde então; 

 

  1. Aquela iniciativa também inspirou, nos anos seguintes, a realização de Congressos Ecumênicos de teologia, organizados por teólogos e teólogas do terceiro mundo. É assim que se realizaram o I Congresso Internacional Ecumênico de Teologia, na Tanzânia; o II Congresso foi realizado em Gana; o III Congresso em Sri Lanka, enquanto o IV Congresso teve lugar em São Paulo em 1980. Em consequência, da realização destes Congressos, nasce a iniciativa de elaboração e publicação, por teólogos e teólogas de distintas Igrejas Cristãs, de  comentários biblicos, com base numa leitura popular da Bíblia. Graças a cooperação entre a editora vozes (Petrópolis-RJ), da Editora Sinodal, em São Leopoldo - RS, vinculada a Igreja Luterana e a editora metodista, de São Paulo, foram publicados diversos textos bíblicos, dos quais uma meia dúzia, de autoria de José Comblin. 


  1. Outra densa experiência que também se revelou seminal como antecedente do CEBI foi a apresentada pelo CEI (Centro Evangelico de Informação), criado entre 1964 e 1965, por um conjunto de membros evangélicos que se afastaram de suas respectivas igrejas em virtude de sua discordância da posição dominante nestas igrejas com relação ao sentido do golpe civil-militar de 1964. Estes membros passaram a integrar a confederação evangélica do Brasil. Um de seus primeiros trabalhos foi o de criar um informativo de caráter crítico propositivo, e difundido pelo Brasil. Passou-se, desde então, a chamar-se Centro Ecumênico de Informação, a partir de 1968, quando acolheram militantes católicos ao seu empreendimento. Poucos anos depois, o CEI passa a denominar-se CEDI (Centro Ecumênico de Documentação e Informação), uma relevante fonte alternativa de informação e reflexão crítico-transformadora da realidade brasileira e latino-americana.

Com efeito, o CEDI, assim chamado desde 1974, passa a protagonizar uma sucessão de empreendimentos criativos de relevante alcance sócio-eclesial. Disto dão testemunho as seguintes experiências. A criação de um periódico de alcance nacional, intitulado CEDI, por meio do qual informações relevantes, seja no âmbito nacional, seja no âmbito internacional, eram divulgadas e sobretudo analisadas por intelectuais de reconhecida contribuição. O CEDI, de fato, tem um amplo reconhecimento, principalmente nas igrejas progressistas, tanto no meio evangélico, quanto no meio católico. Além do CEDI, outra importante contribuição que circulou, no Brasil e na América Latina, foi a revista “Tempo e Presença”, reunindo artigos de intelectuais cristãos, muito influenciados pela pedagogia freireana, e que trouxe ao debate trabalhos de grande contribuição à crítica e ao esforço organizativo das forças da Igreja na Base, tanto no que diz respeito ao seu compromisso interpretativo da realidade, quanto no seu empenho de semear alternativas de transformação desta realidade. Na animação de reverendas figuras como a do pastor Jether Pereira Ramalho, como já escreveu um de seus conhecedores, “uma presença no tempo”, e com a ajuda de tantos outros e outras, entre os quais, Carlos Mesters, Milton Schwants, Sebastião Armando Gameleira Soares, Francisco Orofino, Pastor Henrique Pereira (do qual recomendo recentíssimo vídeo feito com Padre Júlio Lancelotti (https://www.youtube.com/watch?v=bPzD1n2yBC0), Irmã Agostinha Vieira de Melo, Pastora Odja Barros, Marcelo Barros, Eduardo Hoornaert, José Oscar Beozzo, que contribuíram densamente para este projeto, a revista tempo e presença passa a ser considerada a principal revista ecuménica latino-americana.


O CEDI, pela sua própria natureza propositiva, constituiu-se em um sujeito coletivo que não mediu esforços para trabalhar em conjunto outras experiências similares, postura da qual brotaram parcerias significativas com vários outros organismos semelhantes, tais como o Centro Ecuménico de Salvador; o próprio CEBI, o Centro de Evangelização e Educação popular em São Paulo (CESEEP), Instituto Superior de Ensino das Religiões  (ISER), Comisión de Estudios de la História de la Iglesia Latinoamricana (CEHILA), entre outros. O CEDI também se desdobra em outras iniciativas, tais como o periódico “Aconteceu”, bem como tantas outras iniciativas que ainda hoje perduram, com reconhecida contribuição no campo dos estudos sócio eclesiais, tais como o organismo chamado Koinonia.


Tais iniciativas convergiram principalmente para uma busca comum, de se fazer uma leitura da Bíblia do ponto de visto histórico, crítico, particularmente atenta à realidade brasileira e altino-americana. Nesse sentido começa a prosperar um frutuoso trabalho investigativo, com perspectiva ecumenica: 


- Em consequencia inclusive dos 4 congressos ecumenicos internacionais de teologia, (o da Tanzânia, o de Gana, o de Sri LanKa, e o de São Paulo) em 1980, com inspiração nos quais nasceram um projeto ecumênico de CEBI e publicação de comentários bíblicos ecumênicos, no Brasil e na América Latina, com o apoio conjunto da editora Vozes (editora católica de Petrópolis - RJ), da editora Sinodal (editora de São Leopoldo - RS, vinculada à igreja luterana) e a editora da igreja metodista, em São Paulo.


deste projeto ecumenico resultaram algumas desenas de comentários bíblicos ecumenicos, do Antigo e do Novo Testamento. Só de livro do teólogo José Comblin foram publicados 6, versando sobre Atos dos Apóstolos, I Carta aos Coríntios, Carta aos Filipenses, Carta ao Filemom, entre outros. 


  • A partir de 1964, com a iniciativa do teólogo Leonardo Boff e outros teólogos da libertação, nasceu o projeto editorial assumido pela Editora Loiola, de São Paulo, com apoio explicito de uma centena de Bispos católicos latino americano, de publicação de cerca de cinco dezenas de livros (das quais só saíram em torno de 35 livros), versando sobre uma gama de temas da Teologia Cristã (Cristologia, Missiologia, Pneumatologia, entre outros)


Outro projeto relevante nascido ainda nos anos 80, na América Central, em El Salvador, conhecido como "Mysterium  Liberationis”, do qual foram protagonistas duas grandes figuras da Teologia da Libertação: Jon Sobrino e Ignácio Ellacuría.


  • Ainda no âmbito da América Central vale ressaltar o alcance da proposta investigativa e formativa do Departamento Ecumênico de Investigación (DEI), que vem assegurando uma diversidade de iniciativas de pesquisa bem como a oferta de cursos de formação teológica, na perspectiva da teologia da libertação

  • Neste elenco de fecundas experiencias investigativas e formativas, cumpre destacar o extraordinário papel cumprido pela revista de investigação bíblica latino-americanas (RIBLA). É nesta dinâmica de estudos e pesquisas bíblicas latino-americanas que se deve reconhecer a contribuição especifica do CEBI.

  • Remontam a meados dos anos 70 os primeiros passos apontados na direção de uma iniciativa de articulação mais orgânica das mais diversas experiências ecumenicamente vivenciadas de estudos bíblicos animadas por várias lideranças de igrejas cristãs: pastores, presbíteros, religiosos, leigas e leigos, graças inclusive a uma profética geração de Bispos Católicos, comprometidos com a causa libertadora dos oprimidos: Dom Helder Câmara, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Ivo Lorscheider, Dom Aluísio Lorscheiter, Dom Antônio Batista fragoso, Dom Pedro Casadáliga, Dom Tomás Balduino, Dom Cândido Padim, Dom José Maria Pires, Dom Mauro Morelle, entre outros.


  • Aspectos característicos do CEBI:


Considerando a fecundidade ecumênica das experiências acima mencionadas, importa aí situar o surgimento do CEBI, desde o início, em diálogo fraterno e sororal com toda uma série de iniciativas protagonizadas pela igreja na base. O CEBI, dando sequência a estas iniciativas, foi oficializado em julho de 1979, perseguindo uma dezena de objetivos. Destes fala explicitamente um de seus fundadores, que segue sendo uma das mais reconhecidas referências, Frei Carlos Mesters, por ocasião da celebração, este ano, dos 43 anos do CEBI. Vale a pena recordar os objetivos que ele citou. Recomendamos conferir sua exposição: https://podcasts.apple.com/dk/podcast/03-03-frei-carlos-mesters-43-anos-do-cebi/id1557729371?i=1000571396170 .


Neste sentido, cumpre destacar, entre outros, os seguintes elementos: 

  • Tal qual a plantinha que vai crescendo pouco a pouco, o CEBI passa a expandir-se por todo o país, por meio de diferentes iniciativas, todas voltadas para o exercício comunitário da leitura bíblica.

  • Vão sendo criadas coordenações regionais, estaduais, sempre trabalhando de modo coletivo, comunitário, buscando enraizar a proposta do CEBI: 

  • Comunitários cuidam de organizar uma agenda de estudos bíblicos e de formação, oferecidos a um número crescente de pessoas e comunidades do povo dos pobres;

  • Em sua agenda organizativa, ocupam um lugar central um círculos bíblicos, sempre voltados a uma leitura orante da bíblia, com a porte de estudiosos e do conjunto de participantes dos círculos bíblicos;

  • Na dinâmica organizativa do CEBI, vão se criando, igualmente, espaços onde vão realizar-se assembleias e encontros periódicos, de modo a aprofundar os estudos bíblicos, em uma perspectiva de uma leitura popular da bíblia

  • neste sentido, vários encontros do âmbito regional ao âmbito nacional, foram realizados, animados pelas perspectivas coordenadorias com a contribuição de teólogos e teólogas, de modo a segmentar este exercício de leitura da palavra.


Aspectos do método do CEBI: principais características


Do próprio histórico do CEBI de seus núcleos fundadores, de seus protagonistas (mulheres e homens), já se pode encontrar o sentido ou o jeito de trabalhar do CEBI, seu método. Trata-se do método histórico crítico, que corresponde apenas a um dos diversos métodos de se trabalhar. Com efeito, desde o método histórico gramatical, o método devocional, o método critico histórico conceitual, o método histórico social decolonial, entre outros. Aqui, como acima mencionado, tratamos apenas de trazer alguns traços relevantes do método histórico crítico da leitura da Palavra.


Importa, nesta direção, salientar o que depois se veio chamar de “o triângulo hermenêutico": de um lado, a leitura crítica da realidade, da vida comunitária dos participantes; de outro lado, o exercício de ler a bíblia, de forma contextualizada, isto é: indo além da mera letra, mas buscando contextualizar cada livro, como foi construído, em que tempo, em que contexto histórico, quais os personagens que aparecem, quais o seus principais traços, que conseguido o texto apresenta para os fiéis daquela época em que o texto foi produzido, que sentido o mesmo texto devidamente atualizada traz pra nós, nos dias de hoje? O terceiro ponto do "triângulo hermenêutico" consiste em exercitar, desta maneira, a leitura bíblica na dinamica da comunidade ali reunida, seja em círculos bíblicos ou em espaços similares.


Partir da realidade concreta, dela fazendo também uma leitura crítica inclusive com a ajuda de pessoas mais preparadas neste terreno, sempre evitando-se que esta pessoa tenha o monopólio da interpretação, à medida que sua interpretação é seguida do compartilhamento de outros sentidos apresentado pelos participantes, pelos leitores  eleitores da bíblia, conforme o Espírito Santo inspira cada uma e cada um. É fundamental que se comece por uma análise crítica da realidade - o que Paulo fReire chamava de leitura de mundo como primeiro passo preparatório para um mergulho na Palavra de Deus. na Bíblia, desde que trabalhada como um espelho, isto é, de modo que a inspiração do Espírito contido naquele texto, se reflita como uma luz a iluminar os caminhos da história das comunidades. Feita esta leitura orante da bíblia, tomada como um instrumento da revelação de Deus, da vida e da histórica, para o que se deve continuar a escutar o que o mesmo Espírito Santo tem a dizer nos dias de hoje as diversas comunidades e ao povo de Deus. passasse a buscar recolher do contrato dos desafios da realidade concreta e a força da palavra volta a atenção no ambiente comunitário trata-se de retornar sempre ao chão da vida daquela comunidade. Eis, em breves palavras, as linhas mestras do método do CEBI, conhecido como Método histórico crítico, conceitual.


Que lições recolher nos dias de hoje desse jeito de ler a Palavra de Deus?


Num cenário histórico profundamente tensionado entre forças antagônicas, o método do CEBI se apresenta como uma vacina contra as tentativas várias de apropriação indébita da palavra de Deus, como uma ferramenta de interpretação como estratégia de acesso inescrupuloso do poder político. Com efeito, tendo em vista que é presente a influências da vertente neopentecostal (seja em sua versão protestante, seja pela sua versão Católica se apresenta uma poderosa ferramenta de manipulação de expressivas parcela de nossas gentes, a leitura popular da Bíblia como método histórico crítico do CEBI, transforma-se em uma frutuosa ferramenta partir das armadilhas que o fundamentalismo religiosos vem apresentando na realidade.


Neste momento em que a sociedade brasileira enfrenta a realidade desafiante do processo eleitoral em seu segundo e definitivo turno, resulta particularmente importante recorremos ao método histórico crítico como poderosa ferramenta de desmascaramento das técnicas de manipulação empregadas pelos fundamentalismo religiosos, especialmente por pastores, bispos inescrupulosos, que traem o núcleo libertador do Evangelho, tal como vivenciado pelo movimento de Jesus.


João Pessoa, 6 de outubro de 2022.


terça-feira, 27 de setembro de 2022

XII SEMANA TEOLÓGICA Pe. JOSÉ COMBLIN: SESSÃO DE ENCERRAMENTO

 XII SEMANA TEOLÓGICA Pe. JOSÉ COMBLIN: SESSÃO DE ENCERRAMENTO


Alder Júlio Ferreira Calado


Após meses de encontros vivenciais da XII Semana Teológica Pe. José Comblin (XII STPJC), eis que teve lugar, anteontem, 25/09/2022, no Mosteiro de São Bento, em João Pessoa, a Sessão de Encerramento desta frutuosa experiência, acerca do que foi seu tema central: “Os pobres e o Pe. José Comblin nos ensinam a caminhar, no caminho de Jesus”, tema já refletido, durante as Jornadas Comunitárias, por meio de temas conexos.


Tendo em vista o tema geral desta XII STPJC, durante as Jornadas Comunitárias, já se havia deliberado sobre o convite ao Diácono Antônio Sebastião, da Arquidiocese de Olinda e Recife, para compartilhar a bela experiência popular e eclesial que anima: a tenda do Encontro, experiência surgida há mais de dois anos, e especial cuidado prestado ao povo da rua, especialmente durante a pandemia da Covid-19. Esta iniciativa, com efeito, tem muito a ver com a caminhada dos pobres e do Pe. José Comblin, que nos ensinam a caminhar com Jesus.


Às 8 horas da manhã começaram a chegar os primeiros participantes, acolhidos por João, em trabalho na portaria, naquele dia. Muita alegria se sentiu também com a chegada dos Diáconos Antônio Sebastião e Genival, vindos de Recife, para contribuírem nesta sessão de encerramento. 


Com a presença e participação de algumas dezenas de pessoas, representantes de Pastorais Sociais, de grupos e movimentos (CPT, CECAE, Centro de Formação JOsé Comblin, Kairós, coletivo feminista, representantes das comunidades de Café do Vento, Religiosos, alguns presbíteros, além dos organizadores e organizadoras da XII STPJC.


Pe. Hermínio Canova que coordenou os trabalhos, expressou as boas-vindas, ao tempo em que convidou os/as participantes a uma Oração inicial, seguindo passos do Ofício Divino das Comunidades. Jéssica e Pe. Hermínio tomaram a iniciativa da abertura deste momento, acompanhados pelos presentes, e com a contribuição do Diácono Genival, ao violão, foram executados cânticos da caminhada, a começar do “nossa alegria é saber que um dia”... Em seguida, foi proclamado o Evangelho do dia (Lc 16: 19-31) por Jéssica, o que foi seguido por algumas reflexões.


Coube ainda, ao Pe. Hermínio informar a programação da Sessão de Encerramento: após a oração, um relato e reflexão feitos por Elinaide  sobre as quatro Jornadas Comunitárias vivenciadas, como parte integrante da XII STPJC, em seguida, caberia a Elenilson Delmiro compartilhar traços significativos do legado do Pe. José Comblin. Em virtude de problema de saúde na família, Elenilson não pôde comparecer, tarefa que foi cumprida em parceria pelo Pe. Hermínio e por Alder Júlio. A partir das 10 horas, teve lugar a exposição feita pelo convidado Diácono Antônio Sebastião, relatando a frutuosa experiência da tenda do encontro, com moradores de rua de Recife. Após a exposição e debate do tema, a Sessão foi encerrada com um fraterno almoço oferecido aos participantes.

A seguir, tratamos de detalhar os principais passos vivenciados, durante esta Sessão.

Encerrada a oração, Pe. Hermínio Canova lembrou o histórico das Semanas Teológicas Pe. José Comblin, ora em sua XII edição, iniciativa de grupos de amigos e amigas de Comblin, em memória de seu legado. Recordou diversos temas trabalhados, ao longo dos 11 anos desde a páscoa de Comblin.

Por sua vez, Elinaide rememorou os trabalhos vivenciados, ao longo do ano, em Café do Vento (Sobrado - PB), enfatizando tratar-se de uma semana que se prolonga por vários meses. Conto-nos, também, que sua trajetória de participação em diversas experiências eclesiais, seja como membro de um grupo de teólogas feministas, seja como participante de coletivos, seja acompanhando a organização das mais recentes edições da STPJC. Fez questão de, ao rememorar a figura de Pe Comblin, evocar uma das pessoas que ele sempre teve como referência: a Irmã Agostinha Vieira de Melo, religiosa beneditina inserida no meio popular, grande biblista e cultivadora de experiências litúrgicas renovadoras. Irmã Agostinha, como poucos, mostrou conhecer profundamente a figura missionária do Pe. Comblin, havendo por bem encerrar sua participação, lendo um belíssimo poema da Irmã Agostinha, intitulado “Apressador de urgências”, texto que pode ser acessado no link da Teologia Nordeste.

O momento seguinte foi dedicado à lembrança de traços significativos de Pe Comblin:

  • Como um teólogo internacionalmente conhecido e admirado pelos seus cerca de 70 livros publicados mais de 400 artigos divulgados por relevantes revistas de Teologia Nacionais e internacionais;

  • Viveu como missionário itinerante, sempre no meio dos pobres, dos quais abraçou, defendeu e promoveu sua causa libertadora;

  • Como missionário itinerante, dedicou sua vida aos pobres, oprimidos e marginalizados de toda a América Latina;

  • Um de seus traços mais relevantes é o de Educador Popular que, sempre como fiel discípulo do Evangelho, empenhou-se em organizar e formar o povo dos pobres, por meio de múltiplas experiências educativas das quais uma dezena só no Nordeste brasileiro, desde a Teologia da Enxada, em 1969;

  • Sua fidelidade à causa libertadora dos pobres sempre com extraordinária liberdade profética, o tornou um verdadeiro revolucionário latino-americano tendo percorrido quase todos os países da América do Sul , grande parte da América Central e toda a América do Norte.


A TENDA DO ENCONTRO


A principal participação temática da XII STPJC coube ao convidado, o diácono Antônio Sebastião, que tratou de relatar sua experiência a um povo de rua, no centro da cidade de Recife. A experiência com os moradores de rua foi iniciada há cerca de 2 anos  e meio, em tempos de pandemia. Recém ordenado diácono permanente, Antônio Sebastião sentiu-se particularmente chamado a trabalhar junto com o povo dos pobres, desde um sinal que recebeu, logo após sua ordenação diaconal. Ao distribuir para os pobres a farta que havia sobrado da sua festa de ordenação diaconal, ele tratou de distribuir essa água em frente ao convento de São Francisco. A partir de então, percebeu a importância de corresponder à sua vocação diaconal, não tanto em paróquias, mas diretamente junto com o povo dos pobres, nas ruas, onde se concentram vítimas da dependência de drogas, pessoas que abandonaram ou foram expulsas de suas casas, pessoas que experimentam dramas psicológicos particulares, além de outras pessoas que, por distintos motivos, entendem optar por morar na rua, a exemplo de algumas pessoas portadoras de diploma universitário.

Em seguida, recorrendo a fartos registros fotográficos, o diácono tratou de relatar este trabalho, especialmente no bairro de Recife de Santo Amaro, mais precisamente, na ponte de Limoeiro, onde se encontra uma quantidade considerável de moradores de rua. Em conversa com os mesmos, ele trata de expressar seu desejo de instalar naquela localidade (na ponte) uma tenda, com o objetivo de assegurar condições mais favoráveis de acolhimento daquelas pessoas, além de melhor escutá-las, de convidá-las também para a oração, bem como de oferecer-lhes quentinhas, água e outras ofertas que o diácono Antônio Sebastião passava a receber de algumas entidades, que se tornaram parceiras fiéis desta experiência da tenda de encontro.

Entre as parcerias, das quais aquela experiência passava a receber quentinhas, merendas, água, além de contribuições para instalação de um ambiente mais propício ao trabalho, destacam-se pessoas generosas, o movimento dos profissionais cristãos (NPC), o próprio MST, que ofereceu, tantas vezes, comidas trazidas dos assentamentos. A partir desta parceria e destas ofertas, a tenda do encontro passa a ter uma presença de serviços fraternos, de modo mais constante, principalmente às sextas-feiras, quando é maior o número das pessoas de rua que se encontram sob a tenda do encontro para uma dinâmica preparada com a animação do diácono e de outras pessoas que vêm reforçar a coordenação desta experiência.

Com relação à dinâmica, o diácono expôs um roteiro, pelo qual os moradores de rua são convidados a tomarem assento debaixo da tenda, e feito um fraterno acolhimento por parte dele, este os convida para alguns informes de interesse daquela comunidade, e para uma oração conjunta, feita respeitosamente em relação a pessoas de outras denominações e mesmo pessoas sem confissão de fé determinada. Várias pessoas são chamadas a darem seu testemunho e como passaram a viver na rua, quais as razões, como enfrentam os desafios do dia a dia, como se organizam para se defenderem dos riscos que a rua também oferece. Ao final do encontro, trata-se de partilhar quentinhas oferecidas pelas entidades parceiras, bem como água para os presentes.

Outro ponto relevante da fala do diácono diz respeito à reflexão teológica que esta experiência lhe tem proporcionado. Trazendo-nos uma série de indicações bíblicas vetero e neo testamentárias, o diácono Antônio Sebastião vai compartilhando com as pessoas presentes a fonte de onde bebe para a sua atuação diaconal. As citações bíblicas, principalmente as retiradas do Evangelho, mostram o essencial que a Boa Nova inspira a todos aqueles e aquelas que decidem entrar para o seguimento de Jesus: o amor ao próximo, principalmente aos pobres, o exercício da solidariedade com os necessitados, tal como bem inspira a parábola do bom samaritano, o serviço gratuito, a compaixão com os que sofrem, o exercício do diálogo, a rede de parcerias entre aqueles que se sentem comprometidos com a solidariedade aos sofridos.

Ao final de sua reflexão, o diácono convidou os participante da sessão de encerramento a compartilharem também seu sentimento àquela experiência. Vários comentários foram compartilhados, inclusive da parte de quem se sentia também chamada a(era uma religiosa franciscana) a entrar naquela experiência, no âmbito de João Pessoa e da região metropolitana. Acerca deste seu propósito, vários comentários dela foram feitos, no sentido de melhor entender e melhor se preparar para uma experiência, aqui nesta região. Outros também ousaram fazer sugestões: a de ampliar o alcance da tenda do encontro, no sentido de se fazer uma coordenação ecumênica, para além da iniciativa católica, de modo a acolher participantes outros, e até de ateus. Neste sentido, foram lembradas figuras missionárias e proféticas, a exemplo do Padre Alfredinho, da Irmã Dorothy, da Irmã Agostinha e de outros de quem e em quem se pode inspirar, nesta direção, de um serviço ecumênico, no atendimento e no exercício da solidariedade unto ao povo dos pobres.

Também o diácono que acompanhava o diácono Antônio Sebastião tratou de oferecer alguns cânticos da caminhada, acompanhando-os ao seu violão.

Ao final da sessão de encerramento, Pe Hermínio voltou a trazer alguns informes, a partir do site Teologia Nordeste, no qual se acham publicados artigos e outros materiais de interesse missionário e de reflexão teológica acerca das experiências feitas no Nordeste, feitas com inspiração em missionários tais como Padre Ibiapina, DOm Helder e Padre Comblin. Ao mesmo tempo, cuidou de informar o compromisso da editora Paulus de publicar a terceira versão completa do livro póstumo, escrito pelo Pe COmblin, intitulado o Espírito Santo e a tradição de Jesus, bem como a publicação do livro, de autoria de Eduardo Hoornaert, Alder Calado e Adauto Guedes, intitulado José Comblin, um guia de leitura, que já foi editado em versão eletrônica, pela editora da Universidade estadual da Paraíba, a qual também se comprometeu a publicar o mesmo livro em versão impressa nos próximos meses. Ainda informou aos presentes da organização da 3a Romaria da Terra, em homenagem ao centenário do padre José Comblin, a completar-se no próximo dia 23 de março de 2023. Romaria que vai acontecer, no Santuário de Santa Fé, onde, ao lado do túmulo do Padre Ibiapina, também se encontra plantado o profeta missionário José Comblin, que fez sua páscoa definitiva em 27 de março de 2011. Pe Hermínio tratou de convidar a todos os presentes a participarem da Romaria, no município de Solânea - PB.

O encontro foi encerrado com uma oração e um cântico, bem como um convite aos presentes para um almoço fraterno.


João Pessoa, 27 de setembro de 2023.