quarta-feira, 10 de março de 2021

MILITANTE DE CAUSAS LIBERTÁRIAS / A ELIAS PRESTAMOS NOSSO PREITO

 MILITANTE DE CAUSAS LIBERTÁRIAS

A ELIAS PRESTAMOS NOSSO PREITO


Alder Júlio Ferreira Calado


Bertolt Brecht é lembrado por seu dito

De que gente que luta é bem-vinda

Quanto mais duradoura, é mais ainda

Mas, quem luta sem trégua, é infinito

Prescindir não se pode do seu grito

Lutador exemplar, justo, escorreito

Aguerrido de acordo com seu jeito

Suas páginas de lutas, legendárias

Militante de causas libertárias

A Elias prestamos nosso preito


Um dos fatos que conta, toca a gente

Um pro resto da vida marcar vai

Na infância recorda do seu pai

Tendo um braço perdido em acidente

Segue a vida, sereno, resistente

Pras barreiras vencer, há sempre um jeito

Pra juntar sua lenha, algo é feito

Usa o dente e a mão em sua diária

Militante de causas libertárias

A Elias prestamos nosso preito


Militante atuando em vários meios

Quer na JOC, ACO, MTC

É atento ao real, percebe, vê

De valores fraternos segue cheio

O PT de origem integrar veio

Defendendo os de baixo, em seus direitos

Ao labor sindical esteve afeito

Do PT atuando bem na área

Militante de causas libertárias

A Elias prestamos nosso preito


Sempre amante da causa da Justiça

Juntamente com tantos rejubila

Após muitos reveses - longa fila

Decisão que a todos nos atiça

O ministro corrige postura omissa

Decisão anulando, por defeitos

Impedindo que Lula fosse eleito

Longo tempo detendo-o na carcerária

Militante de causas libertárias

A Elias prestamos nosso preito


Aliando o combate a outras frentes

Nessas últimas décadas, acompanha

Com firmeza de voz - paixão tamanha

Em dois grupos também se faz presente

Contribui para ambos largamente

No Kairós, Cotonetes, com efeito

E em todos imprime bem seu jeito

É fermento de boa culinária

Militante de causas libertárias

A Elias prestamos nosso preito


Nosso apreço à família do profeta

Marinete, Elisângela, Ezequias 

Nossa fé no Deus vivo se alivia

Sua luta em vida foi completa

Do reinado do povo valente atleta

Operários têm nele um companheiro

Seus conselhos pela classe são aceitos

Seu legado nos guia qual luminária

Militante de causas libertárias

A Elias prestamos nosso preito


João Pessoa, 10 de março de 2020


terça-feira, 2 de março de 2021

REPENSAR ENTRE NÓS DEMOCRACIA / NOS IMPÕE SER REVISTA A SEGURANÇA

 REPENSAR ENTRE NÓS DEMOCRACIA

NOS IMPÕE SER REVISTA A SEGURANÇA 


Alder Júlio Ferreira Calado


Repertório complexo se apresenta

A quem ousa enfrentar desafios

Consciente dos caminhos arredios

Não fazê-lo, porém, em nada assenta

Atitudes de massa desatenta

A quem busca inda que com tardança

Algum traço de resposta sempre alcança

Ponto-chave do alvo atingiria

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


No contexto democrático, aos civis 

É preciso dar rumo ao coletivo

Qual rumo, quais os meios, quais os crivos?

Carta Magna é que põe pontos nos ís

Militares sujeitos aos civis 

No Brasil, péssimo hábito é “quartelança”

Por ter armamento, a farda avança

O teor democrático nega, esvazia

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


Tendo em vista a questão que é central

Segurança é um meio, não um fim

O Exército é instrumento, sendo assim

O teor democrático é o fanal

A Lei Magna diz isto, e como tal

Não à farda o papel de governança

Do contrário, ao abismo o Brasil lança

Só o Povo detém soberania

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


Nesta linha, que a gente ganhe as ruas

Expressando repúdio à vil tutela

De uma voz arrogante como aquela

De patente que, em livro, continua

Faz-se urgente deter quartelada sua

Recorrendo ao Supremo, sem tardança

Que contenha a barbárie que avança

Do contrário mantém-se arredia

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


O conjunto do Povo e a Lei Maior

É que devem reger toda a Nação

Militares respeito lhe devem, então

Servidores do Povo, não seu Senhor

Fora disto é baderna, lei de major

Da Nação são as armas, e governança

Usurpar tal poder ao país lança

Em sangrenta tragédia, que desafia

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


Ai do Povo que se deixa dominar

Por tiranos que usurpam seu poder

Foi deixando o inimigo corroer

Desatento a sua astúcia cavalar

Desdenhando sua força a desmontar

Os pilares de nossa governança

Parlamento, Justiça, e assim alcança

Põe em xeque um Governo que avaria

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


Em conversas em livro publicado

General seus malfeitos não esconde

Confirmando qual mesmo é o seu bonde

Desbordando de muito o seu “quadrado”

Bem indica quais são seus aliados

Os que querem da Amazônia a matança

E a mata no chão, então, se lança

Sociedade, Justiça desafia

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


Nas memórias do livro vindo à tona

Há registros que impactam, sendo graves

Pois agridem o Direito, são entraves

Comandante do Exército desabona

Candidato concorrente pondo em lona

Constrangendo Ministros, com “lambança”

Pretendendo impor pauta arredia

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


Promovendo conversas com candidatos

Se imiscui claramente no processo

As Memórias relato - não me apresso

Bolsonaro ele apóia - isto é exato

Com pressão e ameaça - eis outro fato

A Ministra suscita insegurança

Apesar do protesto, mantém-se “mansa”

Com a omissão, a vitória se daria

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


Como em outras instâncias do Estado

Na Marinha, Exército e Força Aérea

Exceções também correm nas artérias

Estes são conhecidos como honrados

Mas são poucos os que ouvem seu recado

O país tropeçando nesta “dança”

A extrema Direita é quem avança

Um processo de horror, que arrepia

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


É preciso dar fim, de uma vez

À infame cultura de quartelada

Ilegítima, imoral, mancomunada

Com as forças do espectro burguês

Que espalham a barbárie e a estupidez

Consciência cidadã mostra pujança

Pois o povo do Governo já se cansa

Sua luta não há de ser tardia

Repensar entre nós Democracia

Nos impõe ser revista a segurança


João Pessoa, 02 de março de 2021












sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

ACESSANDO O CONTEXTO PELOS MOTES / PRO BRASIL PERSEGUINDO UMA SAÍDA

                             ACESSANDO O CONTEXTO PELOS MOTES

                                       PRO BRASIL PERSEGUINDO UMA SAÍDA


Alder Júlio Ferreira Calado


O complexo-colônia nos espreita:

A “elite” escravista volta à cena


Mandatários percebem espertamente:

de imune a impune, basta um “p”


O Império estrebucha, ante o declínio

Desta vez como farsa, o caso vem


Duas forças em nós travam disputas

Importante é saber qual alimento


O veneno na mesa! Quem o traz?

Eu ingiro ou procuro alternativa?


Às malditas potências do dinheiro

Eu adiro ou combato, dia a dia?


Quem não prova do pobre a insegurança

Corre o risco de agir qual jovem rico


Monopólio a ninguém! Democracia

É de quem a assume, a exercita


Desta lógica ecocida do Capital

Pular fora é urgente e necessário


Por mais duros que sejam os desafios

A quem busca vem sempre uma resposta


Sanitária, econômica, ambiental

Na política, busquemos uma saída


Gerações cobrarão nossa apatia

Os estragos do golpe: decenais!


Ampla e grave é o elenco dos delitos

Ecocídio, genocídio, “ptocofobia”


No complexo de crise é necessário

Atacá-las em bloco, pela raiz


A América Latina se refaz 

De uma série de golpes do Império 


A COVID comporta um grave alerta 

Aos humanos que agridem a Natureza 


Feminicídio crescente se constata

Mesmo em tempos de plena pandemia 


É urgente saber o que se passa 

Para além do acidente ocidental


João Pessoa 26.02.2021


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

AI DE QUEM AOS DITAMES DO SISTEMA ABRE MÃO DAS RIQUEZAS DO PAÍS

AI DE QUEM AOS DITAMES DO SISTEMA

ABRE MÃO DAS RIQUEZAS DO PAÍS



Alder Júlio Ferreira Calado


Ao Mercado cedendo suas rédeas

A que segue o petróleo, em sua rota

Muito sangue de sua trilha brota

A estrutura estatal sendo intermédia

No Brasil e no mundo, é uma tragédia

Não impondo mais freio aos lucros vis

Tudo quanto o Mercado sempre quis

Burguesia, solita, o barco rema

AI DE QUEM AOS DITAMES DO SISTEMA

ABRE MÃO DAS RIQUEZAS DO PAÍS


No contexto do mundo industrial

O petróleo é fonte de cobiça 

Concorrência infernal demais atiça

Seus produtos agregam capital

Suas reservas tornando alvo central

É da gula do Império, um chamariz

Induzindo a estratégias mais sutis

Mas, em última instância, a guerra extrema

AI DE QUEM AOS DITAMES DO SISTEMA

ABRE MÃO DAS RIQUEZAS DO PAÍS


Do Ocidente, a ganância belicosa

Extremou a cobiça do petróleo

E seus álibis de ataque jamais acolho

É em vão apostar em sua prosa

Privilégio na ONU ainda goza

A estrutura do órgão é a raiz

Privilégio do veto não condiz

Com o direito de todos, sem dilema

AI DE QUEM AOS DITAMES DO SISTEMA

ABRE MÃO DAS RIQUEZAS DO PAÍS


Gigantescas reservas tem o Pré-Sal

Mesmo quem com os fósseis não se afina

Óleo, gás, derivados, gasolina

Reconhece que é um bem essencial

É riqueza importante, e como tal

Olho grande desperta nos coviz

O pré-sal está do golpe na raiz

Uma política entreguista vira edema

AI DE QUEM AOS DITAMES DO SISTEMA

ABRE MÃO DAS RIQUEZAS DO PAÍS


Desde aí, um complô, surge, se monta

Com o fim de quebrar a Petrobrás

Lava-jato sendo muito perspicaz

Por punir corrupção - casos sem conta

Pune chefes, também empresas afronta

Dallagnol - Sérgio Moro - atores vis

Ao império se rendem, são servis

Da justiça ao “Lawfair” então se rema

AI DE QUEM AOS DITAMES DO SISTEMA

ABRE MÃO DAS RIQUEZAS DO PAÍS


Em conluio com a mídia comercial

Os “partidos da ordem” entram em cena

Destilando ódio, que envenena

Alinhados a Trump, ao Capital

Vão tecendo golpe estrutural

Do sistema erodindo a raiz

Se dispensam de atos mais sutis

Tudo fazem que a Justiça aí se esprema

AI DE QUEM AOS DITAMES DO SISTEMA

ABRE MÃO DAS RIQUEZAS DO PAÍS


Dilma fora, entra Temer, o traíra

Petrobrás vira empresa “estrangeira”

Sua política em baixo da ladeira

Do Brasil as riquezas sob a mira

Ao controle do Império, tudo vira

O Pré-Sal se esquarteja sem diretriz

E a última palavra, o Império diz

E, colônia, Brasil cede ao esquema

AI DE QUEM AOS DITAMES DO SISTEMA

ABRE MÃO DAS RIQUEZAS DO PAÍS



No tocante ao episódio mais recente

Bolsonaro indicando um militar

A chefia da empresa a ocupar

Tem a ver com o perfil do Presidente

Ditador autocrata,  prepotente

Pouco a ver com a sorte de nossa gente

Liberais se dão bem com tais perfis

Vinte e dois foi o seu alvo: ele quer bis

Petrobrás: solução, não é  problema

Ai de quem aos ditames do sistema

Abre mão das riquezas do País.


Se a Empresa ‘inda fosse integrada

desde o poço ao posto, sob seu comando

extraindo, vendendo, refinando

exitosa seria sua empreitada

Da política de preços empoderada

Liberais cedem toda a diretriz

E a ele se sujeitam, são servis

Sucumbindo ao seu estratagema

Ai de quem aos ditames do sistema

Abre mão das riquezas do País.


João Pessoa, 23 de fevereiro de 2021


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Ao planeta, querida e amada terra Quanto peso? O que exijo? Quanto custo?

 Ao planeta, querida e amada terra

Quanto peso? O que exijo? Quanto custo?



Alder Júlio Ferreira Calado



Pressupondo o caráter coletivo

E o alcance social desta empreitada

Não se deve entendê-la descartada

O alcance pessoal do nosso crivo

Faz-se urgente, até mesmo decisivo

Com a apatia de tantos eu me assusto

Ante os dons da Mãe-terra não é justo

A ação singular sentido encerra

Ao planeta, querida e amada terra

Quanto peso? O que exijo? Quanto custo?



A mãe-terra é gratuita: dá-se inteira

A seus filhos e filhas, de espécies várias

Nunca trata nenhum como pária

Não permite a nenhuma ser fronteira

Separada,mantida derradeira

Os humanos não devem dar mais susto

Ao convívio harmônico, pleno, justo

Quem é sábio, a caprichos não se aferra

Ao planeta, querida e amada terra

Quanto peso? O que exijo? Quanto custo?



O Planeta se aquece velozmente

As calotas derretem no oceano

Cujas águas inundam o que é plano

Animais, vegetais, vida inocente

Desespero trazendo à nossa gente

Acordando os contextos mais injustos

Do Império, que lembra o de Augusto

No abismo aos humanos mais enterra

Ao planeta, querida e amada terra

Quanto peso? O que exijo? Quanto custo?



Mas, eu próprio o que ando fazendo?

Que estilo de vida estou levando?

O que como? Visto? Telecomando?

Busco um agir de raiz ou só remendo?

É preciso que outro agir se vá tecendo

A mãe-terra eu alegro ou lhe dou susto

Ao usar os seus bens vitais, robustos?

Água, ar, energia - tudo encerra

Ao planeta, querida e amada terra

Quanto peso? O que exijo? Quanto custo?


Se os cálculos eu faço - cuidadosos!

Várias listas terei, de aprendizado

No consumo de bens mais ordenado

Meu consumo de água - como doso?

Eu evito alimentos venenosos?

Quanto lixo produzo - me dá susto?

Se o ataque ao Planeta eu acho injusto

Por que surdo me faço, quando ele berra?

Ao planeta, querida e amada terra

Quanto peso? O que exijo? Quanto custo?



Uma lâmpada me basta no ambiente

De repente, percebo oito ligadas

Com que cara eu critico a empreitada

Do Mercado voraz e poluente

Que destrói a Natura e nossa gente?

Tal agir só reforça o que é vetusto

Representa ao Mercado um novo busto

Distopia semeia, Projeto enterra

Ao planeta, querida e amada terra

Quanto peso? O que exijo? Quanto custo?



Quantas vezes ar fresco ao meu alcance

Mas prefiro espaço refrigerado

Só agravo a política do Estado

De energia, petróleo: que assim alcance!

E a nossa opção não tendo chance

Ao pensar na tragédia, já me assusto

Nosso agir que se torne mais robusto

Do contrário, o abismo nos aterra

Ao planeta, querida e amada terra

Quanto peso? O que exijo? Quanto custo?



João Pessoa, 19 de fevereiro de 2021