sexta-feira, 10 de março de 2023

2023, 100 anos de Pe. José Comblin (1923-2011): Profeta da Liberdade



Alder júlio Ferreira Calado 


Primeiros passos 


A equipe de Organização da Semana Teológica Pe. José Comblin, agora em sua 13ª edição, já realizou seus primeiros encontros deste ano no Centro de Formação Pe. José Comblin, em Café do Vento, município de Sobrado- PB, nos dias 05/02 e 05/03, com o objetivo de empreender os primeiros passos na organização da XIII STPJC.

Dando sequência aos trabalhos da primeira reunião, os membros da Equipe da Organização, vinculados a vários grupos (Kairós, CPT, Grupo Comblin, Teologia Nordeste, CEBs, Egressos da Escola de Formação Missionária de Mogeiro/Santa Fé, CEBI, Coletivo Feminista, entre outros). Todos bem acolhidos pelo Pe. Herminio Canova, trataram de definir o tema geral e os temas conexos da XIII STPJC, além de compartilharem diversas informações, notícias, relatos de experiências, tendo iniciado com o momento habitual de espiritualidade, refletindo sobre a Transfiguração, com base no Evangelho do II Domingo da Quaresma, sobre a narrativa da Transfiguração. Sempre com o apoio do ofício Divino das Comunidades, após o momento da Recordação, foram partilhadas valiosas experiências individuais e comunitárias, associadas ao tema da transfiguração.

Contando com a presença e a participação de Pe. Hermínio, Edna, Andreza, Tânia, Elenilson, Elinaide, Glória, Maria José (responsável pelo saboroso almoço) e Alder, tratou-se de compartilhar informações diversas, dentre as quais: 

  • Os preparativos da próxima Romaria celebrativa do centenário do Pe. José Comblin, a acontecer no Santuário de Santa Fé (Solânea-PB), nos dias 24, 25, e 26 de março; 

  • Os passos que estão sendo dados para a realização em Rondonópolis;

  • MT, em julho próximo, do XV intereclesial das CEBs;

  • A publicação pela Editora Paulus do livro Póstumo de Comblin, "O Espírito Santo e a Tradição de Jesus" (terceira versão), a sair nos próximos dias; 

  • A programação dos cursos de formação para membros da CPT (Regional nordeste 2).


Acerca dos preparativos para a próxima Romaria Missionária, celebrativa do centenário do Pe. José Comblin, importa conhecer parte da programação prevista para o dia 25/03: 

Serão oito grupos com um assessor e uma secretária em cada grupo, na qual terá as seguintes temáticas: 

1. Igreja – Povo de Deus João Batista(coordena)  Magal (secretaria)

2. A Missão e Igreja em Saída Pe. Hermínio (coordena) Anunciada (secretaria) 

3. Os Pobres no centro do Evangelho Pe. Isaías (coordena) Milena (secretaria) 

4. A Ação do Espírito Santo Monica (coordena)  Marta (secretaria)

5. Viver na Esperança Helvídio (coordena) Aline(secretaria)

6. Seguindo o Caminho de Jesus Frei Roberto (coordena) Valnice ( secretaria) 

7. Vocação para a Liberdade Ana Claudia (coordena) Valberto (secretaria)  

8. O anúncio do Reino no mundo presente Glaudemir (coordena) Paulinho (secretaria) 

 E para a grande plenária e síntese geral: Alder Júlio. 

Passando em seguida, para a discussão da pauta principal - a organização das Jornadas Comunitárias e da Sessão de Encerramento da XIII STPJ - , Pe. Hermínio rememorou temas e passos refletidos, na reunião precedente. Após a roda de conversas entre os participantes da reunião, chegou-se a um consenso sobre o tema central e os temas conexos da XIII STPJC. Ficou acordado como tema central "2023, 100 anos de Pe.José Comblin (1923-2011): Profeta da Liberdade”, a ser refletido quando da sessão de Encerramento, marcada para o dia 23 de setembro próximo, com a participação de um convidado, cujo nome será divulgado oportunamente, após os contatos com o mesmo.

Com relação aos temas conexos, locais, datas e convidados/convidadas, chegou-se ao seguinte entendimentos:

Ficou combinado o tema conexão “A trajetória itinerante do Missionário Pe. José Comblin" tema a ser vivenciado na primeira Jornada Comunitária, a ser realizada na Casa Jardim dos Sonhos, em Várzea Nova, no próximo dia 10 de junho, tema para o qual está sendo contactada uma  pessoa  com larga experiência no assunto, cujo nome divulgaremos, oportunamente.

A segunda Jornada Comunitária está prevista para ser realizada, em Santa Rita no dia 15 de julho próximo, sobre o tema conexo "Pe. José Comblin, um Educador Popular” oportunamente, serão conhecidos o local preciso e a pessoa convidada a ajudar a refletir sobre o tema.

A terceira Jornada Comunitária versará sobre a dimensão profética do Pe. José Comblin, a ser realizada em Bayeux (em local a ser conhecido em breve), para o que também contaremos a participação especial de um amigo de Comblin, a ser brevemente confirmado.

Após a definição dos temas da XIII STPJC, as pessoas participantes foram convidadas pelo Pe. Hermínio, nosso anfitrião, após um brinde, a nos servirmos de um saboroso almoço preparado por Maria José. 


João Pessoa, 10 de março de 2023

2023, 100 anos de Pe. José Comblin (1923-2011): Profeta da Liberdade 


Alder júlio Ferreira Calado 


Primeiros passos 


A equipe de Organização da Semana Teológica Pe. José Comblin, agora em sua 13ª edição, já realizou seus primeiros encontros deste ano no Centro de Formação Pe. José Comblin, em Café do Vento, município de Sobrado- PB, nos dias 05/02 e 05/03, com o objetivo de empreender os primeiros passos na organização da XIII STPJC.

Dando sequência aos trabalhos da primeira reunião, os membros da Equipe da Organização, vinculados a vários grupos (Kairós, CPT, Grupo Comblin, Teologia Nordeste, CEBs, Egressos da Escola de Formação Missionária de Mogeiro/Santa Fé, CEBI, Coletivo Feminista, entre outros). Todos bem acolhidos pelo Pe. Herminio Canova, trataram de definir o tema geral e os temas conexos da XIII STPJC, além de compartilharem diversas informações, notícias, relatos de experiências, tendo iniciado com o momento habitual de espiritualidade, refletindo sobre a Transfiguração, com base no Evangelho do II Domingo da Quaresma, sobre a narrativa da Transfiguração. Sempre com o apoio do ofício Divino das Comunidades, após o momento da Recordação, foram partilhadas valiosas experiências individuais e comunitárias, associadas ao tema da transfiguração.

Contando com a presença e a participação de Pe. Hermínio, Edna, Andreza, Tânia, Elenilson, Elinaide, Glória, Maria José (responsável pelo saboroso almoço) e Alder, tratou-se de compartilhar informações diversas, dentre as quais: 

  • Os preparativos da próxima Romaria celebrativa do centenário do Pe. José Comblin, a acontecer no Santuário de Santa Fé (Solânea-PB), nos dias 24, 25, e 26 de março; 

  • Os passos que estão sendo dados para a realização em Rondonópolis;

  • MT, em julho próximo, do XV intereclesial das CEBs;

  • A publicação pela Editora Paulus do livro Póstumo de Comblin, "O Espírito Santo e a Tradição de Jesus" (terceira versão), a sair nos próximos dias; 

  • A programação dos cursos de formação para membros da CPT (Regional nordeste 2).


Acerca dos preparativos para a próxima Romaria Missionária, celebrativa do centenário do Pe. José Comblin, importa conhecer parte da programação prevista para o dia 25/03: 

Serão oito grupos com um assessor e uma secretária em cada grupo, na qual terá as seguintes temáticas: 

1. Igreja – Povo de Deus João Batista(coordena)  Magal (secretaria)

2. A Missão e Igreja em Saída Pe. Hermínio (coordena) Anunciada (secretaria) 

3. Os Pobres no centro do Evangelho Pe. Isaías (coordena) Milena (secretaria) 

4. A Ação do Espírito Santo Monica (coordena)  Marta (secretaria)

5. Viver na Esperança Helvídio (coordena) Aline(secretaria)

6. Seguindo o Caminho de Jesus Frei Roberto (coordena) Valnice ( secretaria) 

7. Vocação para a Liberdade Ana Claudia (coordena) Valberto (secretaria)  

8. O anúncio do Reino no mundo presente Glaudemir (coordena) Paulinho (secretaria) 

 E para a grande plenária e síntese geral: Alder Júlio. 

Passando em seguida, para a discussão da pauta principal - a organização das Jornadas Comunitárias e da Sessão de Encerramento da XIII STPJ - , Pe. Hermínio rememorou temas e passos refletidos, na reunião precedente. Após a roda de conversas entre os participantes da reunião, chegou-se a um consenso sobre o tema central e os temas conexos da XIII STPJC. Ficou acordado como tema central "2023, 100 anos de Pe.José Comblin (1923-2011): Profeta da Liberdade”, a ser refletido quando da sessão de Encerramento, marcada para o dia 23 de setembro próximo, com a participação de um convidado, cujo nome será divulgado oportunamente, após os contatos com o mesmo.

Com relação aos temas conexos, locais, datas e convidados/convidadas, chegou-se ao seguinte entendimentos:

Ficou combinado o tema conexão “A trajetória itinerante do Missionário Pe. José Comblin" tema a ser vivenciado na primeira Jornada Comunitária, a ser realizada na Casa Jardim dos Sonhos, em Várzea Nova, no próximo dia 10 de junho, tema para o qual está sendo contactada uma  pessoa  com larga experiência no assunto, cujo nome divulgaremos, oportunamente.

A segunda Jornada Comunitária está prevista para ser realizada, em Santa Rita no dia 15 de julho próximo, sobre o tema conexo "Pe. José Comblin, um Educador Popular” oportunamente, serão conhecidos o local preciso e a pessoa convidada a ajudar a refletir sobre o tema.

A terceira Jornada Comunitária versará sobre a dimensão profética do Pe. José Comblin, a ser realizada em Bayeux (em local a ser conhecido em breve), para o que também contaremos a participação especial de um amigo de Comblin, a ser brevemente confirmado.

Após a definição dos temas da XIII STPJC, as pessoas participantes foram convidadas pelo Pe. Hermínio, nosso anfitrião, após um brinde, a nos servirmos de um saboroso almoço preparado por Maria José. 


João Pessoa, 10 de março de 2023


terça-feira, 7 de março de 2023

Mulheres do Medievo, para além dos Cânones: Notas sobre duas sessões acadêmicas das místicas medievais

 Mulheres do Medievo, para além dos Cânones: Notas sobre duas sessões acadêmicas das místicas medievais


Alder Júlio Ferreira Calado 


As pesquisas já desenvolvidas e em curso sobre a Idade Média, em diferentes campos de conhecimento, inclusive sobre o lugar das Mulheres, tem sinalizado descobertas de grande alcance, de modo a irem consolidando  a imensa riqueza do legado medieval, em especial no que diz respeito ao protagonismo de mulheres escritoras, sábias e místicas. Registro com alegria, o crescente interesse despertado por esta temática. Com efeito, chamam a atenção diversos grupos de pesquisas interdisciplinares, que se vêm realizando em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Destaco, com maior ênfase, aqueles grupos de pesquisas e de estudos, a exemplo do Grupo Christine de Pizan (https://grupochristinedepizan.com.br/) que se vê empenhado em reconhecer e trazer a lume o papel destacado das mulheres, na Idade Média, como sábias, como místicas, como escritoras, cujos nomes foram longamente silenciados ou ignorados, graças a toda uma onda androcêntrica, ainda a ser superada, a contento.

Nem sempre o ambiente acadêmico propicia feitos socialmente relevantes, especialmente em um contexto marcado pelos recentes retrocessos neofascistas. Eis por que impactam positivamente eventos tais como os que tive alegria de acompanhar ainda que virtualmente. Refiro-me a duas memoráveis sessões. 

Nesta manhã de 24/02/2023, tive a oportunidade de acompanhar virtualmente a apresentação e avaliação da Tese intitulada "Traduzindo Narrativas Místicas de Autoria Feminina Medieval: Uma análise literária das obras de Juliana de Norwich e Margery Kempe", de autoria de Fernanda Cardoso Nunes, sob a orientação de Luciana Calado Deplagne, com a co-orientação de Isabel Maria da Cruz Lousada. Da Banca Examinadora participaram as professoras Cláudia Costa Brochado (UnB), Karine Simoni (UFSC), Maria Simone Marinho Nogueira (UEPB), Isabela Albuquerque Rosado do Nascimento (UPE). 

O segundo momento acadêmico memorável teve lugar em Poitier neste 27/02, a Jornada de estudos internacional ECRIRE AVEC LE COEUR: Savoir, spiritualité et autorité des femmes mystique au Moyen Âge, organizado na Université de Poitiers.

Acerca do trabalho apresentado por Fernanda Cardoso, e das observações avaliativas das examinadoras da tese, restrinjo-me a destacar pontos que entendo mais relevantes. Começo por ressaltar as duas grandes figuras em torno das quais gira o núcleo do trabalho. Refiro-me às místicas medievais Juliana Norwich (1343– data posterior a 1416) e Margery Kempe (1373 – data posterior a 1438).

Juliana de Norwich, nascida na mesma cidade que lhe dá nome, na Inglaterra, em meados do século XIV, tornou-se conhecida sobretudo por sua obra "Revelações do Amor Divino", na qual, seja por aconselhamento de seu confessor, seja por iniciativa própria, houve por bem escrever e compartilhar suas visões/revelações de Deus.

São poucos seus dados biográficos relativos aos seus primeiros anos de vida. Sabe-se que provinha de família conhecida, cujo pai era o prefeito da cidade, razão por que não se deve subestimar o nível de sua instrução. Após seus trinta  anos, Juliana dedicou-se mais intensamente a uma vida ascética,vivendo em profundo silêncio,em uma morada na mata perto de Norwich, vez por outra, recebia visitas, inclusive da parte de Margery Kempe, em busca de aconselhamento com Juliana.

Foi neste período que, possivelmente incentivada pelo seu confessor, passou a escrever suas visões/revelações, nas quais narra, em treze momentos, suas visões/revelações de Deus. Juliana cuida, então, de descrever sua profunda experiência de Deus, destacando sua tentativa de expressar sua compaixão pelos sofrimentos, pelas dores, pela Paixão de Jesus.

Aos olhos de quem não professa algum credo, tais narrativas podem parecer desimportantes, mas, considerando a suprema hierarquia eclesiástica da época, em que não se aceitava que as mulheres pudessem manter vínculo tão forte com Deus, iniciativas como a de Juliana (e outras místicas) se apresentam com forte teor de transgressão, sobretudo quando lhes foram por longo tempo negados seus nomes e sua autoria.

O segundo momento acadêmico, alvo destas linhas, refere-se ao acompanhamento virtual que fiz da “Jornada de estudos internacional ECRIRE AVEC LE COEUR: Savoir, spiritualité et autorité des femmes mystique au Moyen Âge”, organizado por pesquisadoras e pesquisadores da Université de Poitiers, em parceria com a coordenadora do Grupo Christine de Pizan, e a colaboração de pesquisadoras de outras universidades europeias e da UFPB (João Pessoa-PB, Brasil). Este evento foi iniciado pela conferência de abertura proferida por Blanca Garí da Universitat de Barcelona, sob o título “Identité féminine et Mystique au Moyen Âge” (Identidade feminina e Mística na Idade Média). A conferencista cuidou de justificar o interesse despertado por mulheres da Idade Média que ousaram compartilhar suas experiências místicas e narrando-as com autonomia e liberdade, em um contexto histórico de adversidades. Blanca Gari tratou igualmente de caracterizar a forma assumida pelos escritos daquelas mulheres. 

A primeira sessão desta jornada de estudos teve por título Les voies sensorielles des femmes mystiques. A sessão foi composta por duas comunicações. A primeira, de autoria de Hélène TORCHEBOEUF, intitulou-se "A experiência mística de Mechthild de Magdeburg: uma encenação teatral de o inefável através dos sentidos". Nela, a autora traz à tona um dos traços característicos das Místicas medievais, fortemente presente em Mechthild de Magdeburg:a força dos sentidos, na relação com o Sagrado.Tratava-se de uma beguina, participante de um vigoroso movimento de mulheres da baixa Idade Média, conhecido pela sua autonomia ante as Ordens Religiosas do seu tempo, controladas pelos clérigos, para quem soava impensável uma relação direta de mulheres com Deus. 

A linguagem teatral também constituiu uma expressão desta relação das Místicas com Deus, à medida que, em busca de traduzir o inefável,  a linguagem teatral bem se presta à expressão dos sentidos, por meio do emprego de metáforas e alegorias.

Em seguida, foi apresentada a comunicação intitulada "A utopia sensorial nos escritos místicos de Marguerite d'Oingt",de autoria de Luciana Deplagne, na qual se propõe enfatizar a dimensão utópica presente nos escritos de Marguerite d'Oingt, e o faz, distribuindo sua exposição em três eixos, partindo da análise de escritos de Marguerite ďOingt, feita na perspectiva do conceito de "utopia", trabalhado por Jean-Pierre Albert, a partir do qual recorre ao filósofo Ernst Bloch, no qual se inspira para entender a utopia polissensorial da Mística Marguerite d'Oingt, indutora e seguidora de uma experiência do Divino como algo concreto, experimentado desde já.

Coube a Katherine Ziemann dar sequência aos trabalhos, com sua comunicação intitulada “Distraída por Deus/Esperando Deus”, na qual, sublinha outra particularidade das místicas medievais: o modo como se relacionam com Deus, combinando uma postura de atenção contemplativa de deus com uma atitude espontânea, “distraída”, de completa entrega ao que lhes têm a dizer a Divindade. Katherine Ziemann destaca especialmente o caminho místico trilhado por Bridget de Suède, atendo-se ainda ao modo contemplativo vivido por Julien de Norwich.

Não podendo dispor de todo o tempo destinado às comunicações, por circunstâncias imprevistas, (pelo fecundo tempo do diálogo exercitado pelas expositoras animado por  Ria Lemaire, bem como em respeito ao horário combinado com os responsáveis pela apresentação das músicas de encerramento), Ria Lemaire resumiu o conteúdo de sua comunicação intitulada “Historicizando os caminhos das mulheres místicas”. Nela, a autora, fundamentada em recentes pesquisas feitas por Alison Beach, Cynthia Cyrus e Lifschitz propõe uma nova elaboração historiográfica, capaz de desvendar/desvelar meandros de ocultação, de distorção, de reducionismo em que relevantes elementos da identidade feminina ou das mulheres medievais ainda seguem imersos. Aponta, no mesmo trabalho, a parcela de responsabilidade de autores modernos, preconceituosos em relação à cultura medieval, especialmente no que toca a autenticidade dos escritos femininos. 

O evento termina com a apresentação do grupo musical Flos de Spina, composto por vozes de 5 mulheres que cantam composições da mística Hildegarde de Bingen. Tendo o evento encerrado com as palavras finais de Martin Aurell, professor da Université de Poitiers e um dos organizadores da Jornada. 

Ao celebrarmos o 08 de Março, convém seguir recuperando o protagonismo das Mulheres de ontem e de hoje, o que se dá  também no Brasil, haja vista a Programação, não apenas do dia 08/03, nem só do mês de Março, mas estendendo-se por todo o ano, inclusive com as marchas e manifestações das Mulheres Indígenas, Quilombolas e Camponesas, como no caso da Marcha das Margaridas. 


João Pessoa, 07 de fevereiro de 2023.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Bravo, Lula! Não ceda nenhum passo nesta guerra insana, imperialista

 Bravo, Lula! Não ceda nenhum passo

Nesta guerra insana, imperialista


Alder Júlio Ferreira Calado


Nesta guerra, tem Putin as digitais: 

Não se deve invadir a terra alheia

O ocidente, porém, forjou a teia

Inda finge ser vítima, o ”rei da paz“

Seu Império, de guerras só se faz

Desta “obra”, a OTAN é a grande artista

Os dois lados tem culpa: a culpa é mista

Ocidente comete erro crasso

Bravo, Lula! Não ceda nenhum passo 

Nesta guerra insana, imperialista 


A União Soviética teve fim

E o Pacto de Varsóvia se desfez

No entanto, a OTAN, por sua vez

Ao invés de fazer ação a fim

Mais se estende no rumo do confim

Apesar de promessa pacifista

Fez valer tão somente seu ponto de vista

Preferiu proceder como um devasso 

Bravo, Lula! Não ceda nenhum passo 

Nesta guerra insana, imperialista 


Duplicando os seus membros, a OTAN

Foi rumando pro Leste sua fronteira 

Cooptando nações bem estrangeiras 

A denúncia da Rússia restou vã

O Império fez valer o seu afã 

Em 14, o Império, oportunista 

Gesta um golpe, traz a vista 

Sua estratégia de cerco, em tempo escasso

Bravo, Lula! Não ceda nenhum passo

Nesta guerra insana, imperialista 


Mas, há, assim, uma guerra santa e justa

Me refiro a miséria de dois terços 

De milhões que na fome morrem inmersos

Porque deles uns poucos vivem a custa 

Este fato existe, e nos assusta 

E bem vale a batalha de quem insista 

Combatendo  o racismo nazifascista

Um apelo então a todos faço

Bravo,Lula! Não ceda nenhum  passo

Nesta guerra insana imperialista


A semente nazista se esparrama 

Ela atua, de forma subcutânea 

Pelo mundo, inclusive na Ucrânia 

Em 14 e 15, grande fama

No-pós golpe, do Azov se reclama

Há quem diz que este grupo arrivista

Pode usar armamento à sua vista

Um motivo pro mais estardalhaço 

Bravo,Lula! Não ceda nenhum passo

Nesta guerra insana,imperialista 



Se os Estados Unidos, no comando 

Em um caso ao da Rússia parecido

Como ele mesmo teria agido?

O que fez contra o Iraque: como? e quando?

Qual é mesmo o agir de um tal bando?

Nada impede que assim siga e persista

Ocidente vezeiro em “conquistas” 

Este agir de corifeus eu nao abraço

Bravo, Lula! Não ceda nenhum passo 

Nesta guerra insana imperialista


Esta Guerra é um insulto a Mãe-Terra

Grande ultraje aos viventes do planeta

A quem mesmo interessa agir “careta”?

À indústria de armas, que ela encerra

A lucrar sem medida, com a guerra

A fortuna que nela se invista

É o que falta aos pobres pacifistas

E o que sobra à elite dos ricaços

Bravo, Lula! Não ceda nenhum passo 

Nesta guerra insana imperialista


Se na Rússia, o governo é autocrata

O da Ucrânia é fantoche do ocidente

Tem parceiros nazistas convergentes

Oponentes, Zelensky desidrata

Mesmo assim pro Império é “Democrata”

Do bom-senso, o império muito dista

Pois a Rússia, avalia comunista

Europeus ante o Império se mostram lassos

Bravo, Lula! Não ceda nenhum passo 

Nesta guerra insana imperialista


O Ocidente invadiu vezes seguidas

Terra, povos, nações, impunemente

O Iraque, a Líbia, Médio Oriente

Saqueando riquezas, ceifando vidas

América Latina, agredida 

Por quem jura até ser pacifista

És a marca moral desses “artistas”

Seu caráter se mostrar bem devasso

Bravo,Lula! Não ceda nenhum passo

Nesta guerra insana,imperialista  


Esta guerra todo mundo ameaça

O ambiente, os viventes, os humanos

É urgente deter o perverso plano

Monstruosa, cruel, amarga taça

Levantemos um grito, em nossas praças 

Detenhamos esse rumo armamentista

Espalhando nosso grito pacifista

Aos que amam a vida eu abraço 

Bravo, Lula! Não ceda nenhum passo

Nesta guerra insana,imperialista 


Quase todas nações ocidentais

Invadiram países pelo mundo

E deixando-os mendigos, Moribundos!

Quando é outro que invade,voltam atrás

Se fingindo cidadãos de bem, vindo de paz

Esquecidos de suas vis conquistas

Contra os outros, se tornam armamentistas

Eis por que meu apelo, eu refaço: 

Bravo, Lula! Não ceda nenhum passo

Nesta guerra insana,imperialista 




João Pessoa 23 de Fevereiro de 2023





terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Palestinos, Migrantes e Africanos São as vítimas fatais do capital



Alder Júlio Ferreira Calado


Capital xenofóbico de raiz:

Não tolera conviver com os diferentes 

Seu racismo faz sofrer milhões de gentes

Com os humanos sua prática não condiz 

Só nos cabe repor pontos nos is 

É uma tragédia cruel e desigual

Tradição genocida e grande mal 

É urgente pôr fim a este plano 

Palestinos, Migrantes, Africanos 

São as vítimas fatais do Capital


O holocausto inda hoje aterroriza 

Palestinos são vítimas incessantes 

Do Estado de Israel, cruel gigante

Pro algoz, o Império, manda brisa

Esse crime, o Império avaliza

A Europa nunca deixa o pedestal

Insensível é o Império, até letal

Aos seguidos massacres, desumanos

Palestinos, Migrantes, Africanos 

São as vítimas fatais do Capital


Décadas faz que o penar dos Palestinos 

Desde mil novecentos e quarenta e oito

O Estado d' Israel irrompe, afoito

A infligir um terror vil demais cretino

Com o aval do Império… que destino!

Palestinos enfrentam um vendaval

Tal postura sionista é abissal

Aguentar tal tragédia, 70 anos

Palestinos, Migrantes, Africanos 

São as vítimas fatais do Capital


Os migrantes forçados são a prova 

Do espírito mesquinho do Ocidente

Que riquezas pilhou impunemente

Saqueando suas gente velhas, novas

E forjando versões e falsas trovas

A tragédia da África/enorme mal  

Expressão do Ocidente Imperial

O Império comporta-se desumano

Palestinos, Migrantes, Africanos

São as vítimas fatais do Capital 


Nao ha chance de mais se pactuar 

Com império rentista, genocida 

Quem se indigna em favor da humana vida

E também com o Planeta, nosso lar

Do combate vem as armas empunhar

Se opondo, de vez, a todo aval

Há quem lucra com a fome imoral 

Movimentos se unam como humanos

  Palestinos, Migrantes, Africanos

São as vítimas fatais do Capital 


Um escândalo a postura dominante

Das potências que à ONU tem atada

Apesar de dezenas de rodadas

De pedidos pra punir o vil Gigante

Sem efeito: tudo segue como D’antes

Privilégio do veto é o grande mal

Maioria absoluta é surreal

E o mundo se torna desumano

Palestinos, Migrantes, Africanos

São as vítimas fatais do Capital 


João Pessoa, 21 de fevereiro de 2023