sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A LETALIDADE DO TRUMPISMO

A LETALIDADE DO TRUMPISMO

Alder Júlio Ferreira Calado



Entre esquerda e Direita, não há meio termo 

A Direita é indivisa na raiz


Mero engodo apostar em aliança 

Entre Esquerda e Direita: o preço é amargo…


Trump abusa de gestos “cordiais”

Como arma que seduz desavisados 


Qualquer trato com Trump
Remete a estória do pacto entre o Sapo e o Escorpião...

O Império ataca o mundo inteiro:

Pois bem mais de oitocentas são suas bases 


Revoltante o número de conflitos 

Que o Império encadeia mundo afora  


Nada tem o Brasil a conversar 

Com instâncias de mera espionagem


Todo o apoio a Cuba, uma vez mais 

Contra a sanha do Império sobre a Ilha 


Trump disfarça, mais bem sabe 

Que o Império do Norte agoniza 


Aparenta ter força mais do que tem 

Também isto se deu, em nossa história…


O Império Romano não foi eterno 

Assim como não foram outros Impérios  


Conhecida no mundo é a maldade 

Que a CIA espalha contra os países 


O Brasil é uma vítima de longa data:

Ditadura Militar ela apoiou   

  

Só lembrando os mais graves, eu destaco: 

O Irã, Palestina, Venezuela   


Canadá, Groenlândia, Panamá 

Rússia, China, Irã, além de Cuba 


Implantadas em mais de cem países 

Pela força impondo o seus caprichos  


Da cultura popular, nós aprendemos: 

“Com bananas e bolos, se enganam os tolos” 


Contra o ICE e as forças opressivas 

Povo unido se une contra Trump 


Ao interno do Império se agrava a crise 

Uma greve geral vai se expandindo…


Mais que armas letais é o próprio medo 

Que o opressor introjeta  no oprimido 



João Pessoa, 30 de Janeiro de 2026.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Mil razões só se tem pra rejeitar Qualquer voto na Direita genocida

 Mil razões só se tem pra rejeitar

Qualquer voto na Direita genocida 


Alder Júlio Ferreira Calado 

 

O conselho da paz, por meio da força 

Só expressa de Trump a tirania 


O Império conduz com crueldade 

Sua infame política migratória 


O escândalo do Master só traduz

A ganância da classe dominante 


Fosse o mero vazamento de uma fofoca

Já seria um escândalo inaceitável


Todavia, o sistema se comporta 

Subalterno às ordens do tirano  


Que a imprensa dia todo, só repete

Trump usa suas redes, o dia inteiro


É sinal de profundo retrocesso 

Ante o qual o mundo sente-se impotente 


Donald Trump institui o “seu” Concelho 

Pretendendo a ONU esvaziar 


Ele próprio escolhe os membros deste orgão

Ele apenas tem direito de vetar 


A Europa calava ante a opressão 

Do Império oprimindo o Sul Global 


Fustigada, porém, pelo tirano 

Só agora emite seus protestos 


Refazer território lá de Gaza

Deve ter no comando os Palestinos 


Sob escombros de Gaza, Trump só vê

Lucrativo negócio imobiliário  


E agora, o pedido do Império  

Há de ser recusado, com coragem


Pela enésima vez se verifica 

A falácia da aposta no Centrão

  

O sucesso nas urnas segue sendo 

A aposta maior de certa esquerda 


Do enorme Pantanal, sem se dar conta 

Continua vendada ante os maus frutos


João Pessoa, 27 de Janeiro de 2026  


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

 

Do Passado aprendemos muito pouco: 

Repetimos os erros mais gravosos


Álder Júlio Ferreira Calado


Ocidente acidenta o mundo inteiro 

Faz surgir novo Hitler, qual pirata.

Institui o Império dos cleptocratas

Descumprindo princípios rotineiros, 

Ele busca do mundo ser coveiro.

Violência, mentira e hipocrisia

Mundo afora espalha e contagia. 

Sionista, massacra os Palestinos

Expulsando migrantes - só Latinos

Que figura horrorosa! Covardia!

  

Doze meses, Desgoverno hoje completa 

De medidas insanas, extremadas 

Só fazendo o que quer, não pensa em nada 

Anexar Groenlândia ele projeta 

Tarifaço impõe: é sua meta.  

Dominar mundo inteiro ele planeja 

Canadá tornar seu -, sua peleja   

Da América Latina faz seu quintal 

Invadiu o Caribe, fez muito mal, 

Venezuela e Colômbia também almeja


Novo Hitler impera em nosso mundo

Sem sofrer resistência, à altura

Sua ação é presente e é futura.

O estrago é bem amplo e é profundo

“ Só eu faço chover, a terra inundo”

Ao fazer o balanço de um ano 

Constatamos estragos tão insanos.

Imagine mais três anos pela frente…

Que fazer? nosso povo, o que sente?

Faz-se urgente deter o desumano.


João Pessoa, 20 de janeiro de 2025

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O sistema vigente é irreformável Resta em vão só mirar em eleições

 O sistema vigente é irreformável 

Resta em vão só mirar em eleições 


Alder Júlio Ferreira Calado 


Banco Master é só o mais recente 

Dos escândalos mais graves do País 


Ele envolve figuras capitais 

Do universo econômico e político 


Tais escândalos são parte do sistema

De pilhagem das riquezas da Nação 


Burguesia não vive sem o Estado 

Dele rouba as riquezas do País


O Sistema para tanto se destina

Pretextando atender aos cidadãos


É enorme a lista de envolvidos 

Os sinais contra Tóffoli são gravíssimos


Banco Master é reflexo convincente

Do que faz realmente a burguesia   

 

Envolvendo segmentos mais diversos

Componentes da classe dominante 

 

Das finanças, do Crime, da Política 

Até mesmo do alto judiciário 


Se eleições seguem sendo o “mal menor”

É dever perseguir o que é bom


Ilusão, confiar em que as Leis 

Assegurem, por si a equidade 


Se os valores não estiverem bem escritos 

Ao interno de nossa consciência   


Sobre os casos Irã, Venezuela

Rússia e China não passam de boas notas…


Quando o monstro só usa da força bruta

Resta em vão responder-lhe com palavras… 


É dramático o cenário do Irã

Maioria ignora razões da crise


Ocidente asfixia seus recursos 

Quando a crise estoura, pune outra vez…


Refazer território lá de Gaza 

É tarefa dirigida por palestinos  


Não bastasse o massacre feito em Gaza 

Trump agora pretende dela apossar-se 


Para tanto, quer criar um tal “conselho”

Que lhe chama de “paz”, mas é de guerra 


Dele não fazem parte Palestinos 

Só amigos de Trump, o ditador


Sobre casos mundiais somente a ONU

Tem o direito de arbitrar, pelos seus órgãos  


O convite feito a Lula é impertinente

Deve ser recusado com veemência  


João Pessoa 19 de janeiro de 2026 


sábado, 17 de janeiro de 2026

Quanto mais complicada a conjuntura Mais atenta deve ser a nossa análise

Quanto mais complicada a conjuntura 

Mais atenta deve ser a nossa análise


Alder Júlio Ferreira Calado


Sem negar sérios riscos do contexto 

É preciso manter a coerência 


O Governo cada vez mais apostando 

Numa firme aliança com o Centrão


A despeito da retórica “esquerdista”

Firma acordos com figuras da Direita  


Os seus passos apontam para o Centrão 

Não dá conta do cerne da economia  


Não dá conta dos furos do projeto 

Que atende de cheio aos financistas 


Com a taxa de juros - 15% 

Um trilhão aos banqueiros se transfere 


Transferindo bilhões para os banqueiros 

Só de juros do serviço desta “dívida”


Outros dados são mal interpretados 

pela ótica da classe Trabalhadora 


Desde o próprio recorde de desemprego 

Omitindo condições precarizadas


Deixa fora a precarização 

Consequência das “reformas” trabalhistas


O devido seria revogar 

A (Reforma) trabalhista de Michel Temer


Sem negar sérios riscos do contexto

Eleições só por si não tem saída 


Pela enésima vez a militância

Entretém-se com eleições 


Com um déficit crescente de consciência 

Militância gasta o tempo em caçar votos 


Desafios de monta - desprezados

Deprecia horizontes de ruptura  


O real ela vê pela metade

Não vai afundo na análise dos problemas   


Elegendo a Direita como único foco

Desprezando caminhos alternativos 


João Pessoa, 17 de Janeiro de 2026.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Gratas lembranças de Pe. Noval

 Gratas lembranças de Pe. Noval 


Alder Júlio Ferreira Calado 


Pesqueira, inícios dos anos 1960. Igreja Católica antes do Concílio Vaticano II. Bispo Diocesano: Dom Severino Mariano de Aguiar. Padres diocesanos dos quais me lembro Pe. José Cordeiro( Reitor do seminário São José), Pe. José Maria da Silva, (Vice-Reitor do Seminário e Assistente da JAC), Pe. Guilherme Andrada,(Diretor Espiritual e Professor de Francês e de Inglês), Pe. José Noval de Oliveira, (Pároco da Catedral), Pe. Fausto Ferraz (sucedeu a padre Aragão como chanceler da Cúria), Pe. José Cursino de Siqueira (Diretor do Colégio Cristo Rei), Pe. Heraldo Cordeiro (Pároco de Sanharó), Mons. Olímpio Torres, (Professor no seminário e no Colégio Cristo Rei), Pe. José Aragão, (Cúria Diocesana), CÔnego João Amâncio de Araújo Lima, (já Ancião, morando no Seminário), Cônego Antônio Duarte, (Pároco do Brejo da Madre de Deus), Pe. Assis Neves, (Pároco da Imaculada Conceição, em Belo Jardim), Pe. José Kerle e seu irmão Pe. Luis Kerle, (Vigários em Buíque), Pe. Rolando, (Vigário de Tupanatinga), Mons. Urbano Carvalho, (Pároco de Sertânia), Cónego Emanuel Vasconcelos (Pároco de Pedra), Pe. Pedro Gabriel (Pároco de Tacaratu), Padre Delson Cursino, (Diretor do Colégio Cardeal Arcoverde), os Frades Franciscanos: Frei Henrique (Porção), Frei Severino (Pároco da Imaculada Conceição, Pesqueira), Frei Jerônimo. (Pároco de Alagoinha).      


Pe. José Noval de Oliveira, Pároco da Catedral de Pesqueira-PE, nasceu em Triunfo-PE, Município integrante da Diocese de Pesqueira. Era um padre muito querido, especialmente pelos pobres de Pesqueira. No final dos anos 1950/inícios dos anos 60 minha avó materna, Maria, costumava me levar à Missa das 5 horas da manhã, celebrada pelo Pe. Noval, lembro-me que, em certas ocasiões Pe. Noval fazia homilia desde um púlpito situado no meio da nave central da Catedral. Em um tempo em que não se dispunha de serviço de som as homilias eram melhor escutadas, desde o púlpito. Criançinha eu ficava prestando atenção aos gestos que o padre fazia durante o sermão. De volta a casa, cobrindo-me com um pano (ao modo de casula), subia em um tamborete, tentava imitar palavras e gestos feitos durante a Missa. Certa vez, desequilibrei-me e tomei uma queda feia deixando grande cicatriz na testa, que perdurou por alguns anos. 


Zeloso Pastor, ele também promovia as vocações sacerdotais, inclusive estimulando as crianças a serem acólitos (“coroinhas”). Naquela época, antes do Concílio Vaticano II, a Missa era celebrada em Latim e ficando o celebrante, no altar, de costas para o povo. Com a ajuda do Sr. Mário, o sacristão, aprendi as respostas em Latim em diálogo com o celebrante. Ainda me lembro do diálogo: 


- Sacerdote: “Introíbo ad Altare Dei”

- Acólito: “Ad Deum qui laetificat juventutem meam”... e o sacerdote prosseguia a recitação dialogada do salmo 42/43… e assim seguia o diálogo inicial da Missa. Experiência que contribuiu para o despertar vocacional, e portanto para a entrada no Seminário São José em Pesqueira, aos 12 anos, ainda que se imponha reconhecer a imaturidade de uma criança para seguir este curso. 


Lembro-me que nas férias, Pe. Noval convidava o grupo de Seminaristas de Pesqueira - entre os quais, Leonildo, Expedito, além de mim e outros - para frequentar a Casa Paroquial todos os dias, à tarde, após termos feito leituras e orações, na Catedral, lendo inclusive capítulos da famosa “Imitação de Cristo”. Em seguida rumávamos para a Casa Paroquial, sendo recebidos por ele e pelas secretárias da casa (“Sá” Marta e Minervina, minha tia paterna) que nos servia um saboroso sorvete, enquanto líamos o Jornal do dia, mas só nos era permitido ler as páginas esportivas…


Pe. Noval levava uma vida modesta de muita dedicação aos serviços da Igreja, sendo muito simpatizado pelos seus paroquianos, seus sermões transpareciam sua postura de devoção e de misericórdia. A casa paroquial ficava situada perto da Catedral, na praça Dom José Lopes, primeiro Bispo da Diocese. 


 Pe. Noval não possuía automóvel e circulava a pé pela cidade. Atendia, com assiduidade as diversas capelas rurais, transportando-se de carro. 


Uma de tantas histórias acerca da generosidade do Pe. Noval, diz bem de sua postura misericordiosa. Certa vez uma jovem, atribulada pelas enormes contrariedades pelas quais estava passando, decidiu procurar em confissão, o aconselhamento do Pe. Noval. A jovem, recém chegada do sítio com o propósito de dar prosseguimento aos estudos, já tendo obtido êxito no exame de Admissão, enfrentava um dilema de difícil solução: vivia na casa de uma família conhecida de sua mãe a quem se ofereceram para acolher em sua casa aquela jovem. Em troca, contaria com os préstimos da jovem costureira, bem como no atendimento da bodega, mantida na casa. 


No correr dos dias, a jovem se viu assoberbada de trabalhos sem tempo para os estudos. Não bastasse tal situação, ela ainda tinha que cuidar da filha - criança da dona da casa, que apresentava sérios transtornos. Certo dia, foi à Igreja com a criança. Enquanto ajoelhada, a jovem se concentra em suas orações, a criança sem nada avisar, desaparece de sua vista. Extremamente preocupada, retorna a casa da família, onde finalmente se achava a criança que havia dito à mãe que fora abandonada pela jovem…


Ao ouvir atentamente o relato dramático feito pela jovem em confissão, Pe. Noval trata de dissuadi-la de retornar ao sítio, animando-a a prosseguir seus estudos. Pedindo que nada dissesse em casa - ele conhecia bem a família, entregou-lhe certa quantia de dinheiro, dizendo tratar-se de uma ajuda para a compra de livros e material escolar. Era assim, humilde e compassivo o Pe. Noval.


Já com idade avançada e acometido de asma, Pe. Noval foi tratar-se em Recife, onde veio a falecer alguns anos depois. Deixou profundas marcas de um Pastor humilde, compassivo e caridoso. Tantas vezes, como acólito, escutei-o a recitar, em latim, as orações fúnebres. Agora, sou eu a repetir aquelas palavras: 

(Requiem aeternam dona tibi, Domine?

(Et lux perpetua luceat tibi)

(Requiesce in pace.)

(Amen!)  


João Pessoa, 15 de Janeiro de 2026.

        

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

No Brasil e no mundo, como atua O conjunto da mídia empresarial?

No Brasil e no mundo, como atua 

O conjunto da mídia empresarial?


Alder Júlio Ferreira Calado 


O que é, como atua, pra que serve 

A empresa burguesa, no dia-a-dia?


Qual a força da mídia na alienação?

É manter maioria alienada


Só divulgam os fatos seletivos 

Com versões que lhes sejam do agrado 


Dos países centrais é que recebem 

As notícias “boas” e “más” do mundo inteiro


Seus repórteres se fixam nas “Metrópoles”

Donde cobrem os conflitos, em todo o mundo   


Suas fontes quase sempre são as mesmas 

Meia dúzia de agências hegemônicas


Pessoal da Imprensa é contratado

Sob rígido controle ideológico


No Brasil, à meia dúzia de famílias

Correspondem os canais mais importantes


Jornalistas seguem à risca o padrão 

São reféns dos caprichos da empresa


Nunca mostram a versão do outro lado

Repetindo, sem fim, sua versão


Para Trump, usam sempre (Presidente)

A Maduro tratam como (Ditador)


Seu discurso é neutral, (Independente)

No entanto, parcial: defende um lado  


A imprensa constrói novos vocábulos

O (Centrão), no lugar de usar a Direita… 

(Captura), em vez de usar sequestro


Isto implica manobrar o pensamento

Bloqueando do Povo o senso crítico

 

Silenciam os bloqueios e as sanções 

Que o Império infringe aos desafetos 


É o caso do Irã, Venezuela

sobretudo de Cuba, durante décadas  

  

Jornalistas medíocres atuam 

No afã de agradar aos seus patrões 


Não por Ética se movem, mas por prazer 

De agradar às empresas contratantes 


No sistema hostil de monopólio 

Só nas redes digitais temos saída 


Recorrendo a canais alternativos:

Opera Mundi, ICL, Brasil de Fato, TVT, 247, Farol Brasil 


João Pessoa, 12 de janeiro de 2026