sábado, 24 de outubro de 2026

Acorda, Brasil! Ainda é hora (XII)

Acorda, Brasil! Ainda é hora (XII)


Alder Júlio Ferreira Calado


Não temos ilusões quanto à escolha definitiva feita pela casta escravista dos bilionários do Brasil: aspiram ao retorno da Ditadura Empresarial-Militar, que eles apoiaram e financiaram, até em suas práticas mais abomináveis, como a tortura, conforme alude, por exemplo, o filme “Pra frente, Brasil”. Ocorre que esta casta escravocrata constitui uma ínfima minoria de nossa população do ponto de vista estritamente eleitoral. Esta gente não deveria representar qualquer ameaça à nossa Democracia, se não fosse sua enorme influência exercida sobre parcelas significativas de nossa população, hipnotizada por esta gente perversa. Com efeito, chega a ser um absurdo ainda constatar que a ideologia diariamente administrada pela mídia hegemônica exerce um enorme fascínio sobre os mais pobres, à medida que os engana com propostas mirabolantes de enriquecimento fácil (a ideologia da prosperidade), amplamente difundida pelos mercadores da fé, ainda que promovendo o reverso do que prega o Evangelho. Tornam-se uma espécie de “evangélicos” contra o Evangelho.


Não obstante o revés do primeiro turno, os passos que vêm sendo dados, desde o dia 5/10, seguem injetando muita esperança de revertermos, até amanhã, a tragédia obtida no primeiro turno. Eis que, de lá para cá, sobretudo os jovens, em todas as regiões do País, vêm tomando a dianteira nas enormes, crescentes e constantes mobilizações, igualmente acompanhados por diversos outros segmentos de nossa população. Somam-se a esta atitude o uso eficaz das redes digitais — que supera em muito a ação da extrema-direita — (haja vista a enorme adesão ao canal “Exército do Lula”, que já alcança quase 11 milhões de seguidores e seguidoras), bem como os esforços incessantes de convencimento dos ainda indecisos e dos que se abstiveram de votar no primeiro turno, seja na família, na vizinhança, entre amigos, conhecidos e desconhecidos.


Por outro lado, pelo menos mais dois outros fatores nos animam: cresce o número de depoimentos de arrependidos de haverem seguido o bolsonarismo. Para mencionar apenas um caso relevante, citamos a corajosa entrevista de alguém que, continuando a ser de direita, declara seu voto em Lula. Isto se dá com a ex-deputada federal Joice Hasselmann, ex-líder do Governo Bolsonaro. Entrevista que convém ser enviada a pessoas da bolha bolsonarista, acessando-se o link: https://youtu.be/jTeWOpW7fg4?si=cZFC9RdjLS8Yfpsk. Outro ingrediente, ainda mais relevante, consiste na recente carta aberta, subscrita por 60 bispos católicos, a exortarem os eleitores e eleitoras quanto à gravidade de uma eventual vitória do bolsonarismo. Tal como já vinham fazendo figuras proféticas como Dom Frei Luiz Cappio, Dom Lima Macêdo Antônio da Silva e outros, agora temos como reforço a palavra de alerta da parte de 60 bispos, acerca do dever dos cristãos e dos brasileiros de evitarem a barbárie do projeto bolsonarista. Hoje, fizemos questão de reproduzir, a seguir, a íntegra da carta subscrita por 64 bispos.


João Pessoa, 24 de outubro de 2026.


Eis a íntegra da carta compartilhada por 60 bispos, de todas as regiões do Brasil:


“O Senhor Deus falou, quem não profetizará? (Amós 3,8) O papa Leão XIV, em sua encíclica Magnifica Humanitas, diz: “Há situações em que, para permanecermos humanos, temos de abandonar as hesitações e tomar posição. Há conflitos nos quais não é justo permanecer neutros nem é suficiente pensar ‘não ser cúmplice’” (216). Nós, bispos católicos de diversas dioceses do Brasil, em comunhão com a CNBB, alinhados com a Mensagem do Conselho Permanente ao Povo Brasileiro, de 21/10/2026, acreditamos ser necessário e urgente aplicarmos ainda mais em nossas preces pelo País e multiplicar mensagens para ajudar no discernimento, já que vivemos no Brasil uma dessas situações mencionadas pelo papa Leão XIV, diante do cenário eleitoral dado, que exige tomar posição em nome do Santo Evangelho e da Doutrina Social da Igreja (DSI). “O anúncio do Evangelho não pode esquecer a vida concreta dos povos” (Rerum Novarum, 15). O católico e a católica devem exercer a sua cidadania inspirados pela DSI e decidir o seu voto à luz de seus ensinamentos. Devem deixar “que o Evangelho […] avalie as estruturas econômicas e políticas que, como viria a recordar São João Paulo II, podem tornar-se verdadeiras e próprias ‘estruturas de pecado’, para que nenhuma pessoa e nenhum povo sejam vistos como prescindíveis nos processos de desenvolvimento” (Magnifica Humanitas, 36). Duas candidaturas estão colocadas. Independentemente de votarmos ou não, um dos candidatos será o próximo presidente do Brasil. Mas é preciso votar. Votem para fazer a diferença. O cenário é muito grave, pois uma das candidaturas ameaça frontalmente diversos pontos centrais da DSI, a existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum. Não se trata apenas de uma escolha eleitoral, tantas vezes já praticada no Brasil, mas da possibilidade de uma mudança profunda nos rumos da nação, cujos exemplos na história do século XX deixaram cruéis e amargas lembranças. Queremos auxiliar os católicos em sua decisão, apontando alguns pontos de antagonismo entre o ensinamento social da Igreja e uma das candidaturas em disputa.


  • As mudanças tecnológicas do mundo atual “não podem ser avaliadas apenas em termos de eficiência, mas a partir da dignidade do trabalhador, do direito a uma remuneração suficiente e da efetiva possibilidade de participar na vida social” (Magnifica Humanitas, 37). A candidatura que sempre foi contra o fim da escala 6×1 e propunha pagar o salário por hora trabalhada não reconhece a dignidade do trabalhador e poderá voltar a este tema.

  • “A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito pelo direito dos povos a existir […]. Qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, por isso, inaceitável” (Magnifica Humanitas, 64). Um dos candidatos promete a submissão do Brasil aos Estados Unidos (EUA), fez parte de uma conspiração para taxar produtos brasileiros, defende a intervenção estrangeira em nossas eleições e promete entregar nossas terras raras à exploração dos EUA.

  • A exortação apostólica Dilexi Te (Eu te amei, sobre o amor para com os pobres) critica os que pensam que “seria melhor deixar [os pobres] na miséria e ensinar-lhes antes a trabalhar” e que “a liberdade do mercado levará naturalmente à solução do problema da pobreza” (114). O partido de um dos candidatos sempre foi publicamente contrário aos programas sociais e de combate à pobreza, por desconhecerem as causas da miséria no Brasil, mesmo que agora o seu candidato diga que vai continuar alguns programas sociais. Estão, portanto, em contradição com a evangélica opção preferencial pelos pobres, reafirmada nos principais documentos de nossa Igreja.

  • A DSI propõe o desarmamento e diz que “o enorme aumento das armas representa uma ameaça grave para a estabilidade e a paz” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 508). Um dos candidatos promete liberar o acesso amplo às armas, como fez o seu pai em seu governo.

  • O cuidado com a ecologia integral é hoje elemento central da DSI. A Laudato si’ critica “as atitudes que barram os caminhos de solução” que “vão da negação do problema à indiferença” (14). Um dos candidatos não reconhece a crise climática, nega os problemas ecológicos e quer dar continuidade às políticas de devastação que caracterizaram o governo de seu pai e a atuação de seu partido no Congresso. Lembremo-nos da “Lei da Devastação” (nº 15.190/2025) aprovada no ano passado.

  • “O discípulo de Cristo rejeita todo recurso [à tortura], de modo algum justificável” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 404). Um dos candidatos é publicamente favorável à tortura, e sua família fez homenagens a um dos maiores torturadores da ditadura brasileira, o general Brilhante Ustra, que matou muitas pessoas.

  • “A Igreja encara com simpatia o sistema da democracia […]; ela não pode, portanto, favorecer a formação de grupos restritos de dirigentes, que usurpam o poder do Estado em favor dos seus interesses particulares ou dos objetivos ideológicos” (Centesimus Annus, 46). Um dos candidatos é filho do presidente que foi condenado e preso por atentar contra a democracia e segue suas ideias. Fez várias declarações de ameaça à ordem constitucional e, se eleito, governará com maioria absoluta no Congresso Nacional e no STF, criando as condições para uma usurpação do poder e submissão do país à sua ideologia.


Por outro lado, temos outra candidatura que, embora também esteja sujeita a críticas, sempre manifestou responsabilidade com os pobres e com a Casa Comum e atuou dentro dos limites da ordem democrática, respeitando a Constituição. Gostar ou não do atual governo não pode ser razão para entregar o país nas mãos de quem manifesta tamanha contradição com os ensinamentos de nossa Igreja. Diante desses e de inúmeros outros elementos, não podemos nos manter neutros, a fim de que nossa consciência ou a história não nos condenem no futuro. Quem se calou diante das ameaças totalitárias que se concretizaram na Europa do século XX deixou uma herança vergonhosa para as gerações seguintes. Conclamamos todos os católicos para que não deixem de exercer seu direito e votem no dia 25 de outubro, em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres e dos ensinamentos de nossa Igreja. Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, ilumine a mente de cada um e de cada uma de nós. Assinam:


  • Dom Adolfo Zon Pereira, SX, Bispo da Diocese do Alto Solimões (AM)

  • Dom Adriano Ciocca Vasino, Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT)

  • Dom Benedito Araújo, Bispo da Diocese de Campo Maior (PI)

  • Dom Edivalter Andrade, Bispo da Diocese de Parnaíba (PI)

  • Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, Bispo da Prelazia de Itacoatiara (AM)

  • Dom Edson Damian, Bispo Emérito de São Gabriel da Cachoeira (AM)

  • Dom Egídio Bisol, Bispo Emérito da Diocese de Afogados da Ingazeira (PE)

  • Dom Erwin Kräutler, Bispo Emérito da Prelazia do Xingu (PA)

  • Dom Evaldo Carvalho dos Santos, Bispo da Diocese de Viana (MA)

  • Dom Eugênio Rixen, Bispo Emérito de Goiás

  • Dom Evaristo Pascoal Spengler, Bispo da Diocese de Roraima

  • Dom Flavio Giovenale, Bispo da Diocese de Cruzeiro do Sul (AC)

  • Dom Francisco Cota de Oliveira, Bispo da Diocese de Sete Lagoas (MG)

  • Dom Frei Aloísio Alberto Dilli, OFM, Bispo Emérito de Santa Cruz do Sul (RS)

  • Dom Frei Pedro Cesário Palma, OFMCap, Bispo de Jardim (MS)

  • Dom Frei Samuel Ferreira de Lima, OFM, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus (AM)

  • Dom Gabriele Marchesi, Bispo da Diocese de Floresta (PE)

  • Dom Geraldo dos Reis Maia, Bispo da Diocese de Araçuaí (MG)

  • Dom Giovane Pereira de Melo, Bispo de Araguaína (TO)

  • Dom Giuseppe Luigi Spiga, Bispo da Diocese de Grajaú (MA)

  • Dom Guilherme Werlang, Bispo Emérito de Lages (SC)

  • Dom Itacir Brassiani, Bispo da Diocese de Santa Cruz do Sul (RS)

  • Dom João Batista de Oliveira, Bispo da Diocese de Corumbá (MS)

  • Dom João Muniz Alves, OFM, Bispo da Diocese de Xingu-Altamira (PA)

  • Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) [nota: corrigido o estado para padronizar com os demais]

  • Dom Joaquim Hudson de Souza Ribeiro, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus (AM)

  • Dom Joel Maria dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG)

  • Dom José Albuquerque de Araújo, Bispo da Diocese de Parintins (AM)

  • Dom José Altevir da Silva, Bispo da Prelazia de Tefé e Presidente Nacional do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras

  • Dom José Aristeu Vieira, Bispo da Diocese de Luz (MG)

  • Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV, Bispo e Presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

  • Dom José Luiz Bertanha, Bispo Emérito de Registro (SP)

  • Dom José Luiz Ferreira Salles, Bispo da Diocese de Pesqueira (PE)

  • Dom José Mario Stroeher, Bispo Emérito da Diocese de Rio Grande (RS)

  • Dom José Reginaldo Andrietta, Bispo da Diocese de Jales (SP)

  • Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, Bispo da Diocese de Colatina (ES)

  • Dom Lucio Nicoletto, Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT)

  • Dom Luiz Antonio Lopes Ricci, Bispo da Diocese de Itapetininga (SP)

  • Dom Luiz Fernando Lisboa, Arcebispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES)

  • Dom Luiz Gonzaga Fechio, Bispo da Diocese de Amparo (SP)

  • Dom Manoel João Francisco, Bispo Emérito da Diocese de Cornélio Procópio (PR)

  • Dom Mauro Montagnoli, Bispo Emérito de Ilhéus (BA)

  • Dom Moacir Aparecido de Freitas, Bispo de Votuporanga (SP)

  • Dom Nereudo Freire Henrique, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife (PE)

  • Dom Norberto Foerster, Bispo da Diocese de Ji-Paraná (RO)

  • Dom Otair Nicoletti, Bispo da Diocese de Coxim (MS)

  • Dom Paolo Andreolli, Bispo da Diocese de Ponta de Pedras (PA)

  • Dom Paulo Celso Dias do Nascimento, Bispo da Diocese de Itaguaí (RJ)

  • Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo da Arquidiocese de Uberaba (MG)

  • Dom Pedro José Conti, Bispo Emérito de Macapá (AP)

  • Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo da Diocese de Mogi das Cruzes (SP)

  • Dom Raimundo Possidonio Carrera da Mata, Bispo da Diocese de Bragança do Pará (PA)

  • Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, Bispo da Diocese de Campos (RJ)

  • Dom Roque Paloschi, Arcebispo da Arquidiocese de Porto Velho (RO)

  • Dom Sebastião Lima Duarte, Bispo da Diocese de Caxias do Maranhão (MA)

  • Dom Silvio Guterres Dutra, Bispo da Diocese de Vacaria (RS)

  • Dom Vanthuy Neto, Bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira (AM)

  • Dom Vicente de Paula Ferreira, Bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA)

  • Dom Vilson Dias de Oliveira, Bispo Emérito da Diocese de Limeira (SP)

  • Dom Zanoni Demettino Castro, Arcebispo da Arquidiocese de Feira de Santana (BA)

  • Dom Zenildo Lima da Silva, Bispo Auxiliar de Manaus (AM)

  • Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, CSsR, Bispo da Diocese de Borba (AM)”


sexta-feira, 23 de outubro de 2026

 Acorda, Brasil! Ainda é hora! (XI)


Alder Júlio Ferreira Calado 


Marchamos céleres e confiantes em direção ao segundo turno eleitoral, a realizar - se no próximo dia 25/10 anima - nos cada vez mais as crescentes mobilizações populares, por este Brasil afora, em todas as nossas regiões. Em especial os jovens vem um protagonismo que não víamos, fazia tempo anima - nos igualmente, compartilhadas pelas redes digitais movimentadas nesses últimos dias, dando conta a candidatura Lula enquanto isso o candidato Flávio Bolsonaro cada vez mais mergulhado no pântano das negociatas e dos escândalos financeiros, amplamente denunciados. Segue fazendo efeito sua recusa em aceitar o desafio público feito e reiterado por Lula, de autorizar a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico, dele e de seus familiares, como já o fez Lula.


Todo este lamaçal protagonizados pelo miliciano Bolosnarista começa a produzir naqueles que ainda confiam neste candidato distópico crescentes interrogações que ão de refletir nas próximas pesquisas eleitorais. Seja como for, não devemos de modo algum, perder o ritmo de nossas mobilizações afinal está em jogo nossa escolha entre uma sociedade democrática e a barbárie protagonizada pela extrema direita comandada, no Brasil, pelo Bolsonarismo, a serviço de 5% da população, ou seja: da burguesia escravista e pluto catra, composta pelas grandes empresas transnacionais e nacionais, formadas pelos controladores das grandes plataformas, do complexo industrial de armamentos, das empresas petroleiras, dos grandes monopólios, produtores de medicamentos, do agronegócio, dos militares entreguistas e anti - patrióticos entre outros.


A esta altura, já não é admissível aos bens intencionados ignorar o altíssimo risco de votar em Flávio Bolsonaro por tudo de tenebroso de ecocida, de desumano, de ginofóbico, de racista, de homofóbico, de aporofóbico que ele representa. O mínimo de atenção às declarações mais recentes feitas por gente extremamente confiável a exemplo (Dom Frei Luiz Cappio, Dom Limacêdo Antônio da silva), de pastores comprometidos com a  verdade ( a exemplo de do Pastor henrique Vieira, Ed René Kivitz), além de diversas Pastoras protestantes progressistas especialmente as ligadas à Teologia da Libertação), referindo - se ao nosso momento ṕolítico atual, nos alertam do enorme risco de retrocessos caso ocorra no próximo domingo uma vitória bolsonarista. 


Resta - nos manter- nos vigilantes e ativos nesta reta final, cada qual fazendo a sua parte, no sentido das mobilizações de rua, da participação nas redes digitais e principalmente na busca de convencimento de eleitoras e eleitores ainda indecisos ou que se abstiveram de comparecer às urnas no primeiro diurno. Neste sentido, segue aconselhável prestarmos bem atenção às palavras escritas por Dom Frei Luiz Cappio em sua carta - mensagem, que reproduzimos em seguida.


João Pessoa, 23 de Outubro de 2026


Ìntegra da carta - mensagem de Dom Cappio. 


“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, pelo limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).”

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos. Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar” PAZ E BEM!     


terça-feira, 20 de outubro de 2026

Acorda, Brasil! Ainda é hora (X)

 Acorda, Brasil! Ainda é hora (X)


Alder Júlio Ferreira Calado 


Estamos a 5 dias da realização do Segundo turno. Mancomunada com as forças mais repugnantes latino-americanas e em escala mundial, a candidatura Flávio Bolsonaro apresenta-se como a personificação da mentira e da hipocrisia, em todas as suas participações na campanha eleitoral.   


O penúltimo debate entre os candidatos à Presidência do Brasil, promovido pela TV Bandeirantes (o último debate será promovido na próxima seta-feira, pela TV Globo), em parceria com outros veículos da mídia hegemônica, proporcionou, inclusive graças ao seu formato de espetacularização do terror ao gosto da ultra-Direita, um show de horrores. Sem qualquer compromisso com a verdade - não por acaso maquiavelicamente treinado pela repugnante e abjeta figura de Pablo Marçal -, o candidato Flávio Bolsonaro não respondeu a qualquer pergunta formulada pelo seu adversário, limitando-se a proferir ataques os mais rasteiros, sem intervenção dos mediadores do debate (principalmente pelo mediador Eduardo Oinegue), salvo uma única vez, por parte da mediadora Adriana Araújo. Assim transcorreu aquele show de horrores e de desrespeito contínuo ao seu octogenário concorrente, este sim, cuidou de apresentar propostas diversas de seu Programa de Governo. 


Tal debate também evidenciou a posição cúmplice da mídia hegemônica, ainda que tentando esboçar alguma tinta de “neutralidade”. Não obstante, o candidato Bolsonaro, foi surpreendido pela proposta de seu adversário: pelas repetidas acusações mentirosas feitas por Bolsonaro, Lula lhe propôs autorizar, tal como Lula estava fazendo o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Proposta não aceita pelo candidato bolsonarista. A repercussão da mídia comercial foi quase sempre de cumplicidade com a TV Bandeirantes. 


Consola-nos seguir percebendo a crescente onda de manifestações populares nas ruas de todo o País, além da intensa participação nas redes digitais, o que nos deixa esperançosos de um segundo turno capaz de vencer a barbárie. Só nos resta aproveitar cada minuto para intensificarmos nosso trabalho principalmente junto às pessoas indecisas ou que não tenham comparecido às urnas, no primeiro turno. Ainda temos muito a colher do aconselhamento prestado por Dom Frei Luiz Cappio, em sua carta-mensagem que seguimos reproduzindo. 


João Pessoa, 20 de Outubro de 2026


A seguir a íntegra da Carta - mensagem de Dom Cappio.


“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, pelo limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos. Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar” PAZ E BEM!




               

domingo, 18 de outubro de 2026

Acorda Brasil! Ainda é hora! (IX)

 Acorda Brasil! Ainda é hora! (IX)


Alder Júlio Ferreira Calado 


A despeito da persistência do risco eleitoral, já se pode perceber alguma possibilidade, no próximo dia 25/10, de reversão do trágico resultado obtido no primeiro turno das eleições. Graças à conjugação de fatores tais como: as crescentes mobilizações populares pelas ruas do País, a intensificação do uso das redes digitais, as recentes conquistas dos últimos dias, em especial a do fim da jornada de 44 horas, sem redução salarial, podemos, sim, vislumbrar algo positivo, no segundo turno. 


Neste sentido, ao longo desses dias, vimos centrando a atenção na relevância do exercício continuado da memória histórica dos oprimidos, como um caminho eficaz contra o esquecimento e o desdém de nossa história recente, sobretudo no tocante à tragédia de horrores protagonizados pela Ditadura empresarial-militar, que durou tenebrosos 21 anos (1964-1985). 


A este respeito, já tivemos oportunidade de convidar especialmente nossa jovem militância a revisitar relevantes episódios e instrumentos de luta de nossa resistência contra aquele regime tenebroso. Eis por que sugerimos a revisitação de algumas dezenas de filmes e documentários; de jornais e revistas de Esquerda; de livros históricos; de peças teatrais; de  músicas - ferramenta a ser trabalhada principalmente de forma grupal/comunitária, como exercício mais fecundo e de maior alcance no exercício da memória histórica dos oprimidos. Desta feita, nas linhas que seguem, destacamos a importância dos intensos trabalhos realizados - e ainda em curso - pela Comissão Nacional da Verdade, convocada durante o Governo Dilma, feito que não deve ser excluído como um dos fatores de sua deposição pelo golpe de 2016. Os militares nunca aceitaram passivamente a formação da Comissão da Verdade. No que esteve ao alcance deles, trataram de responder com ódio contra a Presidenta.


A vitória eleitoral da Presidenta Dilma Rousseff, inclusive por conta de sua trajetória de militante de Esquerda, na juventude, foi interpretada pelos setores golpistas das Forças Armadas e demais forças da segurança como um gesto de “revanchismo”, o que passou a constituir-se mais um fator de ódio contra as forças de Esquerda, ainda que não representassem qualquer risco de mudança estrutural. As intensas mobilizações de junho de 2013, em grande parte, promovidas por forças da Direita, potencializam tal movimento de rejeição, ao qual os segmentos mais reacionários das Forças Armadas e “auxiliares” se juntariam, com visível protagonismo (restou célebre, por exemplo, o pronunciamento ameaçador feito pelo General Vilas Boas). 


Ainda que passadas mais de quatro décadas, desde a instalação do Golpe de Estado de 1964, sem que quaisquer providências de punição aos responsáveis pela Ditadura, eis que, finalmente, o Governo Dilma decide instituir a Comissão Nacional da Verdade, destinada a apurar as profundas marcas de violência - prisões injustas, banimentos, torturas, ocultação de corpos de presos políticos que a Ditadura fez desaparecer, entre outros crimes - deixadas como legado por aquele regime de terror. Vale enfatizar que, diferentemente do que ocorreu a outros países latino-americanos também golpeados por semelhantes Ditaduras, Governos que não se limitaram a instituir uma mera Comissão da Verdade, mas também avançar, para além da apuração dos crimes cometidos, para medidas de justiça e penalização dos culpados, além de medidas de reparação às vítimas daquele regime, no caso do Brasil, no entanto, a Comissão Nacional da Verdade - formada por diversas sub-comissões nacionais, estaduais e municipais, além de sub-comissões formadas por entidades sindicais, por universidades e outras entidades da sociedade civil brasileira, do campo e da cidade - se limita apenas a mapear as situações de horror, dando publicidade à sociedade. 


Cada vez mais tomamos consciência da necessidade e urgência - principalmente da parte dos jovens - de exercitarmos essa memória histórica, como antídoto ao esquecimento, o que representaria um estímulo à reprodução dos crimes. Portanto, mãos à obra! Prossigamos nossa tarefa de reverter o resultado do primeiro turno. 


Voltamos a insistir no alerta profético contido na carta-mensagem de Dom Frei Luiz Cappio.


João Pessoa, 18 de outubro de 2026.

sábado, 17 de outubro de 2026

Acorda, Brasil! Ainda é hora! (VIII)

 Acorda, Brasil! Ainda é hora! (VIII)


Alder Júlio Ferreira Calado


Aproxima - se o dia 25 data da realização do segundo turno das eleições. Não temos tempo a perder, mantenhamo - nos firmes e vigilantes ainda a tempo de reverter o trágico resultado do primeiro turno. Nesta perspectiva as últimas ocorrências ajudam a restituir nossa esperança. É o que sentimos com as últimas e crescentes manifestações massivas pelo Brasil afora, bem como com a intensa participação de nossas juventudes nas redes digitais e nas ruas. Fortalece - nos, não menos, a recente e acachapante vitória da Emenda Constitucional trazendo o fim da Jornada 6 por 1, sem redução salarial. No entanto, o tempo segue sendo de muita ação e de muito compromisso.


Entre as vozes proféticas que se têm pronunciado contra os riscos de barbárie que corremos citamos a bendita figura de Dom Limacêdo Antônio da Silva, Bispo de Afogados da Ingazeira, no Sertão pernambucano. Sobre a Diocese de Afogados da Ingazeiras, cumpre lembrar sua especial vocação profética, com fundas raízes, por exemplo, em Dom Francisco Austregésilo de Mesquita, um dos 40 bispos signatários do Pacto das Catacumbas, assinado em 16 de Novembro de 1965, pelo qual os signatários se comprometem fortemente pela causa libertadora dos pobres eles próprios tomando a decisão de viverem uma vida próxima de seu povo. É, portanto, com entusiasmo, que tomamos conhecimento do oportuno pronunciamento de Dom Limacêdo. 


Chocado como tantos e tantos de nós, com o resultado ameaçador do primeiro turno das eleições, Dom Limacêdo, a exemplo de Dom Cappio não hesitou em advertir seu povo do sério risco que corremos, com tal resultado apelou para o bom senso dos fiéis, convidando - os a analisarem criticamente, a partir dos fatos de nossa realidade, mostrando que não é tão difícil escolher adequadamente entre os dois projetos em disputa, instando seu povo a rememora tantos ganhos efetivos proporcionados a enorme maioria do País com a efetivação de políticas públicas, aplicadas a diversas esferas de nossa realidade, de um lado. Por outro lado, um pequeno esforço de rememorar aspectos diversos do legado bolsonarista nos permite perceber o tamanho e a gravidade de uma opção pelo desgoverno bolsonarista. 


Convêm destacar, a seguir, trechos do pronunciamento feito por Dom Limacêdo:

“... O que está em jogo não são só duas pessoas é um modelo de sociedade atenção: é muito mais amplo do que duas pessoas, minha gente! ou dois ou três partidos é o nosso futuro. Digo sem medo de dizer isto. Tenho a responsabilidade. Corremos o risco de enfrentar uma Ditadura, não tenho medo de dizer isto. Se não o dissesse, eu estaria pecando diante de Deus e de você eu que sou Pastor desta Diocese, não posso me dispensar de dizer este anúncio. Eu não seria fiel ao que prometi quando fui ordenado Padre e quando fui ordenado Bispo a palavra de Deus não nos tira da História, não nos tira da Terra, não nos tira da vida. Pelo contrário. Nos coloca mais profundamente, porque “a quem muito foi dado muito será pedido, cobrado” e no meu caso, também vai ser muito cobrado. Reflitamos com simplicidade, sem paixão, com raciocínio”.


Não desprezemos estas vozes proféticas. Mantenhamos - nos mobilizados, em busca de evitar nova tragédia para o brasil, não bastasse a que amargamos, durante o desgoverno Bolsonaro: como esquecer a monstruosidade de seus gestos e de suas palavras de desprezo e de chacota contra as milhares de vítimas da Covid - 19? A hora é de ação!. Na sequência, voltamos a reproduzir a carta - mensagem de Dom Frei Luiz Cappio.


João Pessoa, 17 de Outubro de 2026.


Eis a íntegra da carta - mensagem de Dom Cappio.


“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, peço limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Vote contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas as vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).”  

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.

PAZ E BEM!"           


    



quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Acorda Brasil! Ainda é hora! (VII)

 Acorda Brasil! Ainda é hora! (VII)


Alder Júlio Ferreira Calado 


As intensas e massivas mobilizações populares dos últimos dias, em tantas cidades e capitais e nas diversas regiões, nos trazem de volta a esperança de que, SIM, ainda há tempo de revertermos, no segundo turno, o pavoroso resultado do primeiro turno. Quem quer que acompanhe as redes digitais e os canais alternativos, nos dias mais recentes, pode constatar os sinais alvissareiros do retorno em massa, sobretudo dos jovens - mulheres e homens - às ruas. Não obstante tal realidade, a mídia hegemônica continua silenciando ou minimamente dando cobertura a tais manifestações que invadem as ruas do Brasil. Não poucos veículos da mídia corporativa chegam ao despautério de reduzir essas manifestações massivas a incidentes minúsculos, completamente descontextualizados, como se fossem os retratos exclusivos de tais manifestações. 


Tem razão de sobra a jovem militância: temos que assumir o protagonismo popular, nas redes digitais e principalmente nas ruas - e para além do processo eleitoral, focando pontos essenciais da pauta da imensa maioria do Povo brasieliro: o fim da escala 6 por 1, o compromisso com políticas públicas urgentes, sem nos deixarmos intimidar pelas exigências descabidas do tenebroso Mercado, sempre preocupado com reduzir a destinação do orçamento aos seus verdadeiros destinatários, em proveito da infinita acumulação de suas riquezas.  


Reconfortados pelo exercício da memória histórica dos oprimidos, inclusive no tocante às diversas formas de resistências à Ditadura empresarial - Militar (1964 - 1985), sigamos fazendo a nossa parte, tanto protagonizando nossa militância nas redes digitais quanto sobretudo mediante as manifestações de rua, de modo a pressionar, também na Câmara e no Senado, em defesa de nossa pauta - pela nossa soberania, contra as perversidades do agronegócio, pela proteção socioambiental, por medidas mais eficazes contra o feminicídio e contra as múltiplas formas de violência contra as Mulheres, contra a pauperização dos pobres, dos pretos e dos periféricos em defesa das numerosas vitimas da homofobia, dos sem - terra, dos sem - teto, de nossas populações indígenas, camponesas e operárias. 

Ainda é hora de revertermos o resultado desastroso do primeiro turno! Mãos à obra! Neste sentido, como prometido, insistimos na cuidadosa leitura da profética carta mensagem de Dom Frei Luiz Cappio, Bispo emérito de Barra - BA. 


João Pessoa, 14 de Outubro de 2026.


Eis a íntegra da carta mensagem de Dom Cappio.

“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, pelo limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.


PAZ E BEM!

” 



terça-feira, 13 de outubro de 2026

Acorda Brasil! Ainda é tempo! (VI)

Acorda Brasil! Ainda é tempo! (VI)


Alder Júlio Ferreira Calado 


Para além do processo eleitoral ainda em disputa, resulta fortemente esperançadora a retomada das mobilizações massivas em escala nacional protagonizadas principalmente pelos jovens militantes - mulheres e homens. Nestes últimos dias, com efeito, a despeito da vergonhosa omissão da mídia hegemônica, em cobrir as grandes manifestações, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em diversos outros estados de outras regiões brasileiras pudemos constatar uma enorme manifestação popular, em vista de reverter o resultado ameaçador do primeiro turno das eleições. Angustiava-nos profundamente a passividade, com algumas exceções de nossa população, constituída, em sua enorme maioria dos segmentos mais empobrecidos, diante das ameaças deletérias do retorno do Bolsonarismo, com todo o seu histórico de devastações cometidas contra a população brasileira, em sua enorme maioria.


Não obstante o curto espaço de tempo - 12 dias! - para a realização do 2º turno eleitoral, com essas mobilizações, com o maior engajamento de nossa militância, nas redes digitais e com nossa luta continuada pelo fim da escala 6 por 1 além do nosso compromisso de sensibilizar parte expressiva das eleitoras e eleitores, para que vote no segundo turno, aumenta nossa esperança em evitar a tragédia bolsonarista. Mãos à obra! Nesta mesma esteira, também vale a pena seguir exercitando a memória histórica, especialmente acerca das multiformes manifestações de resistência popular à Ditadura empresarial-militar, que felicitaram por tenebrosos 21 anos o Povo brasileiro.  


É-nos reconfortante, a este propósito rememorar, ainda que de passagem, a enorme força de resistência cumprida pelas várias manifestações artísticas, a exemplo da música, do teatro, das “charges”, que conseguiam vencer a cerrada vigilância da censura do regime. A título de ilustração, lembramos a importância subversiva do teatro do oprimido bem como de tantas outras peças teatrais contra o regime. Por sua vez, a música popular brasileira MPB, inclusive por meios de seus festivais, representou uma relevante coluna de resistência, haja vista músicas tais como: “Para não dizer que não falei de flores” (música composta por Geraldo Vandré, música mais conhecida como “Vêm, vamos embora”), “Cálice", "Meu caro amigo" e "Apesar de você”, de autoria de Chico Buarque, só para mencionar alguns exemplos. No campo da poesia, também encontramos um terreno fértil de resistência, graças à genialidade de nossos poetas - homens e mulheres.


Alimentados pela memória histórica dos oprimidos, mantenhamos firmes e fortalecidos nossos compromissos de evitar o retorno - menos ainda pelo voto - àquele regime tirânico. Como temos feito, em textos anteriores, voltamos a reproduzir a profética carta - mensagem de Dom Frei Luiz Cappio, Bispo emérito de Barra - BA.


João Pessoa, 13 de Outubro de 2026.


Rei-leiamos a íntegra da carta-mensagem de Dom Cappio.


“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, peço limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Vote contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas as vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos)”. 

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos”.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.

PAZ E BEM!