terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Subsídios para o primeiro encontro da Escola de Formação Missionária de João Pessoa, em sua retomada

Subsídios para o primeiro encontro da Escola de Formação Missionária de João Pessoa, em sua retomada


Como temos compartilhado, a Escola de Formação Missionária de João Pessoa, antes com sede em Santa Fé, Solânea-PB, cujas atividades foram encerradas em 2025, está sendo retomada, a partir do final de junho/primeira semana de julho de 2026, no Alto do Mateus, em João Pessoa, graças ao acordo firmado com a Comunidade Padre Mazza. Neste sentido, já fizemos circular um “folder”, elaborado por uma Equipe animada por Claudemir Silva e Ulisses, do qual provavelmente todos tomaram conhecimento.


Dentre as diversas tarefas suscitadas por esta retomada, figura o compromisso de compartilharmos alguns subsídios a serem trabalhados por ocasião da retomada de nossa escola.


Começamos por explicitar nosso jeito de trabalhar os diferentes temas propostos por nossa escola como ficam patentes, inclusive no “Folder”, estaremos a priorizar temas que se nos afiguram de impactante atualidade, tais como:


O dilema socioambiental;

A urgência com os cuidados com a Mãe Terra, inclusive pela via da Agroecologia, do Ecossocialismo e do Bem-Viver

A emergência do desafio das relações sociais de gênero;

O impacto das novas tecnologias e das Big-Techs, inclusive do uso da Inteligência Artificial;

O tratamento adequado das relações étnico-raciais e geracionais;

As ambiguidades atuais das relações com o Sagrado.



Como trabalhar nossa Escola de Formação Missionária? 



Com base em diversas reflexões comunitárias acerca da retomada de nossa Escola, ousamos ensaiar novos passos, quanto à forma de abordar os conteúdos de nossos componentes curriculares: em vez de lidarmos com “disciplinas”, decidimos trabalhar os vários temas, mutuamente conectados, a partir de um deles. Para tanto, torna-se desejável que a equipe de formadores e formadoras trabalhe em conjunto. Escolhe-se qualquer um dos temas e, a partir dele, trataremos de observar as múltiplas conexões com os demais temas.


Por exemplo, podemos iniciar com um tema profundamente desafiante como é a questão do feminicídio e das múltiplas formas de violências praticadas contra as mulheres (físicas, psicológicas, morais etc.). Com a contribuição de um membro da Equipe, o tema é apresentado (sob diferentes perspectivas, dados estatísticos, evolução do problema, situação atual no Brasil e no mundo, formas de resistência). Quem estiver lidando mais diretamente com este tema, tem a missão de motivar a participação de todos nesse debate, até porque se trata do desafio mais urgente a ser enfrentado, haja vista os escandalosos índices de feminicídio no Brasil - chegando a 4 assassinatos de mulheres POR DIA, além das variadas formas de violência de que as mulheres têm sido vítimas. A este respeito, há notícias dando conta de que hoje 187 casos de violências contra as mulheres acontecem por dia.


Após essa motivação embasada em dados estatísticos, vale a pena abordar esta problemática, em perspectiva histórico-cultural na formação da sociedade brasileira, recorrendo a primorosas contribuições de várias historiadoras, Filosóficas, Antropólogas, sociológicas, brasileiras, a exemplo de Lélia Gonzalez, Conceição Evaristo, Marilena Chaui, entre outras. A este respeito, recomendamos a leitura conjunta de artigos produzidos por estas intelectuais brasileiras. Após cada leitura, vale provocar cada participante a relatar por escrito suas experiências e seu aprendizado acerca do tema.


Em seguida (pode até ser no segundo ou terceiro dia), é a vez da intervenção dos demais formadores e formadoras, a partir do ponto de vista de sua respectiva especialidade (Bíblia, Teologia Feminista, Eco-Feminismo, desafios sócio-Ambientais, Eco-Socialismo, Relações étnico-raciais, Novas tecnologias e outras).


Na abordagem do tema bíblico, por exemplo, recorrendo a excelentes livros e vídeos produzidos, inclusive, pelo CEBI e pelo Instituto Humanitas (IH) que se pode refletir sobre os profundos estragos provocados por uma compreensão fudamentalista da Bíblia por conta de uma leitura não contextualizada dos escritos tanto do Primeiro quanto do Segundo Testamentos. Podem ser escolhidas diversas passagens bíblicas impregnadas de profunda carga patriarcalista que, bem examinadas à luz das práticas e dos ensinamentos de Jesus de Nazaré e seu Movimento, podem ser facilmente desmontadas em favor do reconhecimento do verdadeiro lugar das Mulheres.


Quem dentre os integrantes da Equipe de Formação trabalhar a dimensão étnico-racial, por sua vez, terá oportunidade de sublinhar fatos e acontecimentos dando conta das relações opressivas de que são vítimas as mulheres, em seu dia-a-dia, seja pelo fato de serem Afro-descendentes seja pelo fato de serem Indígenas. Todas estas, quando comparadas aos homens também vítimas de descriminação, apresentam um grau ainda maior como vítimas das relações sociais vigentes. Basta que comparemos a quantidade de homens e de mulheres vítimas, por exemplo, do desemprego, dos baixos salários, da sub-representação no Executivo, no Parlamento, no Judiciário, nas lideranças empresariais, nas Forças Armadas e em outros tantos postos de lideranças, inclusive nos movimentos sociais.


A outro Formador ou Formadora mais diretamente empenhado/empenhada na compreensão do que se passa com as novas gerações - tão freneticamente aficionadas as redes digitais - caberá a tarefa de mostrar e de refletir sobre as conexões entre as relações sociais de gênero e as atitudes predominantes das novas gerações tanto em suas potencialidades, quanto em seus limites. Trata - se de provocar os participantes/as participantes acerca de suas próprias atitudes e relações com as redes digitais, inclusive no tocante às relações sociais de gênero: como lidam com as redes digitais? O que elas aprendem sobre as relações sociais de gênero? Quais as fontes de informação que costumam acompanhar diariamente? Que leituras têm feito - e quais autores e autoras têm lido? A partir de sua vivência de cada dia, que experiências podem relatar, especialmente as mulheres, sobre as diversas formas de violência que observam ou das quais eventualmente se sentem vítimas? Que atitudes assumem, em casos concretos? Que aspectos positivos encontro, nas redes digitais, sobre as relações cotidianas entre mulheres e homens? Que aspectos negativos lhes parecem mais frequentes? Que diferenças percebem entre o comportamento das pessoas mais velhas e dos filhos e filhas mais novos?


Há ainda outros aspectos a serem explorados neste exercício de interconexões. É o caso, por exemplo, das relações de espacialidade, decorrentes do fato de quem vive no Nordeste e de quem é de outra região ou país; de quem vive no campo ou na cidade (e aqui, entre quem vive nas periferias áreas consideradas “nobres”); de quem vive na Caatinga ou na Zona da Mata; e assim por diante. Cada território imprime em seus viventes marcas específicas, que precisam ser tomadas em conta, para um aprendizado comum e maior respeito na convivência. 


Enfocando agora, mais diretamente, as conexões entre as diversas formas de violência praticadas contra as mulheres, de um lado, e, por outro lado, as formas de organização capitalista, que experiências concretas podem ser compartilhadas, de modo a exemplificar como o sistema capitalista, seja pelo Mercado, seja pelo Estado, condiciona ou até determinar as práticas violentas diariamente cometidas contra as mulheres (e também contra os pobres, os pretos, os periféricos além de contra os demais seres do Planeta)?


Um outro enfoque pode ser suscitado por mais um Formador ou Formadora: O que o cuidado com a Mãe-Terra tem a nos oferecer, no que se refere ao tratamento respeitoso das mulheres e dos demais viventes? Em suas experiências na lida agro-ecológica lhe tem ensinado a este respeito?


Um aspecto que também se apresenta, na exposição e discussão de cada tema, é o de buscar conectar dinamicamente as dimensões das relações sociais de gênero, de etnia e de classe, como o faz, por exemplo, Elisabeth Schussler Fiorenza, em sua relevante obra “Discipulado de Iguais: Ekklesias de Mulheres” (Por uma Teologia Feminista Crítica da Libertação). Buscando analisar criticamente os profundos danos causados pelo patriarcalismo, pelo racismo e pelo Capitalismo, a autora apresenta proféticas denúncias contra o clericalismo, a organização hierárquica das Igrejas Cristãs, bem como das sociedades de classe, como a nossa.


No que se refere aos estudos de obras desta autora, recomendamos iniciar por um texto seu (de cerca de 13 páginas) disponível na internet em forma de PDF, sobre o qual já tivemos oportunidade de comentar, em nosso blog textosdealdercalado.blogspot.com. 


Outro aspecto constitutivo de nossa formação, como humanos e como cristãos, nos remete ao exercício contínuo da memória histórica dos oprimidos, inclusive da caminhada recente e menos recente de nossa ação missionária, especialmente no Nordeste. Com efeito, desde o Concílio Vaticano II (1962 - 1965), e sobretudo desde o Pacto das Catacumbas (1965) e mais diretamente desde a II Conferência Episcopal Latino Americana de Medellín (1968), uma intensa e crescente ação missionária junto aos pobres teve lugar também entre nós, graças aos trabalhos conjugados das CEBs das PCIs, do CIMI, da CPT, da CPO e de outras Pastorais Sociais e serviços eclesiais (Comissão Justiça e Paz, CDDH, etc.). É vasto e profundo o legado destas experiências, a merecer nossa constante atenção e compromisso. A título de ilustração didática limitamo - nos a oferecer dois exemplos de materiais que muito nos ajudam, nesta rememoração: 


Os livros e os relatos elaborados por Frei Roberto Eufrásio de Oliveira, e os textos que relatam, no caso da Paraíba, fecundas experiências pastorais a exemplo da que ficou conhecida como “Igreja Viva”, relatada em livro de autoria do Pe. Gabriele Giacomelli, entre diversos outros.          


Ao mesmo tempo, cumpre lembrar a disponibilidade de vasta literatura, inclusive da autoria de José Comblin e de diversas pessoas integrantes da Equipe de Formação das Escolas de Formação Missionária do Nordeste e de outras regiões. Entre autores e autoras componente da Equipe de Formação de nossas Escolas lembramos e recomendamos os textos elaborados por Frei Roberto Eufrásio de Oliveira, João Batista Magalhães, Mônica Muggler (especialmente seu livro “José Comblin, uma vida guiada pelo Espírito”) Glaudemir Silva, Luis Barros, bem como de várias outras pessoas, inclusive estudantes de nossas Escolas. A serem estudados oportunamente, conforme o tema tratado. Ainda sobre este ponto, importa lembrar a qualidade dos textos produzidos no “site” teologianordeste.net onde encontramos preciosos artigos de diversos autores e autoras dentre os quais: Eduardo Hoornaert, Ivone Gebara, Juliana Henrique, Pe. Hermínio Canova e diversos outros. 


Vale, por fim, uma palavra sobre a necessidade de garantir a continuidade do processo formativo, para além dos encontros ou dos módulos específicos por meio de tarefas e estudos a serem feitos durante os períodos entre um módulo e outro. Com efeito, precisamos do interesse e o compromisso de aprofundarmos os conteúdos trabalhados, durante os encontros presenciais e virtuais. Para tanto convém que Formador/Formadora, ao final de cada módulo, proponha um programa de estudos e de tarefas sobre o aprofundamento de cada conteúdo trabalhado em cada módulo.


Cabe a cada Formador/Formadora propor as formas de trabalhos e de estudos a serem vivenciados pela turma, durante os meses de intervalo entre um módulo e outro. Por exemplo, determinado Formador/Formadora pode umas dez questões a serem trabalhadas, por cada participante ou em pequenos grupos, acerca de determinado tema tratado durante cada módulo. Pode, ainda, por exemplo, propor um tema desafiante a ser desenvolvido pelos participantes, seja de forma individual ou em pequenos grupos.      


Eis apenas um primeiro texto, elaborado a título de subsídio, com o propósito de ajudar os/as participantes nos estudos de nossa Escola de Formação Missionária de João Pessoa. Outros virão. 


João Pessoa, 03 de Fevereiro de 2026.




sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A LETALIDADE DO TRUMPISMO

A LETALIDADE DO TRUMPISMO

Alder Júlio Ferreira Calado



Entre esquerda e Direita, não há meio termo 

A Direita é indivisa na raiz


Mero engodo apostar em aliança 

Entre Esquerda e Direita: o preço é amargo…


Trump abusa de gestos “cordiais”

Como arma que seduz desavisados 


Qualquer trato com Trump
Remete a estória do pacto entre o Sapo e o Escorpião...

O Império ataca o mundo inteiro:

Pois bem mais de oitocentas são suas bases 


Revoltante o número de conflitos 

Que o Império encadeia mundo afora  


Nada tem o Brasil a conversar 

Com instâncias de mera espionagem


Todo o apoio a Cuba, uma vez mais 

Contra a sanha do Império sobre a Ilha 


Trump disfarça, mais bem sabe 

Que o Império do Norte agoniza 


Aparenta ter força mais do que tem 

Também isto se deu, em nossa história…


O Império Romano não foi eterno 

Assim como não foram outros Impérios  


Conhecida no mundo é a maldade 

Que a CIA espalha contra os países 


O Brasil é uma vítima de longa data:

Ditadura Militar ela apoiou   

  

Só lembrando os mais graves, eu destaco: 

O Irã, Palestina, Venezuela   


Canadá, Groenlândia, Panamá 

Rússia, China, Irã, além de Cuba 


Implantadas em mais de cem países 

Pela força impondo o seus caprichos  


Da cultura popular, nós aprendemos: 

“Com bananas e bolos, se enganam os tolos” 


Contra o ICE e as forças opressivas 

Povo unido se une contra Trump 


Ao interno do Império se agrava a crise 

Uma greve geral vai se expandindo…


Mais que armas letais é o próprio medo 

Que o opressor introjeta  no oprimido 



João Pessoa, 30 de Janeiro de 2026.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Mil razões só se tem pra rejeitar Qualquer voto na Direita genocida

 Mil razões só se tem pra rejeitar

Qualquer voto na Direita genocida 


Alder Júlio Ferreira Calado 

 

O conselho da paz, por meio da força 

Só expressa de Trump a tirania 


O Império conduz com crueldade 

Sua infame política migratória 


O escândalo do Master só traduz

A ganância da classe dominante 


Fosse o mero vazamento de uma fofoca

Já seria um escândalo inaceitável


Todavia, o sistema se comporta 

Subalterno às ordens do tirano  


Que a imprensa dia todo, só repete

Trump usa suas redes, o dia inteiro


É sinal de profundo retrocesso 

Ante o qual o mundo sente-se impotente 


Donald Trump institui o “seu” Concelho 

Pretendendo a ONU esvaziar 


Ele próprio escolhe os membros deste orgão

Ele apenas tem direito de vetar 


A Europa calava ante a opressão 

Do Império oprimindo o Sul Global 


Fustigada, porém, pelo tirano 

Só agora emite seus protestos 


Refazer território lá de Gaza

Deve ter no comando os Palestinos 


Sob escombros de Gaza, Trump só vê

Lucrativo negócio imobiliário  


E agora, o pedido do Império  

Há de ser recusado, com coragem


Pela enésima vez se verifica 

A falácia da aposta no Centrão

  

O sucesso nas urnas segue sendo 

A aposta maior de certa esquerda 


Do enorme Pantanal, sem se dar conta 

Continua vendada ante os maus frutos


João Pessoa, 27 de Janeiro de 2026  


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

 

Do Passado aprendemos muito pouco: 

Repetimos os erros mais gravosos


Álder Júlio Ferreira Calado


Ocidente acidenta o mundo inteiro 

Faz surgir novo Hitler, qual pirata.

Institui o Império dos cleptocratas

Descumprindo princípios rotineiros, 

Ele busca do mundo ser coveiro.

Violência, mentira e hipocrisia

Mundo afora espalha e contagia. 

Sionista, massacra os Palestinos

Expulsando migrantes - só Latinos

Que figura horrorosa! Covardia!

  

Doze meses, Desgoverno hoje completa 

De medidas insanas, extremadas 

Só fazendo o que quer, não pensa em nada 

Anexar Groenlândia ele projeta 

Tarifaço impõe: é sua meta.  

Dominar mundo inteiro ele planeja 

Canadá tornar seu -, sua peleja   

Da América Latina faz seu quintal 

Invadiu o Caribe, fez muito mal, 

Venezuela e Colômbia também almeja


Novo Hitler impera em nosso mundo

Sem sofrer resistência, à altura

Sua ação é presente e é futura.

O estrago é bem amplo e é profundo

“ Só eu faço chover, a terra inundo”

Ao fazer o balanço de um ano 

Constatamos estragos tão insanos.

Imagine mais três anos pela frente…

Que fazer? nosso povo, o que sente?

Faz-se urgente deter o desumano.


João Pessoa, 20 de janeiro de 2025

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O sistema vigente é irreformável Resta em vão só mirar em eleições

 O sistema vigente é irreformável 

Resta em vão só mirar em eleições 


Alder Júlio Ferreira Calado 


Banco Master é só o mais recente 

Dos escândalos mais graves do País 


Ele envolve figuras capitais 

Do universo econômico e político 


Tais escândalos são parte do sistema

De pilhagem das riquezas da Nação 


Burguesia não vive sem o Estado 

Dele rouba as riquezas do País


O Sistema para tanto se destina

Pretextando atender aos cidadãos


É enorme a lista de envolvidos 

Os sinais contra Tóffoli são gravíssimos


Banco Master é reflexo convincente

Do que faz realmente a burguesia   

 

Envolvendo segmentos mais diversos

Componentes da classe dominante 

 

Das finanças, do Crime, da Política 

Até mesmo do alto judiciário 


Se eleições seguem sendo o “mal menor”

É dever perseguir o que é bom


Ilusão, confiar em que as Leis 

Assegurem, por si a equidade 


Se os valores não estiverem bem escritos 

Ao interno de nossa consciência   


Sobre os casos Irã, Venezuela

Rússia e China não passam de boas notas…


Quando o monstro só usa da força bruta

Resta em vão responder-lhe com palavras… 


É dramático o cenário do Irã

Maioria ignora razões da crise


Ocidente asfixia seus recursos 

Quando a crise estoura, pune outra vez…


Refazer território lá de Gaza 

É tarefa dirigida por palestinos  


Não bastasse o massacre feito em Gaza 

Trump agora pretende dela apossar-se 


Para tanto, quer criar um tal “conselho”

Que lhe chama de “paz”, mas é de guerra 


Dele não fazem parte Palestinos 

Só amigos de Trump, o ditador


Sobre casos mundiais somente a ONU

Tem o direito de arbitrar, pelos seus órgãos  


O convite feito a Lula é impertinente

Deve ser recusado com veemência  


João Pessoa 19 de janeiro de 2026 


sábado, 17 de janeiro de 2026

Quanto mais complicada a conjuntura Mais atenta deve ser a nossa análise

Quanto mais complicada a conjuntura 

Mais atenta deve ser a nossa análise


Alder Júlio Ferreira Calado


Sem negar sérios riscos do contexto 

É preciso manter a coerência 


O Governo cada vez mais apostando 

Numa firme aliança com o Centrão


A despeito da retórica “esquerdista”

Firma acordos com figuras da Direita  


Os seus passos apontam para o Centrão 

Não dá conta do cerne da economia  


Não dá conta dos furos do projeto 

Que atende de cheio aos financistas 


Com a taxa de juros - 15% 

Um trilhão aos banqueiros se transfere 


Transferindo bilhões para os banqueiros 

Só de juros do serviço desta “dívida”


Outros dados são mal interpretados 

pela ótica da classe Trabalhadora 


Desde o próprio recorde de desemprego 

Omitindo condições precarizadas


Deixa fora a precarização 

Consequência das “reformas” trabalhistas


O devido seria revogar 

A (Reforma) trabalhista de Michel Temer


Sem negar sérios riscos do contexto

Eleições só por si não tem saída 


Pela enésima vez a militância

Entretém-se com eleições 


Com um déficit crescente de consciência 

Militância gasta o tempo em caçar votos 


Desafios de monta - desprezados

Deprecia horizontes de ruptura  


O real ela vê pela metade

Não vai afundo na análise dos problemas   


Elegendo a Direita como único foco

Desprezando caminhos alternativos 


João Pessoa, 17 de Janeiro de 2026.