A escalada da barbárie americano-sionista pelo mundo: até quando?
Alder Júlio Ferreira Calado
Proliferam os sinais de terror e barbárie pelo mundo, disseminados pela liderança dos Estados Unidos em conluio com o Governo sionista de Israel. Mais uma vez, contra o Irã, pretextando um plano do Governo iraniano de fabricar ameaçadores artefatos nucleares. Menos de 8 meses da agressão que estes mesmos países fizeram contra o Irã, eles voltam a atacá-lo, inclusive em meio a negociações em que estavam envolvidos, demonstrando sua sanha beligerante. E mais uma vez, em conluio com o Governo de Israel.
Em geral, os países do Ocidente, ainda que saibam da fúria dos agressores, oscilam entre o silêncio cúmplice e o apoio efetivo aos agressores. E assim procedem, mesmo assistindo passivamente a toda a uma série graves e crescente de violações cometidas pelos Governo do Estados Unidos e de Israel, tanto no Oriente Médio (contra os Palestinos, contra o Líbano, contra a Síria e outros da região) e na América Latina e no Caribe (contra a Venezuela, contra a Colômbia, contra Cuba…) sem esquecermos dezenas de embarcações bombardeadas pelo Governo dos Estados Unidos, a pretexto de combater o narco terrorismo, agressões das quais já resultaram mais de 100 assassinatos impunes…
Em apenas 1 ano de desgoverno o novo Hitler tem protagonizado sucessivos atos de barbárie em todo o mundo. Iniciou pela imposição de taxas escandalosas sobre os produtos comercializados com dezenas de países mundo afora, descumprindo às escâncaras, as mais elementares leis do comércio internacional, desorganizando assim as economias de vários povos. Não satisfeito, o Governo Trump anuncia seu esdrúxulo propósito de anexação do Canadá e da Groenlândia, insultando até aliados clássicos. Ainda em um ano promoveu toda sorte de ataques contra os povos latino-americanos. É a manifestação da própria barbárie, acompanhada pelo silêncio cúmplice ou mesmo pelo apoio de Governos Ocidentais…
A barbárie que se expande, não se limita apenas a atos de guerra injustificados. Expressa-se também pelo completo desrespeito ao direito internacional, as leis, convenções e instituições consolidadas, a exemplo da própria ONU. Importa, ainda, lembrar das graves experiências protagonizadas pelo mesmo Governo em sua primeira gestão. O que se passa com este país por tantos ainda considerado “modelo de democracia”? Semelhante pergunta há de se fazer a todo o Ocidente, por muitos ainda considerado modelo de civilização…
Segue sendo um enorme desafio acompanhar criticamente o presente cenário, dada hegemonia da mídia burguesa (televisão, rádio, jornais, redes digitais), a repercutir o dia todo e todo o dia, as grosseiras mentiras vindas do ocidente. Mesmo assim, graças a “blogs” e canais alternativos (Brasil de Fato, Opera Mundi, Farol Brasil, ICL Notícia, Brasil 247, Rogério Anitablian e outros), conseguimos desmascarar as narrativas mentirosas sustentadas pela mídia burguesa.
No caso específico do Brasil, os fatos resultam ainda mais graves por conta dos estragos profundos causados pelos mais recentes escândalos protagonizados pelas “elites” escravocratas brasileiras. Referimo-nos especialmente aos escândalos do Carbono da “Operação Carbono Oculto”, do escândalo do saque contra os aposentados e pensionistas e do escândalo do Banco Master, por meio dos quais a mídia corporativa faz recair a culpa nos ombros do Governo, em um ano eleitoral…
Como costumamos advertir nossos militantes dos Movimentos Populares, é preciso exercitar constantemente nossa memória histórica dos oprimidos com a qual aprendemos, dia após dia, a fazer leitura crítica - melhor ainda, crítico transformadora - do mundo, o que implica no aprendizado de fazermos uma leitura de mundo, EM PERSPECTIVA HISTÓRICA.
João Pessoa 13 de Março de 2026.
(63 anos após a realização do famoso Comício da Central do Brasil, ápice das manifestações pelas Reformas de Base).