domingo, 18 de outubro de 2026

Acorda Brasil! Ainda é hora! (IX)

 Acorda Brasil! Ainda é hora! (IX)


Alder Júlio Ferreira Calado 


A despeito da persistência do risco eleitoral, já se pode perceber alguma possibilidade, no próximo dia 25/10, de reversão do trágico resultado obtido no primeiro turno das eleições. Graças à conjugação de fatores tais como: as crescentes mobilizações populares pelas ruas do País, a intensificação do uso das redes digitais, as recentes conquistas dos últimos dias, em especial a do fim da jornada de 44 horas, sem redução salarial, podemos, sim, vislumbrar algo positivo, no segundo turno. 


Neste sentido, ao longo desses dias, vimos centrando a atenção na relevância do exercício continuado da memória histórica dos oprimidos, como um caminho eficaz contra o esquecimento e o desdém de nossa história recente, sobretudo no tocante à tragédia de horrores protagonizados pela Ditadura empresarial-militar, que durou tenebrosos 21 anos (1964-1985). 


A este respeito, já tivemos oportunidade de convidar especialmente nossa jovem militância a revisitar relevantes episódios e instrumentos de luta de nossa resistência contra aquele regime tenebroso. Eis por que sugerimos a revisitação de algumas dezenas de filmes e documentários; de jornais e revistas de Esquerda; de livros históricos; de peças teatrais; de  músicas - ferramenta a ser trabalhada principalmente de forma grupal/comunitária, como exercício mais fecundo e de maior alcance no exercício da memória histórica dos oprimidos. Desta feita, nas linhas que seguem, destacamos a importância dos intensos trabalhos realizados - e ainda em curso - pela Comissão Nacional da Verdade, convocada durante o Governo Dilma, feito que não deve ser excluído como um dos fatores de sua deposição pelo golpe de 2016. Os militares nunca aceitaram passivamente a formação da Comissão da Verdade. No que esteve ao alcance deles, trataram de responder com ódio contra a Presidenta.


A vitória eleitoral da Presidenta Dilma Rousseff, inclusive por conta de sua trajetória de militante de Esquerda, na juventude, foi interpretada pelos setores golpistas das Forças Armadas e demais forças da segurança como um gesto de “revanchismo”, o que passou a constituir-se mais um fator de ódio contra as forças de Esquerda, ainda que não representassem qualquer risco de mudança estrutural. As intensas mobilizações de junho de 2013, em grande parte, promovidas por forças da Direita, potencializam tal movimento de rejeição, ao qual os segmentos mais reacionários das Forças Armadas e “auxiliares” se juntariam, com visível protagonismo (restou célebre, por exemplo, o pronunciamento ameaçador feito pelo General Vilas Boas). 


Ainda que passadas mais de quatro décadas, desde a instalação do Golpe de Estado de 1964, sem que quaisquer providências de punição aos responsáveis pela Ditadura, eis que, finalmente, o Governo Dilma decide instituir a Comissão Nacional da Verdade, destinada a apurar as profundas marcas de violência - prisões injustas, banimentos, torturas, ocultação de corpos de presos políticos que a Ditadura fez desaparecer, entre outros crimes - deixadas como legado por aquele regime de terror. Vale enfatizar que, diferentemente do que ocorreu a outros países latino-americanos também golpeados por semelhantes Ditaduras, Governos que não se limitaram a instituir uma mera Comissão da Verdade, mas também avançar, para além da apuração dos crimes cometidos, para medidas de justiça e penalização dos culpados, além de medidas de reparação às vítimas daquele regime, no caso do Brasil, no entanto, a Comissão Nacional da Verdade - formada por diversas sub-comissões nacionais, estaduais e municipais, além de sub-comissões formadas por entidades sindicais, por universidades e outras entidades da sociedade civil brasileira, do campo e da cidade - se limita apenas a mapear as situações de horror, dando publicidade à sociedade. 


Cada vez mais tomamos consciência da necessidade e urgência - principalmente da parte dos jovens - de exercitarmos essa memória histórica, como antídoto ao esquecimento, o que representaria um estímulo à reprodução dos crimes. Portanto, mãos à obra! Prossigamos nossa tarefa de reverter o resultado do primeiro turno. 


Voltamos a insistir no alerta profético contido na carta-mensagem de Dom Frei Luiz Cappio.


João Pessoa, 18 de outubro de 2026.

sábado, 17 de outubro de 2026

Acorda, Brasil! Ainda é hora! (VIII)

 Acorda, Brasil! Ainda é hora! (VIII)


Alder Júlio Ferreira Calado


Aproxima - se o dia 25 data da realização do segundo turno das eleições. Não temos tempo a perder, mantenhamo - nos firmes e vigilantes ainda a tempo de reverter o trágico resultado do primeiro turno. Nesta perspectiva as últimas ocorrências ajudam a restituir nossa esperança. É o que sentimos com as últimas e crescentes manifestações massivas pelo Brasil afora, bem como com a intensa participação de nossas juventudes nas redes digitais e nas ruas. Fortalece - nos, não menos, a recente e acachapante vitória da Emenda Constitucional trazendo o fim da Jornada 6 por 1, sem redução salarial. No entanto, o tempo segue sendo de muita ação e de muito compromisso.


Entre as vozes proféticas que se têm pronunciado contra os riscos de barbárie que corremos citamos a bendita figura de Dom Limacêdo Antônio da Silva, Bispo de Afogados da Ingazeira, no Sertão pernambucano. Sobre a Diocese de Afogados da Ingazeiras, cumpre lembrar sua especial vocação profética, com fundas raízes, por exemplo, em Dom Francisco Austregésilo de Mesquita, um dos 40 bispos signatários do Pacto das Catacumbas, assinado em 16 de Novembro de 1965, pelo qual os signatários se comprometem fortemente pela causa libertadora dos pobres eles próprios tomando a decisão de viverem uma vida próxima de seu povo. É, portanto, com entusiasmo, que tomamos conhecimento do oportuno pronunciamento de Dom Limacêdo. 


Chocado como tantos e tantos de nós, com o resultado ameaçador do primeiro turno das eleições, Dom Limacêdo, a exemplo de Dom Cappio não hesitou em advertir seu povo do sério risco que corremos, com tal resultado apelou para o bom senso dos fiéis, convidando - os a analisarem criticamente, a partir dos fatos de nossa realidade, mostrando que não é tão difícil escolher adequadamente entre os dois projetos em disputa, instando seu povo a rememora tantos ganhos efetivos proporcionados a enorme maioria do País com a efetivação de políticas públicas, aplicadas a diversas esferas de nossa realidade, de um lado. Por outro lado, um pequeno esforço de rememorar aspectos diversos do legado bolsonarista nos permite perceber o tamanho e a gravidade de uma opção pelo desgoverno bolsonarista. 


Convêm destacar, a seguir, trechos do pronunciamento feito por Dom Limacêdo:

“... O que está em jogo não são só duas pessoas é um modelo de sociedade atenção: é muito mais amplo do que duas pessoas, minha gente! ou dois ou três partidos é o nosso futuro. Digo sem medo de dizer isto. Tenho a responsabilidade. Corremos o risco de enfrentar uma Ditadura, não tenho medo de dizer isto. Se não o dissesse, eu estaria pecando diante de Deus e de você eu que sou Pastor desta Diocese, não posso me dispensar de dizer este anúncio. Eu não seria fiel ao que prometi quando fui ordenado Padre e quando fui ordenado Bispo a palavra de Deus não nos tira da História, não nos tira da Terra, não nos tira da vida. Pelo contrário. Nos coloca mais profundamente, porque “a quem muito foi dado muito será pedido, cobrado” e no meu caso, também vai ser muito cobrado. Reflitamos com simplicidade, sem paixão, com raciocínio”.


Não desprezemos estas vozes proféticas. Mantenhamos - nos mobilizados, em busca de evitar nova tragédia para o brasil, não bastasse a que amargamos, durante o desgoverno Bolsonaro: como esquecer a monstruosidade de seus gestos e de suas palavras de desprezo e de chacota contra as milhares de vítimas da Covid - 19? A hora é de ação!. Na sequência, voltamos a reproduzir a carta - mensagem de Dom Frei Luiz Cappio.


João Pessoa, 17 de Outubro de 2026.


Eis a íntegra da carta - mensagem de Dom Cappio.


“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, peço limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Vote contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas as vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).”  

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.

PAZ E BEM!"           


    



quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Acorda Brasil! Ainda é hora! (VII)

 Acorda Brasil! Ainda é hora! (VII)


Alder Júlio Ferreira Calado 


As intensas e massivas mobilizações populares dos últimos dias, em tantas cidades e capitais e nas diversas regiões, nos trazem de volta a esperança de que, SIM, ainda há tempo de revertermos, no segundo turno, o pavoroso resultado do primeiro turno. Quem quer que acompanhe as redes digitais e os canais alternativos, nos dias mais recentes, pode constatar os sinais alvissareiros do retorno em massa, sobretudo dos jovens - mulheres e homens - às ruas. Não obstante tal realidade, a mídia hegemônica continua silenciando ou minimamente dando cobertura a tais manifestações que invadem as ruas do Brasil. Não poucos veículos da mídia corporativa chegam ao despautério de reduzir essas manifestações massivas a incidentes minúsculos, completamente descontextualizados, como se fossem os retratos exclusivos de tais manifestações. 


Tem razão de sobra a jovem militância: temos que assumir o protagonismo popular, nas redes digitais e principalmente nas ruas - e para além do processo eleitoral, focando pontos essenciais da pauta da imensa maioria do Povo brasieliro: o fim da escala 6 por 1, o compromisso com políticas públicas urgentes, sem nos deixarmos intimidar pelas exigências descabidas do tenebroso Mercado, sempre preocupado com reduzir a destinação do orçamento aos seus verdadeiros destinatários, em proveito da infinita acumulação de suas riquezas.  


Reconfortados pelo exercício da memória histórica dos oprimidos, inclusive no tocante às diversas formas de resistências à Ditadura empresarial - Militar (1964 - 1985), sigamos fazendo a nossa parte, tanto protagonizando nossa militância nas redes digitais quanto sobretudo mediante as manifestações de rua, de modo a pressionar, também na Câmara e no Senado, em defesa de nossa pauta - pela nossa soberania, contra as perversidades do agronegócio, pela proteção socioambiental, por medidas mais eficazes contra o feminicídio e contra as múltiplas formas de violência contra as Mulheres, contra a pauperização dos pobres, dos pretos e dos periféricos em defesa das numerosas vitimas da homofobia, dos sem - terra, dos sem - teto, de nossas populações indígenas, camponesas e operárias. 

Ainda é hora de revertermos o resultado desastroso do primeiro turno! Mãos à obra! Neste sentido, como prometido, insistimos na cuidadosa leitura da profética carta mensagem de Dom Frei Luiz Cappio, Bispo emérito de Barra - BA. 


João Pessoa, 14 de Outubro de 2026.


Eis a íntegra da carta mensagem de Dom Cappio.

“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, pelo limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.


PAZ E BEM!

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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Acorda Brasil! Ainda é tempo! (VI)

Acorda Brasil! Ainda é tempo! (VI)


Alder Júlio Ferreira Calado 


Para além do processo eleitoral ainda em disputa, resulta fortemente esperançadora a retomada das mobilizações massivas em escala nacional protagonizadas principalmente pelos jovens militantes - mulheres e homens. Nestes últimos dias, com efeito, a despeito da vergonhosa omissão da mídia hegemônica, em cobrir as grandes manifestações, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em diversos outros estados de outras regiões brasileiras pudemos constatar uma enorme manifestação popular, em vista de reverter o resultado ameaçador do primeiro turno das eleições. Angustiava-nos profundamente a passividade, com algumas exceções de nossa população, constituída, em sua enorme maioria dos segmentos mais empobrecidos, diante das ameaças deletérias do retorno do Bolsonarismo, com todo o seu histórico de devastações cometidas contra a população brasileira, em sua enorme maioria.


Não obstante o curto espaço de tempo - 12 dias! - para a realização do 2º turno eleitoral, com essas mobilizações, com o maior engajamento de nossa militância, nas redes digitais e com nossa luta continuada pelo fim da escala 6 por 1 além do nosso compromisso de sensibilizar parte expressiva das eleitoras e eleitores, para que vote no segundo turno, aumenta nossa esperança em evitar a tragédia bolsonarista. Mãos à obra! Nesta mesma esteira, também vale a pena seguir exercitando a memória histórica, especialmente acerca das multiformes manifestações de resistência popular à Ditadura empresarial-militar, que felicitaram por tenebrosos 21 anos o Povo brasileiro.  


É-nos reconfortante, a este propósito rememorar, ainda que de passagem, a enorme força de resistência cumprida pelas várias manifestações artísticas, a exemplo da música, do teatro, das “charges”, que conseguiam vencer a cerrada vigilância da censura do regime. A título de ilustração, lembramos a importância subversiva do teatro do oprimido bem como de tantas outras peças teatrais contra o regime. Por sua vez, a música popular brasileira MPB, inclusive por meios de seus festivais, representou uma relevante coluna de resistência, haja vista músicas tais como: “Para não dizer que não falei de flores” (música composta por Geraldo Vandré, música mais conhecida como “Vêm, vamos embora”), “Cálice", "Meu caro amigo" e "Apesar de você”, de autoria de Chico Buarque, só para mencionar alguns exemplos. No campo da poesia, também encontramos um terreno fértil de resistência, graças à genialidade de nossos poetas - homens e mulheres.


Alimentados pela memória histórica dos oprimidos, mantenhamos firmes e fortalecidos nossos compromissos de evitar o retorno - menos ainda pelo voto - àquele regime tirânico. Como temos feito, em textos anteriores, voltamos a reproduzir a profética carta - mensagem de Dom Frei Luiz Cappio, Bispo emérito de Barra - BA.


João Pessoa, 13 de Outubro de 2026.


Rei-leiamos a íntegra da carta-mensagem de Dom Cappio.


“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, peço limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Vote contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas as vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos)”. 

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos”.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.

PAZ E BEM!



   


  

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Acorda, Brasil! Ainda é tempo! (V)

 Acorda, Brasil! Ainda é tempo! (V)


Alder Júlio de Freitas Calado


Consola-nos perceber, pelas notícias mais recentes, o maior empenho, sobretudo da parte dos jovens na mobilização em busca de reverter no segundo turno, o resultado do primeiro. Não temos outra saída. Diante da gravíssima ameaça de barbárie que pesa sobre nós - imensa maioria do povo brasileiro -, temos mesmo é que reforçar o processo de mobilização, nas diversas regiões do País. Cobrem - nos de esperança as mobilizações populares, animadas sobretudo pelos jovens, de Norte a Sul do País, a exemplo do que se deu, ontem, em são Paulo, reunindo em torno de 1 milhão de pessoas, enquanto hoje estão previstas outras manifestações populares, como a do Rio de Janeiro. É a hora da virada, que deve prosseguir até a vitória eleitoral, em 25 de Outubro. Nesse sentido, são diversos os caminhos e iniciativas a serem tomados, desde a intensificação do uso das redes digitais, passando pelos movimentos de rua, pela intensificação de visitas ou contatos com familiares, com colegas, com pessoas e grupos do nosso entorno e até pessoas desconhecidas… São múltiplas as vias e possibilidades de nossa atuação, nestas últimas semanas.


Nestas breves linhas, tratamos de insistir no potencial revolucionário do exercício da memória histórica. Um povo que ignora ou menospreza sua história e sua memória, está condenado a reproduzir e inclusive seus erros mais graves. E o que pode suceder a um enorme número de concidadãos e concidadãs - especialmente os mais jovens, caso cometamos o despropósito de olvidar a tragédia tenebrosa da Ditadura Empresarial Militar (tanto a do Brasil quanto a de outros países latinos americanos). Resulta significativo constatar a expansão da onda fascista, inclusive na América Latina. Nós já sabemos onde isto tem levado. Basta examinar oque vem acontecendo na Argentina de Milei. O gigantesco empobrecimento da população, promovido por Milei, não por acaso homenageado pelo Bolsonarismo…


Eis porque nos últimos meses, decidimos revisitar uma dezenas de filmes acerca dos horrores cometidos pelos agentes da Ditadura contra milhares de brasileiros e brasileiras, por meio de uma extensa diversidade de crimes: abolição da constituição vigente fechamento ou controle ditatorial do Congresso, controle do judiciário, cassações e prisões arbitrárias de governadores de parlamentares, de estudantes, de lideranças sindicais, de professores, estabelecimento da tortura de presos politicos (a tortura de presos pobres infelizmente sempre foi, e continua sendo uma constante em nosso País). Em busca de incentivar um tal exercício da memória histórica convém mencionar, como sugestão, pelo menos alguns títulos de alguns acerca deste tempo tenebroso, que somos todos instados a evitar. Mencionamos, sem ordem cronológica, apenas alguns como ilustração:

“Cabra marcado pra morrer”;

“O dia que durou 21 anos”;

“Pra frente, Brasil”; 

“Que é isso companheiro?”;

“Batismo de sangue”; 

“Marighella”;

“Lamarca”;

Zuzu Angel”;

“Em busca de Iara”

“Ainda estou aqui”...


Como prometido, cuidamos, mais uma vez convidá - las, convidá - los, especialmente neste dia 12 de Outubro, festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, a carta profética escrita por Dom Luiz Cappio, Bispo emérito de Barra - BA. 


João Pessoa, 12 de Outubro de 2026  


Eis a íntegra da carta mensagem de Dom Cappio.


“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, pelo limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.

PAZ E BEM!


   

 

sábado, 10 de outubro de 2026

Acorda Brasil! ainda é hora IV

 Acorda Brasil! ainda é hora IV 


Alder Júlio Ferreira Calado 


O número exagerado dos que não compareceram à votação no primeiro turno das eleições constitui nosso alvo predileto de conversações, visando a mudar o rumo e evitar que aconteça o pior: o retorno do Bolsonarismo ao comando do País. Certos de que o Povo brasileiro, em sua maioria, não aceita a barbárie, mantenhamos viva a esperança na luta pela vida contra a morte; pela justiça contra a iniquidade; pela sabedoria; e contra a ignorância; pela Democracia e contra a barbárie; pelo respeito à diversidade contra o pensamento único; pela ciência contra o negacionismo; pelas vítimas de preconceitos e injustiças e violências contra os algozes dos pretos, pobres e periféricos; pelo amor ao Planeta e contra seus devastadores; pelos amantes da Nação brasileira e contra seus traidores…


Custa-nos imaginar que tenhamos chegado a este nível de perversidade. E mais ainda: com a contribuição de milhões das próprias vítimas de tais perversidades. É inacreditável mas, ainda há tempo de evitarmos esta tragédia. Neste sentido, somos todos chamados a pôr mãos à obra de diferentes maneiras, conforme as possibilidades de cada um, de cada uma. Quem atua bem na mídia digital e nas redes, multiplique seu trabalho, quem conhece gente desanimada e que não tenha ido votar trate de entrar em contato pessoal com essas pessoas. Inclusive, na esfera familiar, a despeito de eventuais contrariedades há de encontrar, da parte de tantos e tantas, guarida para seus argumentos. 


Ao mesmo tempo, importa assegurar tempo diário para acompanhar o desenrolar da campanha, acompanhando atentamente os canais alternativos de informação: o ICL (https://icl.com.br/), o Brasil de Fato (https://www.brasildefato.com.br/), o Opera Mundi (https://operamundi.uol.com.br/), especialmente com Breno Altman (https://www.youtube.com/results?search_query=Breno+Altman+Opera+Mundi), Brasil 247 (https://www.brasil247.com/), o canal de Jones Manoel - Farol Brasil (https://www.youtube.com/@JonesManoel), Revista Fórum (https://revistaforum.com.br/), Outras Palavras (https://outraspalavras.net/), Tese 11, de Sabrina Fernandes (https://youtube.com/@teseonze?si=M9g16r7_TJl_GcQW), TVT (https://www.tvt.org.br/), Radar da Virada (https://radardavirada.pages.dev), Foro de Teresina (https://open.spotify.com/show/04bTe3UuVaZVDKV9ORFN4Y), podcast disponível no Spotify, e Medo e Delírio em Brasília (https://medoedelirioembrasilia.wordpress.com/), entre tantos outros, sempre com o cuidado redobrado de não nos deixarmos influenciar acriticamente pela mídia hegemônica.


De fato, caso vingasse a tragédia arquitetada pelos plutocratas do nosso País, estariam comprometidas conquistas trabalhistas conseguidas a duras penas, em favor de apenas 1% da população brasileira; estariam fortemente ameaçadas conquistas tais como: o SUS, a do aumento real do salário mínimo, a do próprio 13º salário, a da aposentadoria bastante combalida a dos benefícios sociais para os pobres, a das Universidades e da Educação em geral, a das liberdades sociais, entre outras. Diante de tão horrendas ameaças, vale a pena escutarmos vozes proféticas tal como a carta-mensagem escrita por Dom Frei Luiz Cappio, Bispo emérito de Barra-BA, que voltamos a reproduzir, convidando-os/as a tomarem a sério suas advertências. 


João Pessoa, 10 de Outubro de 2026


Segue mais uma vez, a íntegra da carta - mensagem de Dom Frei Cappio 


“"Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacam professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, peço limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.

PAZ E BEM!


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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

 

Acorda, Brasil! ainda é hora (III)


Alder Júlio Ferreira Calado 


Não vale a pena apostar no pior. A gente colhe o que planta. Seguir votando na extrema Direita, já tendo ciência dos seus amargos frutos, resulta em ato de desespero e de suicido. Basta rememorar os feitos do Governo Bolsonaro: descompromisso com a verdade, elogio a torturadores e à Ditadura Militar, desprezo pelos negros, preconceito contra as mulheres e as vitimas de homofobia, devastação ambiental negação da ciencia, perseguição aos povos indígenas, ultra - proteção aos seus familiares, desinvestimento na saúde e na educação, gestão desastrosa no tempo de pandemia, isolamento internacional e coisas semelhantes constituem as principais marcas do seu desgoverno. 


Também conhecemos as práticas de seus filhos, todos apresentando um currículo devastador, inclusive o atual candidato a presidente do país, cercado das mais graves denúncias de enriquecimento ilícito. Por que, então, escolher tal candidato? Por mais que você não goste do presidente Lula, uma simples comparação entre esses dois candidatos em pauta é suficiente para evitar o caos em que a sociedade brasileira mergulharia com a eleição de tão funesto candidato. Outro alerta: uma leitura atenta de seu programa de Governo é suficiente para se ter uma ideia do que ali é prometido, ainda que de forma disfarçada… preocupante é sua promessa de fazer mudança na constituição, inclusive prometendo aumentar o tempo do seu mandato presidencial, se eleito. Ele e seus apoiadores prometeram votar contra o fim da escala 6 por 1, grande parte dos  Países já reduziu a escala de trabalho para aquém das 40 horas, sem redução salarial. Trata - se como se vê percebe, de um candidato comprometido apenas com os ricos, e desprezando os pobres. È hora de despertar desse pesadelo. Neste sentido, como prometido, vamos reproduzir a carta mensagem de Dom Frei Luiz Cappio, que nos alerta com detalhes a não votarmos em Flávio Bolsonaro, no segundo turno.  


João Pessoa, 09 de Outubro de 2026. 


Eis, de novo a íntegra da carta mensagem de Dom Cappio. 


“Não é de meu feitio pronunciar-me em matéria de política. Mas diante do momento tenso que estamos vivendo em nossa pátria, às vésperas das eleições, sinto-me no dever de consciência de fazê-lo por amor ao Brasil e ao povo brasileiro, meus irmãos e minhas irmãs. Envio-lhes um texto de excelente lucidez:”

"Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, peço limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos)”.

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.

PAZ E BEM!