sexta-feira, 13 de março de 2026

A escalada da barbárie americano-sionista pelo mundo: até quando?

A escalada da barbárie americano-sionista pelo mundo: até quando?


Alder Júlio Ferreira Calado 


Proliferam os sinais de terror e barbárie pelo mundo, disseminados pela liderança dos Estados Unidos em conluio com o Governo sionista de Israel. Mais uma vez, contra o Irã, pretextando um plano do Governo iraniano de fabricar ameaçadores artefatos nucleares. Menos de 8 meses da agressão que estes mesmos países fizeram contra o Irã, eles voltam a atacá-lo, inclusive em meio a negociações em que estavam envolvidos, demonstrando sua sanha beligerante. E mais uma vez, em conluio com o Governo de Israel. 


Em geral, os países do Ocidente, ainda que saibam da fúria dos agressores, oscilam entre o silêncio cúmplice e o apoio efetivo aos agressores. E assim procedem, mesmo assistindo passivamente a toda a uma série graves e crescente de violações cometidas pelos Governo do Estados Unidos e de Israel, tanto no Oriente Médio (contra os Palestinos, contra o Líbano, contra a Síria e outros da região) e na América Latina e no Caribe (contra a Venezuela, contra a Colômbia, contra Cuba…) sem esquecermos dezenas de embarcações bombardeadas pelo Governo dos Estados Unidos, a pretexto de combater o narco terrorismo, agressões das quais já resultaram mais de 100 assassinatos impunes…


Em apenas 1 ano de desgoverno o novo Hitler tem protagonizado sucessivos atos de barbárie em todo o mundo. Iniciou pela imposição de taxas escandalosas sobre os produtos comercializados com dezenas de países mundo afora, descumprindo às escâncaras, as mais elementares leis do comércio internacional, desorganizando assim as economias de vários povos. Não satisfeito, o Governo Trump anuncia seu esdrúxulo propósito de anexação do Canadá e da Groenlândia, insultando até aliados clássicos. Ainda em um ano promoveu toda sorte de ataques contra os povos latino-americanos. É a manifestação da própria barbárie, acompanhada pelo silêncio cúmplice ou mesmo pelo apoio de Governos Ocidentais…             


A barbárie que se expande, não se limita apenas a atos de guerra injustificados. Expressa-se também pelo completo desrespeito ao direito internacional, as leis,  convenções e instituições consolidadas, a exemplo da própria ONU. Importa, ainda, lembrar das graves experiências protagonizadas pelo mesmo Governo em sua primeira gestão. O que se passa com este país por tantos ainda considerado “modelo de democracia”? Semelhante pergunta há de se fazer a todo o Ocidente, por muitos ainda considerado modelo de civilização… 


Segue sendo um enorme desafio acompanhar criticamente o presente cenário, dada hegemonia da mídia burguesa (televisão, rádio, jornais, redes digitais), a repercutir o dia todo e todo o dia, as grosseiras mentiras vindas do ocidente. Mesmo assim, graças a “blogs” e canais alternativos (Brasil de Fato, Opera Mundi, Farol Brasil, ICL Notícia, Brasil 247, Rogério Anitablian e outros), conseguimos desmascarar as narrativas mentirosas sustentadas pela mídia burguesa. 


No caso específico do Brasil, os fatos resultam ainda mais graves por conta dos estragos profundos causados pelos mais recentes escândalos protagonizados pelas “elites” escravocratas brasileiras. Referimo-nos especialmente aos escândalos do Carbono da “Operação Carbono Oculto”, do escândalo do saque contra os aposentados e pensionistas e do escândalo do Banco Master, por meio dos quais a mídia corporativa faz recair a culpa nos ombros do Governo, em um ano eleitoral… 


Como costumamos advertir nossos militantes dos Movimentos Populares, é preciso exercitar constantemente nossa memória histórica dos oprimidos com a qual aprendemos, dia após dia, a fazer leitura crítica - melhor ainda, crítico transformadora - do mundo, o que implica no aprendizado de fazermos uma leitura de mundo, EM PERSPECTIVA HISTÓRICA.


João Pessoa 13 de Março de 2026.


(63 anos após a realização do famoso Comício da Central do Brasil, ápice das manifestações pelas Reformas de Base).

segunda-feira, 9 de março de 2026

O Império Sionista ataca o Irã Que resiste, com bravura,e faz estragos

 O Império Sionista ataca o Irã 

Que resiste, com bravura,e faz estragos 


Alder Júlio Ferreira Calado


Já no décimo dia de ataques

Donald Trump e Israel agridem o Irã


Nove meses após o último ataque

O Império sionista volta ao terror 


Das maiores potências militares 

O Irã se defende heroicamente


Atacando Israel e aliados 

Bombardeia várias bases militares


Por Estados Unidos instaladas

Em diversos Países do Golfo Pérsico    


Os Estados Unidos e Israel

Outra vez fazem guerra contra o Irã 


Quem se põe a matar Nações e Povos 

Colherá seu fruto amargamente  


Toda mídia hegemônica só repete 

As mentiras do Império sobre o Irã 


Violência, mentira e hipocrisia 

Eis o “ethos” do Império Ocidental


Esta sanha assassina, quem deterá?

Pois Império nenhum é para sempre 


Os países do Médio Oriente 

Mesmo sendo muçulmanos, apoiam o Império 


Os países do Ocidente, submissos ao Império 

Com alguma exceção a esta regra 


Revoltante é a mídia hegemônica 

Repercute as mentiras do Império 


É urgente seguir canais de Esquerda:

Opera Mundi, Farol, Brasil de Fato…


Diferente da estratégia Venezuelana 

O Irã não aceita conciliar 


À estratégia prudencial, eu não adiro 

Eticamente é ambígua, ineficaz 


Não bastasse sua Ética duvidosa 

Têm efeito pedagógico desastroso 


João Pessoa, 09 de Março de 2026    

 


 


  


quinta-feira, 5 de março de 2026

Penduricalhos: a ponta do “iceberg”

Penduricalhos: a ponta do “iceberg”


Alder Júlio Ferreira Calado


Dá-se o nome de “penduricalhos” às múltiplas formas de acréscimo à remuneração de setores privilegiados dos Servidores Públicos (federais, estaduais e municipais), especialmente do Judiciário e do Legislativo. Nas linhas que seguem cuidaremos de examinar, brevemente, o caso do Judiciário e do Ministério Público Federal, dos Tribunais de Conta Federais e Estaduais e assemelhados. De acordo com a Constituição Federal, em vigor, a ninguém do Serviço Público é permitido receber uma remuneração maior do que a de um Ministro do STF (cf. Constituição Federal, Art. 37, Inciso XI). Ocorre, no entanto, que tal preceito vem sendo flagrantemente descumprido, graças aos famigerados “penduricalhos". Um número considerável de membros do Judiciário e outros atuando na esfera da Justiça vêm sendo remunerados muito acima do teto constitucional. Estima-se que, somente em 2025, lhes tenham sido destinados em torno de 10 bilhões de reais.


Têm sido frequentes, ao longo de anos, as queixas contra os chamados “penduricalhos”, uma constante nos diversos aparelhos do Estado brasieliro, alcançando várias esferas do Estado: o Legislativo, o Judiciário, o Executivo, inclusive o aparelho repressivo. No momento, ecoam mais estridentes os escândalos no Judiciário. Em clara afronta aos ditames constitucionais, que limitam os vencimentos de todos os servidores públicos ao valor dos proventos dos magistrados do STF - atualmente, 46.366,19 Reais. Apesar deste limite, são centenas de aberrantes descumprimento. Magistrados há - às centenas - que recebem até mais de três ou quatro vezes este valor, pretextando estranhas indenizações com claro propósito de auferirem privilégios inaceitáveis.

 

Em 2025, os magistrados brasileiros receberam, em média, em torno de 81.000 Reais por mês, descumprindo fortemente o teto constitucional - de pouco mais de 46.000 Reais. Tal descumprimento tem se estendido durante anos a fio por conta dos “penduricalhos”. Pelo menos desde 2005, dadas as pressões da opinião pública, os magistrados e o Ministério Público Federal prometem corrigir, e o fazem reivindicando o aumento de seus proventos básicos. Mas, anos depois, voltam a inventar novos penduricalhos. Sempre com pretextos jurídicos para embasar suas pretensões.


O escândalo dos “penduricalhos” constitui apenas a ponta do “iceberg” da natureza classista do Estado burguês. Com efeito, longe de uma Democracia, o Estado burguês se revela, cada vez mais um mostruário de rapina em favor da classe dominante, da qual fazem parte os aparelhos de Estado, a sugarem, de múltiplas formas as riquezas da Nação, em claro desfavor das classes populares, que constituem a enorme maioria do nosso povo. Os diversos escândalos recentemente noticiados - o revelado pela “Operação Carbono Oculto”, o do INSS e o do Banco Master - por exemplo.


Sem deixarmos de fiscalizar e combater estas e outras aberrações, somos também instados a perseguir as raízes históricas mais profundas sobre as quais repousa o modo de produção, de consumo e de gestão societal, que continua infelizmente regendo os destinos de nossa sociedade. Até quando? Isto vai depender de nossa capacidade organizativa, formativa e de lutas, condição que vamos adquirindo graças ao fortalecimento das forças sociais, principalmente os Movimentos Sociais Populares que trabalham com uma perspectiva de construção de uma sociedade alternativa à barbárie capitalista.


João Pessoa, 05 de Março de 2026


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

As Mulheres na sociedade e nas Igrejas



Alder Júlio Ferreira Calado 


Ontem, 25/02/2026, finalmente chegou a termo o julgamento pelo STF dos responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco. Antes tarde do que nunca! Mesmo sabendo que isto não traz de volta Marielle ao nosso convívio. Dada a urgência do que segue acontecendo contra as Mulheres, em situações limite, sentimo-nos instados a juntar nossa voz às de tantas e tantos que também ousam denunciar os horrores patriarcais de que continuam sendo vítimas, cada dia, as Mulheres, no Brasil e no mundo. No caso do Brasil, registram as estatísticas a ocorrência de quatro feminicídios por dia e de 187 casos de violências praticadas contra as Mulheres. Basta de tanta violência!


Nas linhas que seguem, cuidamos de refletir e de problematizar tais ocorrências, examinando brevemente parte expressiva de suas raízes históricas profundamente fincadas na sociedade e nas Igrejas cristãs, trazendo questões incômodas, seja no campo societal seja na esfera eclesiástica. Neste sentido, propomos a nossa reflexão crítica questionamentos tais como:


  • Nos serviços caseiros, que testemunho, nós homens, damos no assumir em pé de igualdade os trabalhos caseiros?

  • Em nosso cotidiano, como nós, mulheres e homens, educamos nossas filhas e filhos? 

  • Nas tarefas caseiras que tarefas lhes confiamos? 

  • Reproduzimos o comportamento patriarcalista, reservando, somente a elas, às filhas, tarefas como varrer a casa, fazer faxina, cozinhar, lavar roupa, servir a mesa, entre outras? Enquanto poupamos os filhos dessas mesmas tarefas?

  • No tocante aos estudos, asseguramos  oportunidades iguais aos filhos e filhas?

  • Nas escolhas profissionais, são iguais os critérios que recomendamos/sugerimos às filhas e aos filhos, ajudando-as/os em sua livre escolha profissional?


No campo do exercício da memória histórica dos oprimidos 


  • Tanto nós quanto nossas filhas e filhos temos tido o cuidado de acompanhar criticamente no dia a dia os fatos e acontecimentos principais, no mundo, na América Latina e no Brasil, em busca de uma compreensão mais atenta dos principais desafios que estão em jogo? 

  • Para nos informarmos sobre tal realidade, nos limitamos a ver/ouvir a televisão, o rádio e os jornais comuns - fontes alimentadas pela classe dominante, ou temos tido o cuidado de acompanhar, também, e sobretudo, canais, blogs, e fontes alternativas à ideologia dominante? 

  • Temos reservado a cada dia, a cada semana, um tempo de leitura (pessoal ou comunitária) sobre temas relevantes, como condição de formação contínua, capaz de nos ajudar a avançar na compreensão crítica e na intervenção na realidade? 

  • Temos buscado entender melhor nossas raízes históricas escravagistas e de lutas libertárias travadas por dezenas de movimentos populares, no mundo, na América Latina, no Brasil e no Nordeste? 

  • Participamos, DE FORMA CONTINUADA, de Grupos ou de Movimentos Populares exercitando nossa resistência e nosso enfrentamento a todo tipo opressão, de exploração e de marginalização?


Eis apenas algumas indagações, com o propósito de nos engajarmos nesses embates do cotidiano. 


João Pessoa 26 de Fevereiro de 2026        


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Banco Master tem múltiplas camadas Repercute cada vez mais amplamente

Banco Master tem múltiplas camadas 

Repercute cada vez mais amplamente 


Alder Júlio Ferreira Calado 


Gigantesco o escândalo Banco Master

Envolvendo os Poderes da República 


BRB representa só a ponta 

De um extenso e corrosivo “Iceberg” 


Tem camadas diversas, o caso Master 

Cada uma mais grave do que a outra 


Nas diversas esferas de Poder 

Econômica, política, judiciária 


Se o termo “Supremo” é hiperbólico 

Há quem dele se sirva em causa própria 


Poucos fatos provocam tanta dor

Que tropeço de amigos, em horas críticas 


São diversos os atores implicados 

Quase em todas esferas de Poder 


As pesquisas têm peso decisivo 

Facilmente iludem os eleitores 


Delas usam e abusam os cleptocratas 

Funcionam qual alavanca ideológica 


Só os grupos mais ricos as promovem 

Pois apostam na ilusão dos eleitores 


Excluídos acabam dando o voto 

Como em uma corrida de cavalo…


Gangrenada a Ética dos Poderes 

Inclusive em casos da Justiça 


Que justiça omissa, a do Império 

Quase nunca punindo os poderosos…


Mantêm forte o massacre sobre Gaza 

Com o apoio contínuo do Império


Do Ensino que é Público Federal 

Saem “grandes” figuras da República


E em vez de servir sua Nação 

Locupletam-se de sua autoridade 


Caso Toffoli não é raro acontecer 

No cenário da Justiça brasileira


E se raro vem a lume, é porque

São blindados, não raro, a sete chaves 


Muito embora afirmando o contrário 

Seus processos têm capa, quando julgam…


Vários deles têm algo em comum

O fascínio do Poder e do dinheiro  


A despeito de algumas exceções

Aparelhos do Estado enganam muito 


Isto vale também para a Justiça 

Minoria os que agem de boa fé


Não bastassem seis décadas de bloqueio 

O Império asfixia Povo Cubano  


Se o Império exagera em seus cuidados 

Contra Cuba, uma ilha tão minúscula 


É porque têm certeza da bravura

De um Povo cuja história impoẽm respeito


Outra vez o Irã ameaçado

O Império não quer que o Irã avance… 


É dever do Brasil ser solidário

Aos países que sofrem perseguição 


Agir mais firmemente contra o Império 

Que ataca os Latino - Americanos 


A Direita incrimina o STF

Pelas suas qualidades, não por suas falhas 


É preciso, contudo, ter presentes 

Seus defeitos são tantos, reconheçamos!


Assim como Zanin e Cármen Lúcia 

Flávio Dino aprecia Moral Pública  


Mas, nem todos Ministros são assim:

Uma parte locupleta-se do seu cargo…  


É urgente acabar penduricalhos 

Que excedam o teto salarial! 


Que o Irã não recue um só milímetro

Do seu plano nuclear pra fins pacíficos  


Todo apoio aos grevistas Argentinos 

Contra ataques letais aos seus direitos!


João Pessoa, 19 de Fevereiro de 2026.


    



 



 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Compartilho alguns motes preciosos Da Poesia sertaneja ao nosso alcance

Compartilho alguns motes preciosos

Da Poesia sertaneja ao nosso alcance 


Alder Júlio Ferreira Calado 


Esses dias passei a fruir mais

As delícias da Poesia sertaneja

Que estética sublime ela enseja!

Sobretudo o encanto, o Repente traz

Nos levando a êxtase e muita paz

Compartilho desta arte alguns traços

A chegarem aos ouvidos, eu lhes faço

Alguns motes de Poesias extraídos

De alguns repentistas, eu convido

A fluir docemente, sem embaraço. 


O repente é uma arte genial!

Que articula vários fios - os mais diversos

Primeiro: o poeta - este universo

Instantâneo, faz mover todo um caudal

Operando rima, métrica, por igual

Variando de gêneros - são dezenas!

E o assunto na hora, concatena

A exigir criativa prontidão

Desafio enfrentando - nada em vão

Repentista - eis sua típica cena. 


De Ivanildo Vila Nova, Severino Feitosa e outros repentistas:

“A história fará sua homenagem

A figura de Antonio Conselheiro” 


“Não há quem saiba o seu dia

Mas todos sabem que vão” 


“Se caísse uma chuva de alimentos

Não enchia a panela da pobreza” 


“A marreta da morte é tão pesada

Que a pedreira da vida não aguenta” 


João Pessoa, 17 de fevereiro de 2026.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Os valores humanos dão marcha à ré Resistência se faz, a duras penas

Os valores humanos dão marcha à ré / Resistência se faz, a duras penas 


Alder Júlio Ferreira Calado 


Há três décadas atrás, eu não creria 

No que hoje se passa, em nosso mundo 


Os desejos dos granfinos são macabros:

È o caso de Jeffrey Epstein

 

Com Maduro mantido sequestrado 

Presidente interina “visita” Trump… 


“Dialogar” com o antagônico virou moda:

Impossível servir a dois senhores… 


Não me sinto capaz de “engolir”

Essa tal “estratégia prudencial” 


Ou se faz um diálogo entre surdos 

Ou se rende à proposta do tirano  


De cedência em cedência, acabarei 

Transigindo princípios axiais  


Se assim se comportam os dirigentes 

Como irão se portar os comandados?


Tribunal suspendeu penduricários 

De ordenados que ultrapassam teto legal 


Quem se informa tão só em fonte única 

Não aprende jamais a discernir 


Quem não liga os fatos, no dia a dia 

Não percebe o miolo do real 


Isto ocorre a quem vê grande mídia 

Sem seguir os canais alternativos 


Dentre estes, vale a pena conferir: 

“Opera Mundi”, ICL, Farol Brasil 


Brasil de Fato, também 247 

Sugerimos ainda “podcasts”:


Como o Foro de teresina e sua Revista 

Sugerimos ainda outros mais  


Não esqueçam de ver, as sextas - feiras 

O tal “Medo e delírio em Brasília”


Lá no baixo Tapajós, índios protestam

Em defesa do rio ameaçado 


Solidários, também nós protestamos

Que o governo recue em seu intento!


Segue a luta contra a escala 6X1

Que, no mínimo, ela seja 5x2

 

João Pessoa, 10 de Fevereiro de 2026 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Com a Direita expandindo-se pelo mundo Nós marchamos sob o fio da navalha…

Com a Direita expandindo-se pelo mundo
Nós marchamos sob o fio da navalha… 


Alder Júlio Ferreira Calado 


Quando a ética não rege nossas práticas 
Lei nenhuma garante retidão 

Quem errar na análise, erra na ação 
Que também adotemos tal critério

Tal princípio é útil mesmo quando
Nós estamos sujeitos a equívocos 

Banco Master, no centro da berlinda:
Maior fraude bancária no Brasil

Mesmo quando enriquecem com o Governo,
Financistas preferem a ultra-Direita…

Isto ocorre também com o Centrão 
Só lhe importa “surfar” com os “de cima”

Para lograr interesses hegemônicos
Não hesita em apelar a caminhos torpes 

Não existe Direita “Democrática”
Razoável é chamá-la Liberal    

Obscena é a cena republicana 
Envolvendo os Poderes mais e mais…

Nem o passado defendemos como eram
Nem queremos o presente como está!

Como a Mídia se porta com o Governo?
Exagera suas falhas, oculta avanços…

Contra-sensos são frequentes na imprensa:
A Direita Democrática é um deles 

Quer a CIA conversar com a PF:
Nada útil nos sobra deste “papo”...

Portfólio da CIA e só de crimes
Nada temos a ver com este órgão 

Já seis décadas e meia, dura o bloqueio 
Que o Império mantém contra os Cubano

Mais apoio nos cabe a brava ilha
Os cubanos resistem tenazmente  

Muito em breve, China lança sua moeda 
Qual moeda de reserva mundial 


João Pessoa, 5 de fevereiro de 2026.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Subsídios para o primeiro encontro da Escola de Formação Missionária de João Pessoa, em sua retomada

Subsídios para o primeiro encontro da Escola de Formação Missionária de João Pessoa, em sua retomada


Como temos compartilhado, a Escola de Formação Missionária de João Pessoa, antes com sede em Santa Fé, Solânea-PB, cujas atividades foram encerradas em 2025, está sendo retomada, a partir do final de junho/primeira semana de julho de 2026, no Alto do Mateus, em João Pessoa, graças ao acordo firmado com a Comunidade Padre Mazza. Neste sentido, já fizemos circular um “folder”, elaborado por uma Equipe animada por Claudemir Silva e Ulisses, do qual provavelmente todos tomaram conhecimento.


Dentre as diversas tarefas suscitadas por esta retomada, figura o compromisso de compartilharmos alguns subsídios a serem trabalhados por ocasião da retomada de nossa escola.


Começamos por explicitar nosso jeito de trabalhar os diferentes temas propostos por nossa escola como ficam patentes, inclusive no “Folder”, estaremos a priorizar temas que se nos afiguram de impactante atualidade, tais como:


O dilema socioambiental;

A urgência com os cuidados com a Mãe Terra, inclusive pela via da Agroecologia, do Ecossocialismo e do Bem-Viver

A emergência do desafio das relações sociais de gênero;

O impacto das novas tecnologias e das Big-Techs, inclusive do uso da Inteligência Artificial;

O tratamento adequado das relações étnico-raciais e geracionais;

As ambiguidades atuais das relações com o Sagrado.



Como trabalhar nossa Escola de Formação Missionária? 



Com base em diversas reflexões comunitárias acerca da retomada de nossa Escola, ousamos ensaiar novos passos, quanto à forma de abordar os conteúdos de nossos componentes curriculares: em vez de lidarmos com “disciplinas”, decidimos trabalhar os vários temas, mutuamente conectados, a partir de um deles. Para tanto, torna-se desejável que a equipe de formadores e formadoras trabalhe em conjunto. Escolhe-se qualquer um dos temas e, a partir dele, trataremos de observar as múltiplas conexões com os demais temas.


Por exemplo, podemos iniciar com um tema profundamente desafiante como é a questão do feminicídio e das múltiplas formas de violências praticadas contra as mulheres (físicas, psicológicas, morais etc.). Com a contribuição de um membro da Equipe, o tema é apresentado (sob diferentes perspectivas, dados estatísticos, evolução do problema, situação atual no Brasil e no mundo, formas de resistência). Quem estiver lidando mais diretamente com este tema, tem a missão de motivar a participação de todos nesse debate, até porque se trata do desafio mais urgente a ser enfrentado, haja vista os escandalosos índices de feminicídio no Brasil - chegando a 4 assassinatos de mulheres POR DIA, além das variadas formas de violência de que as mulheres têm sido vítimas. A este respeito, há notícias dando conta de que hoje 187 casos de violências contra as mulheres acontecem por dia.


Após essa motivação embasada em dados estatísticos, vale a pena abordar esta problemática, em perspectiva histórico-cultural na formação da sociedade brasileira, recorrendo a primorosas contribuições de várias historiadoras, Filosóficas, Antropólogas, sociológicas, brasileiras, a exemplo de Lélia Gonzalez, Conceição Evaristo, Marilena Chaui, entre outras. A este respeito, recomendamos a leitura conjunta de artigos produzidos por estas intelectuais brasileiras. Após cada leitura, vale provocar cada participante a relatar por escrito suas experiências e seu aprendizado acerca do tema.


Em seguida (pode até ser no segundo ou terceiro dia), é a vez da intervenção dos demais formadores e formadoras, a partir do ponto de vista de sua respectiva especialidade (Bíblia, Teologia Feminista, Eco-Feminismo, desafios sócio-Ambientais, Eco-Socialismo, Relações étnico-raciais, Novas tecnologias e outras).


Na abordagem do tema bíblico, por exemplo, recorrendo a excelentes livros e vídeos produzidos, inclusive, pelo CEBI e pelo Instituto Humanitas (IH) que se pode refletir sobre os profundos estragos provocados por uma compreensão fudamentalista da Bíblia por conta de uma leitura não contextualizada dos escritos tanto do Primeiro quanto do Segundo Testamentos. Podem ser escolhidas diversas passagens bíblicas impregnadas de profunda carga patriarcalista que, bem examinadas à luz das práticas e dos ensinamentos de Jesus de Nazaré e seu Movimento, podem ser facilmente desmontadas em favor do reconhecimento do verdadeiro lugar das Mulheres.


Quem dentre os integrantes da Equipe de Formação trabalhar a dimensão étnico-racial, por sua vez, terá oportunidade de sublinhar fatos e acontecimentos dando conta das relações opressivas de que são vítimas as mulheres, em seu dia-a-dia, seja pelo fato de serem Afro-descendentes seja pelo fato de serem Indígenas. Todas estas, quando comparadas aos homens também vítimas de descriminação, apresentam um grau ainda maior como vítimas das relações sociais vigentes. Basta que comparemos a quantidade de homens e de mulheres vítimas, por exemplo, do desemprego, dos baixos salários, da sub-representação no Executivo, no Parlamento, no Judiciário, nas lideranças empresariais, nas Forças Armadas e em outros tantos postos de lideranças, inclusive nos movimentos sociais.


A outro Formador ou Formadora mais diretamente empenhado/empenhada na compreensão do que se passa com as novas gerações - tão freneticamente aficionadas as redes digitais - caberá a tarefa de mostrar e de refletir sobre as conexões entre as relações sociais de gênero e as atitudes predominantes das novas gerações tanto em suas potencialidades, quanto em seus limites. Trata - se de provocar os participantes/as participantes acerca de suas próprias atitudes e relações com as redes digitais, inclusive no tocante às relações sociais de gênero: como lidam com as redes digitais? O que elas aprendem sobre as relações sociais de gênero? Quais as fontes de informação que costumam acompanhar diariamente? Que leituras têm feito - e quais autores e autoras têm lido? A partir de sua vivência de cada dia, que experiências podem relatar, especialmente as mulheres, sobre as diversas formas de violência que observam ou das quais eventualmente se sentem vítimas? Que atitudes assumem, em casos concretos? Que aspectos positivos encontro, nas redes digitais, sobre as relações cotidianas entre mulheres e homens? Que aspectos negativos lhes parecem mais frequentes? Que diferenças percebem entre o comportamento das pessoas mais velhas e dos filhos e filhas mais novos?


Há ainda outros aspectos a serem explorados neste exercício de interconexões. É o caso, por exemplo, das relações de espacialidade, decorrentes do fato de quem vive no Nordeste e de quem é de outra região ou país; de quem vive no campo ou na cidade (e aqui, entre quem vive nas periferias áreas consideradas “nobres”); de quem vive na Caatinga ou na Zona da Mata; e assim por diante. Cada território imprime em seus viventes marcas específicas, que precisam ser tomadas em conta, para um aprendizado comum e maior respeito na convivência. 


Enfocando agora, mais diretamente, as conexões entre as diversas formas de violência praticadas contra as mulheres, de um lado, e, por outro lado, as formas de organização capitalista, que experiências concretas podem ser compartilhadas, de modo a exemplificar como o sistema capitalista, seja pelo Mercado, seja pelo Estado, condiciona ou até determinar as práticas violentas diariamente cometidas contra as mulheres (e também contra os pobres, os pretos, os periféricos além de contra os demais seres do Planeta)?


Um outro enfoque pode ser suscitado por mais um Formador ou Formadora: O que o cuidado com a Mãe-Terra tem a nos oferecer, no que se refere ao tratamento respeitoso das mulheres e dos demais viventes? Em suas experiências na lida agro-ecológica lhe tem ensinado a este respeito?


Um aspecto que também se apresenta, na exposição e discussão de cada tema, é o de buscar conectar dinamicamente as dimensões das relações sociais de gênero, de etnia e de classe, como o faz, por exemplo, Elisabeth Schussler Fiorenza, em sua relevante obra “Discipulado de Iguais: Ekklesias de Mulheres” (Por uma Teologia Feminista Crítica da Libertação). Buscando analisar criticamente os profundos danos causados pelo patriarcalismo, pelo racismo e pelo Capitalismo, a autora apresenta proféticas denúncias contra o clericalismo, a organização hierárquica das Igrejas Cristãs, bem como das sociedades de classe, como a nossa.


No que se refere aos estudos de obras desta autora, recomendamos iniciar por um texto seu (de cerca de 13 páginas) disponível na internet em forma de PDF, sobre o qual já tivemos oportunidade de comentar, em nosso blog textosdealdercalado.blogspot.com. 


Outro aspecto constitutivo de nossa formação, como humanos e como cristãos, nos remete ao exercício contínuo da memória histórica dos oprimidos, inclusive da caminhada recente e menos recente de nossa ação missionária, especialmente no Nordeste. Com efeito, desde o Concílio Vaticano II (1962 - 1965), e sobretudo desde o Pacto das Catacumbas (1965) e mais diretamente desde a II Conferência Episcopal Latino Americana de Medellín (1968), uma intensa e crescente ação missionária junto aos pobres teve lugar também entre nós, graças aos trabalhos conjugados das CEBs das PCIs, do CIMI, da CPT, da CPO e de outras Pastorais Sociais e serviços eclesiais (Comissão Justiça e Paz, CDDH, etc.). É vasto e profundo o legado destas experiências, a merecer nossa constante atenção e compromisso. A título de ilustração didática limitamo - nos a oferecer dois exemplos de materiais que muito nos ajudam, nesta rememoração: 


Os livros e os relatos elaborados por Frei Roberto Eufrásio de Oliveira, e os textos que relatam, no caso da Paraíba, fecundas experiências pastorais a exemplo da que ficou conhecida como “Igreja Viva”, relatada em livro de autoria do Pe. Gabriele Giacomelli, entre diversos outros.          


Ao mesmo tempo, cumpre lembrar a disponibilidade de vasta literatura, inclusive da autoria de José Comblin e de diversas pessoas integrantes da Equipe de Formação das Escolas de Formação Missionária do Nordeste e de outras regiões. Entre autores e autoras componente da Equipe de Formação de nossas Escolas lembramos e recomendamos os textos elaborados por Frei Roberto Eufrásio de Oliveira, João Batista Magalhães, Mônica Muggler (especialmente seu livro “José Comblin, uma vida guiada pelo Espírito”) Glaudemir Silva, Luis Barros, bem como de várias outras pessoas, inclusive estudantes de nossas Escolas. A serem estudados oportunamente, conforme o tema tratado. Ainda sobre este ponto, importa lembrar a qualidade dos textos produzidos no “site” teologianordeste.net onde encontramos preciosos artigos de diversos autores e autoras dentre os quais: Eduardo Hoornaert, Ivone Gebara, Juliana Henrique, Pe. Hermínio Canova e diversos outros. 


Vale, por fim, uma palavra sobre a necessidade de garantir a continuidade do processo formativo, para além dos encontros ou dos módulos específicos por meio de tarefas e estudos a serem feitos durante os períodos entre um módulo e outro. Com efeito, precisamos do interesse e o compromisso de aprofundarmos os conteúdos trabalhados, durante os encontros presenciais e virtuais. Para tanto convém que Formador/Formadora, ao final de cada módulo, proponha um programa de estudos e de tarefas sobre o aprofundamento de cada conteúdo trabalhado em cada módulo.


Cabe a cada Formador/Formadora propor as formas de trabalhos e de estudos a serem vivenciados pela turma, durante os meses de intervalo entre um módulo e outro. Por exemplo, determinado Formador/Formadora pode umas dez questões a serem trabalhadas, por cada participante ou em pequenos grupos, acerca de determinado tema tratado durante cada módulo. Pode, ainda, por exemplo, propor um tema desafiante a ser desenvolvido pelos participantes, seja de forma individual ou em pequenos grupos.      


Eis apenas um primeiro texto, elaborado a título de subsídio, com o propósito de ajudar os/as participantes nos estudos de nossa Escola de Formação Missionária de João Pessoa. Outros virão. 


João Pessoa, 03 de Fevereiro de 2026.