quinta-feira, 8 de outubro de 2026

 

Acorda, Brasil! Ainda é hora! (II) 


Alder júlio Ferreira Calado 


O Brasil ao qual nos dirigimos, é constituído por mais de 95% de sua Gente, a enorme maioria de Mulheres, de Comunidades Indígenas, Quilombolas, Camponesas, Estudantes, Professores, em breve, os que vivem do seu trabalho. É a estes que reiteramos: “acorda, Brasil! ainda é hora!" Não é aceitável que, diante das graves ameaças de retrocesso aos tempos tenebrosos da Ditadura Militar - e desta vez, pelo voto! -, a maioria de nossa gente se renda, passiva a esta desventura. Podemos discordar de Lula e do PT, mas daí a votarmos no Bolsonarismo ou na extrema - Direita golpista, há uma enorme e trágica! diferença. Equivaleria valeria a concordar com a volta da Ditadura Empresarial militar… 


Exercitar a memória histórica torna - se indispensável. Infeliz do Povo que ignora sua história: acaba ajudando a repetição de tragédias. Desconhecer ou subestimar os grandes males provocados durante 21 tenebrosos anos (1974 a 1985) - de desrespeito a Constituição, de arbítrio, de fechamento do Congresso subordinação do Congresso e da Justiça, prisões injustas, de torturas, de assassinatos de desaparecidos, de censura, na televisão, nos rádios, entre tantas outros desgraças - equivalem a favorecer ou a aceitar a volta deste regime. Há diversas formas de tomar conhecimento ou de reacender a triste memória daquela época. Uma delas consiste em ver ou rever alguns que retratam as barbaridades cometidas: “Pra frente Brasil”, “Que é isto companheiro?”, “Batismo de Sangue” - apenas para mencionar três exemplos.


Razões não nos faltam para nos engajarmos daqui até o dia 25/10 (dia do 2º turno das eleições), empenhado - nos, de várias maneiras em alertar familiares e pessoas conhecidas e desconhecidas sobre as graves ameaças à Democracia, que enfrentamos. È Hora de agirmos principalmente conversando com as pessoas que se abstiveram de votar ou anularam seus votos. Neste sentido, durante esses próximos dias fazemos questão de além de escrever algumas linhas de alerta também reproduzir, a seguir, o profético texto escrito por Dom Frei Luiz Flávio Cappio. 


João Pessoa 08 de Outubro de 2026


Eis a íntegra da carta/mensagem de Dom Cappio: “Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, pelo limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos)”.


“Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.”


PAZ E BEM!

                  

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