quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Acorda Brasil! Ainda é hora! (VII)

 Acorda Brasil! Ainda é hora! (VII)


Alder Júlio Ferreira Calado 


As intensas e massivas mobilizações populares dos últimos dias, em tantas cidades e capitais e nas diversas regiões, nos trazem de volta a esperança de que, SIM, ainda há tempo de revertermos, no segundo turno, o pavoroso resultado do primeiro turno. Quem quer que acompanhe as redes digitais e os canais alternativos, nos dias mais recentes, pode constatar os sinais alvissareiros do retorno em massa, sobretudo dos jovens - mulheres e homens - às ruas. Não obstante tal realidade, a mídia hegemônica continua silenciando ou minimamente dando cobertura a tais manifestações que invadem as ruas do Brasil. Não poucos veículos da mídia corporativa chegam ao despautério de reduzir essas manifestações massivas a incidentes minúsculos, completamente descontextualizados, como se fossem os retratos exclusivos de tais manifestações. 


Tem razão de sobra a jovem militância: temos que assumir o protagonismo popular, nas redes digitais e principalmente nas ruas - e para além do processo eleitoral, focando pontos essenciais da pauta da imensa maioria do Povo brasieliro: o fim da escala 6 por 1, o compromisso com políticas públicas urgentes, sem nos deixarmos intimidar pelas exigências descabidas do tenebroso Mercado, sempre preocupado com reduzir a destinação do orçamento aos seus verdadeiros destinatários, em proveito da infinita acumulação de suas riquezas.  


Reconfortados pelo exercício da memória histórica dos oprimidos, inclusive no tocante às diversas formas de resistências à Ditadura empresarial - Militar (1964 - 1985), sigamos fazendo a nossa parte, tanto protagonizando nossa militância nas redes digitais quanto sobretudo mediante as manifestações de rua, de modo a pressionar, também na Câmara e no Senado, em defesa de nossa pauta - pela nossa soberania, contra as perversidades do agronegócio, pela proteção socioambiental, por medidas mais eficazes contra o feminicídio e contra as múltiplas formas de violência contra as Mulheres, contra a pauperização dos pobres, dos pretos e dos periféricos em defesa das numerosas vitimas da homofobia, dos sem - terra, dos sem - teto, de nossas populações indígenas, camponesas e operárias. 

Ainda é hora de revertermos o resultado desastroso do primeiro turno! Mãos à obra! Neste sentido, como prometido, insistimos na cuidadosa leitura da profética carta mensagem de Dom Frei Luiz Cappio, Bispo emérito de Barra - BA. 


João Pessoa, 14 de Outubro de 2026.


Eis a íntegra da carta mensagem de Dom Cappio.

“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, pelo limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).

Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar.


PAZ E BEM!

” 



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