Acorda, Brasil! Ainda é hora! (XI)
Alder Júlio Ferreira Calado
Marchamos céleres e confiantes em direção ao segundo turno eleitoral, a realizar - se no próximo dia 25/10 anima - nos cada vez mais as crescentes mobilizações populares, por este Brasil afora, em todas as nossas regiões. Em especial os jovens vem um protagonismo que não víamos, fazia tempo anima - nos igualmente, compartilhadas pelas redes digitais movimentadas nesses últimos dias, dando conta a candidatura Lula enquanto isso o candidato Flávio Bolsonaro cada vez mais mergulhado no pântano das negociatas e dos escândalos financeiros, amplamente denunciados. Segue fazendo efeito sua recusa em aceitar o desafio público feito e reiterado por Lula, de autorizar a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico, dele e de seus familiares, como já o fez Lula.
Todo este lamaçal protagonizados pelo miliciano Bolosnarista começa a produzir naqueles que ainda confiam neste candidato distópico crescentes interrogações que ão de refletir nas próximas pesquisas eleitorais. Seja como for, não devemos de modo algum, perder o ritmo de nossas mobilizações afinal está em jogo nossa escolha entre uma sociedade democrática e a barbárie protagonizada pela extrema direita comandada, no Brasil, pelo Bolsonarismo, a serviço de 5% da população, ou seja: da burguesia escravista e pluto catra, composta pelas grandes empresas transnacionais e nacionais, formadas pelos controladores das grandes plataformas, do complexo industrial de armamentos, das empresas petroleiras, dos grandes monopólios, produtores de medicamentos, do agronegócio, dos militares entreguistas e anti - patrióticos entre outros.
A esta altura, já não é admissível aos bens intencionados ignorar o altíssimo risco de votar em Flávio Bolsonaro por tudo de tenebroso de ecocida, de desumano, de ginofóbico, de racista, de homofóbico, de aporofóbico que ele representa. O mínimo de atenção às declarações mais recentes feitas por gente extremamente confiável a exemplo (Dom Frei Luiz Cappio, Dom Limacêdo Antônio da silva), de pastores comprometidos com a verdade ( a exemplo de do Pastor henrique Vieira, Ed René Kivitz), além de diversas Pastoras protestantes progressistas especialmente as ligadas à Teologia da Libertação), referindo - se ao nosso momento ṕolítico atual, nos alertam do enorme risco de retrocessos caso ocorra no próximo domingo uma vitória bolsonarista.
Resta - nos manter- nos vigilantes e ativos nesta reta final, cada qual fazendo a sua parte, no sentido das mobilizações de rua, da participação nas redes digitais e principalmente na busca de convencimento de eleitoras e eleitores ainda indecisos ou que se abstiveram de comparecer às urnas no primeiro diurno. Neste sentido, segue aconselhável prestarmos bem atenção às palavras escritas por Dom Frei Luiz Cappio em sua carta - mensagem, que reproduzimos em seguida.
João Pessoa, 23 de Outubro de 2026
Ìntegra da carta - mensagem de Dom Cappio.
“Não estou lhe pedindo amor por Lula; estou lhe pedindo horror à barbárie. Estou lhe pedindo que se lembre do que fizeram com o Brasil quando tiveram o poder nas mãos: transformaram mentira em método, ódio em linguagem, ignorância em programa de governo, grosseria em identidade moral. Atacaram urnas, atacaram tribunais, atacaram jornalistas, atacaram professores, atacaram a ciência, atacaram a ideia mesma de verdade. Fizeram da política um curral de fanatismo, da pátria um disfarce, da bandeira um pano para encobrir golpismo, misoginia, racismo, homofobia, devastação ambiental, desmonte da saúde, desprezo pela educação pública, crueldade contra os pobres e servilismo diante dos poderosos. Humilharam mulheres, insultaram negros, transformaram gays em alvo, trataram indígenas como obstáculos, a floresta como saque, a morte como detalhe. E quando o país sofreu, quando faltou ar, cuidado, vacina, decência, luto, eles não ofereceram grandeza, mas deboche; não ofereceram liderança, mas delírio; não ofereceram ordem, mas caos. Eu não lhe peço entusiasmo, pelo limite. Você pode não gostar de Lula, pode criticá-lo, achá-lo aquém, votar com a mão sem alegria. Mas há horas em que a urna não nos pergunta quem nos encanta, mas apenas se ainda sabemos distinguir civilização da barbárie. Esta é uma dessas horas. Votem contra o golpismo, contra a seita da violência, contra os que corroem instituições, envenenam a convivência e flertam com a treva com quem flerte com um brinquedo. Um país sobrevive a governos ruins, mas às vezes não sobrevive ao prazer político de destruir tudo. Não estou lhe pedindo paixão, estou lhe implorando lucidez" (Dr. Júlio Benchimol Pinto, advogado, PHD pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado nas Universidades de Oxford, na Inglaterra, e Duke, nos Estados Unidos).”
Lula nós conhecemos sua trajetória tanto social quanto política. Hoje um dos candidatos ao "Prêmio Nobel da Paz". O outro não o conhecemos. Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil e do povo brasileiro, nos conceda inteligência, prudência e sabedoria no momento de votar” PAZ E BEM!
Ainda impactado pelos momentos do encontro com Dom Limacêdo, junto com o companheiro Geovane Bezerra. Lembrar aqui verbete "companheiro" não no significado de militante petista, esse modo abrasileirado em razão dos 40 anos do PT, mas especialmente na origem semiótica que nos remete a lembrar àquele que compartilha o pão (A palavra tem origem no latim vulgar companio (derivada de cum e panis). Especialmente neste contexto para muito além de ser uma pessoa com quem compatilha o pão, seja o pão doce ou o pão que o d.i.a.b.o amassou mas é mesmo um pessoa que atende o chamado até mesmo para escotar uma fossa as duas horas da manhã! Aqui me referindo ao Diácono Geovane. Estar ao lado de Dom Limacedo sentir que compartilhamos as mesmas ideias quanto ao momento atual no Brasil e sobre tudo como isso se refletirá sobre os irmãos na América Latina nos conforta em perceber que estamos do lado certo da história. Este sentimento de agradecimento se estende ao Sr Professor Dr Alder Júlio Ferreira Calado por tambem compartilhamos as mesmas ideias e, caros leitores e leitoras, ja faz um bom tempo quando nos conhecemos na Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde no inicio dos anos 80 do século passado. A visita a Dom Limacedo teve como álibe a doação in loco de uma versão impressa da tese EDUCAÇÃO POPULAR COMO PRÁXIS HUMANIZADORA: CONTRIBUIÇÃO DO ITINERÁRIO TEÓRICO-PRÁTICO DE ALDER JÚLIO FERREIRA CALADO. Foi dupalmente surpreendido: Pelo tema e o volume do texto. Junto a apresentação do excelente/árduo trabalho de pesquisa do Sr Professor Dr Alexandre Soares de Sousa também levamos impresso a edição VIII desta seguencia de textos agora comentamos. Dom Limacedo (olhe que fiquei muitos segundos com os dedos parados no teclado a pensar nos adjetivos que se aproximem do sentimento da recepção de Dom Limacedo) Ele não foi avisado antecipadamente, portanto não estavamos em agenda, mas nos recebeu com alegria, verdade e brilho nos olhos. Ouviu atento os propósitos da visita, a leitura do texto (VIII de Álder), comentou, sorriu (muito) e agradeceu. Por quase duas horas ficamos ali numa sala de reunião sem interrupção e ainda foms a sua sala de trabalho. Neste local um momento tambem especial. A narrativa emocionante sobre os momentos dos dois encontros com o Papa Francisco. Dom Limacedo é a segunda pessoa com quem tenho a graça de conversar sobre encontro com o Papa Francisco. A outra é Dona Zenilda (viúva do Cacique Xicão Xukuru). Eis que este comentário acabou descambando para comentarios outros que não devem ser importante para vocês caros leitores e por isso peço desculpas. Por fim agradecimentos mil a todos que colaboraram para que viesse acontecer esse encontro com Dom Limacedo e quanta gente à agradecer! Alder, Alexandre, Geovane ao pessoal na secretaria da Cúria Diocesana, quanta gente simpática e atenciosa. Muito obrigado.
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