sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Como enfrentar os conflitos na Igreja?


Reflexão do Papa Francisco na Mensagem de hoje
“Caros irmãos e irmãs! Bom dia!
Hoje, a leitura dos Atos dos Apóstolos nos faz ver que também na Igreja das origens emergem as primeiras tensões, os primeiros dissenso. Na vida, existem os conflitos, o problema é como enfrentá-los. Até àquele momento, a unidade da comunidade cristã tinha sido favorecida pela pertença a uma única etnia e a uma única cultura, a judaica.
Mas quando o Cristianismo, que pela vontade de Jesus, é destinado a todos os povos, se abre ao âmbito cultural grego, vem a faltar essa homogeneidade, e surgem as primeira dificuldades. Nesse momento, desponta o descontentamento, surgem as lamentações, circulam vozes de favoritismo e de disparidade de tratamento. Isto acontece também nas paróquias!
A ajuda da comunidade às pessoas em desvantagem – viúvas, órfãos e pobres desse tipo – parece privilegiar cristãos do segmento hebraico, em relação aos outros.
Então, diante desse conflito, os Apóstolos assumiram a responsabilidade quanto a essa situação: convocaram uma reunião ampliada também com os discípulos, discutem juntos. Todos. Os problemas de fato não se resolvem fingindo-se que não existem. E é bonito esse confronto franco entre os pastores e os fiéis. Chega-se então a uma distribuição das tarefas.
Os Apóstolos fazem uma proposta que resulta acolhida por todos: eles se dedicarão à oração e ao ministério da Palavra, enquanto sete homens, os diácono, cuidarão do serviço das mesas dos pobres. Esses sete não são escolhidos por serem especialistas em negócios, mas enquanto homens honestos e de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria; e são constituídos em seu serviço mediante a imposição das mãos, por parte dos Apóstolos.
E assim, daquele descontentamento, daquela lamentação, daquelas vozes de favoritismo e de disparidade de tratamento, chega-se a uma solução. Confrontando-nos, discutindo e orando, resolvem-se os conflitos, na Igreja. Confrontando-nos, discutindo e rezando. Com a certeza de que as fofocas, as invejas, os ciúmes jamais poderão levar-nos à concórdia, à harmonia ou à paz.
Aí também esteve o Espírito Santo a coroar esse acordo, e isto nos faz compreender que, quando nos deixamos guiar pelo Espírito Santo, Ele nos leva à harmonia, à unidade e ao respeito dos diversos dons e talentos. Compreenderam bem? Nada de fofocas, nada de invejas, nada de ciúmes! Entendido?
A Virgem Maria nos ajude a ser dóceis ao Espírito Santo, para que saibamos estimar-nos uns aos outros e a sempre convergir profundamente na fé e na caridade, mantendo o coração aberto às necessidades dos irmãos.”
http://www.cercoiltuovolto.it/2014/vaticano/papa-francesco-regina-coeli-18-maggio-2014-in-mp3/

Trad.: AJFC

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